Alívio
O editorial de ontem (‘‘As surpresas do governador’’) me atingiu na emoção e na satisfação. Sem dúvida, ‘‘desentalou’’ o sapo que estava atravessado na garganta de milhares de paranaenses por este Estado afora. Que alívio!
- CARLOS ALBERTO REZENDE, universitário, Londrina
Mal-educados (1)
Foi com surpresa e tristeza que abri a Folha do dia 6 e deparei com a notícia informando que o secretário estadual Rafael Greca, da Comunicação, classificou os manifestantes de Londrina de mal-educados. Se o secretário classifica pessoas que estão pacífica e democraticamente exercendo seu direito de protesto de mal-educadas, pergunto a ele: como devemos classificar os membros de um governo que não têm coragem de abrir publicamente os contratos ou acordos de concessão das nossas rodovias, os protocolos de intenção com as montadoras, a história sobre os Jogos Mundiais da Natureza, sobre a privatização vergonhosa do Banestado?
Como então deveríamos classificar um ministro (como foi Greca) que gasta uma grana preta para fazer das comemorações dos 500 anos do Brasil o grande fiasco que foi? Senhor secretário: acho que quem tem ‘‘telhado de vidro’’ deve medir mais suas palavras. Espero sinceramente que esse povo tão lutador de Londrina saiba no tempo certo mostrar novamente seu desacordo com tudo isso, nas próximas eleições, e isso o bravo povo de Londrina já mostrou que é capaz. Basta ver o ocorrido nas eleições municipais.
- JOÃO BOTELHO, Curitiba
Mal-educados (2)
O secretário Rafael Greca de Macedo chamou os paranaenses descontentes com o governo do pedágio de mal-educados. Se comparado com a fina educação do secretário, sou obrigado a concordar com ele. Poucos têm a cultura e a sagacidade do secretário, que inclusive poderá amanhã responder essa missiva com a ironia e a persuasão que tanto gosta. O que a nós mal-educados incomoda é que, quando ministro, o campeão de votos do Estado para deputado federal, na hora de provar os resultados de tão apurada educação nos matou de vergonha, envolvido em tantos escândalo e trapalhadas.
Dizer que não entende o porquê das vaias ao governador! Sugiro que ele aplauda diurtunamente o ex-governador Alvaro Dias que além de reformas em colégio, duplicou estradas sem pedágios, deu gratuidade às universidades, construiu a Usina de Segredo, fez o maior programa rural de curvas de nível, fez o Luz no Campo, a Rodoviária de Londrina, o Autódromo. Vou parar para não deixar o secretário vermelho de vergonha. Bingo para o senhor.
- JOSELITO TANIOS HAJJAR, estudante, Londrina
Folha
A Folha é, sem dúvida, o melhor jornal do Paraná. Não apenas por suas posições e isenção política, mas principalmente pelos jornalistas que integram seu quadro. Alguns particularmente, pelo estilo, obviamente me agradam mais. Reporto-me a dois que, infelizmente, poderiam escrever todos os dias: Walmor Macarini e René Ruschel. Na edição de ontem, Ruschel fala sobre a globalização com uma sensibilidade e franqueza como se estivesse conversando. Aliás, assim é Macarini, quando descreve e relata coisas tão simples e de maneira tão lúcida. Da mesma forma, quando ambos analisam questões de natureza política ou econômica, fazem-no com precisão, coerência e, acima de tudo, inteligência.
- JOSUÉ CASTRO MENDONÇA, aposentado, Londrina
Bonde
Parabéns para o Bonde. Ótimas reportagens sobre moda, bem escritas e atualizadas. Vocês já estão nos meus ‘‘favoritos’’.
- MARIANNE VILLATORE
(Através do site da Folha no portal www.bonde.com.br)
O Brasil é uma festa
Para mim, o tal Fórum Mundial realizado em Porto Alegre só chamou a atenção pela baderna e pelo agricultor francês que comandou essa baderna. Já pensou se um brasileiro faz a mesma coisa no país dele? Com certeza estaria preso. Por que este francês não fez isso lá? Lá ele não teria o apoio de tantas pessoas que só querem bagunça, e outra coisa, lá a lei é outra.
Aqui não, aqui eles querem é festa, querem quebrar tudo, querem parar de trabalhar para apenas protestar. Ou será que este não é o emprego de muitos, protestar, badernar? O francês conseguiu ser um homem público, e fez a maior propaganda dos seus queijos – e de graça.
O governo vê tudo isso e nada faz. O francês vem de um país de ‘‘primeiro’’ mundo, mas é um baderneiro que conhece as suas leis e sabe que se aprontar lá é cadeia ou processo. Mas aqui é outra coisa, outra alegria, uma verdadeira festa. Aqueles desocupados como não têm o que fazer se juntam a ele, e cada vez mais o povo brasileiro se curva às farras de corneteiros de outros países que fazem do Brasil uma vitrine pessoal.
- CARLOS EDUARDO ZANOLA, universitário, Londrina
Onda verde
Qualquer cidadão que possua um veículo ou que ande em condução pública conhece muito bem a impaciente e torturante rotina das ruas em que há sinaleiros na nossa bela Londrina. Está absolutamente impossível trafegar no congestionado centro e pelas principais avenidas como Higienópolis e JK. A ‘‘onda verde’’, em que o motorista, ao trafegar numa velocidade constante, pegará todos os sinais abertos, é a forma mais racional de diminuir o consumo de combustível, o tempo gasto no trânsito e o calor nas grandes cidades. Acredito que essas razões, aliadas à estressante vida nessas cidades sejam mais que suficientes para uma ação por parte dos responsáveis. Com base nisso e nas inúmeras críticas vindas de visitantes sobre o nosso trânsito, o que nos enche de vergonha, peço à CMTU que tome providências e solucione esse caos.
- JOSSAN BATISTUTE, universitário, Londrina
Cooperativa
Gostaria de sugerir ao prefeito Cassio Taniguchi a criação da Cooperativa dos Cuidadores de Veículos de Curitiba, para que as pessoas que trabalham nesta área, tão sofridas e dedicadas, possam trabalhar com mais credibilidade. Esta cooperativa seria administrada pela Fundação de Ação Social (FAS), que ficaria responsável por cadastrar e credenciar o pessoal. Poderia haver parceria com a Urbs, que faria a fiscalização. O cadastramento e o credenciamento seriam feitos gratuitamente e todos teriam crachá. Estou elaborando um pré-projeto para a cooperativa e uma associação. Esta iniciativa é uma manifestação clara de administração compartilhada entre a comunidade.
- ANTONIO CARLOS BASÍLIO DA SILVA, Instituto Afro-Brasileiro do Paraná, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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