Descaso
A respeito da queda de árvore na Rua Fioravante Tamarozzi, 179, Conjunto João Paes, em Londrina: funcionários da AMA estiveram no local para cortar (ou picotar) a árvore, que ainda não foi retirada, e disseram que num outro dia voltaria um outro grupo para recolher os pedaços. Após serem indagados a respeito do corte de uma outra árvore de aparência condenada que fica na esquina, eles disseram que quando ela caísse sobre alguma casa eles voltariam para retirá-la, da mesma forma que estavam fazendo com a árvore que já havia caído. Estamos sem energia elétrica e sem telefone até hoje (dia 2).
Fomos informados de que se um proprietário de uma residência corta uma árvore dessas recebe uma multa de R$ 900. Mas quando uma árvore nessas condições cai causando uma situação incômoda como esta ninguém aparece para resolver. Faz dois anos que enviamos solicitações de corte para a AMA e nenhuma atitude foi tomada.
- JAIR SIENA, Londrina
Resposta da AMA
Nos últimos dias, os vendavais derrubaram muitas árvores na cidade. Nossas equipes estão tendo muito trabalho para resolver os problemas causados pela chuva e pelos ventos. Por isso estaremos neste sábado e domingo com equipes espalhadas pela cidade para solucionar esses problemas. O caso da Rua Fioravante Tamarozi será resolvido neste final de semana.
- JOÃO MENDONÇA, diretor de Operações da AMA, Londrina
Antenas
Com o embargo das obras da antena de telefonia celular em Londrina, pelo vice-prefeito Luiz Carlos Bracarense, em 29 de janeiro, nós, parte dos moradores dos jardins Mazzei e Europa, conquistamos a vitória na primeira batalha, mas a guerra continua e será muito difícil, pois é contra multinacionais. O motivo do embargo deve ser muito fácil para a Global superar, pois para quem tem dólares não vai ser difícil conseguir o Relatório de Impacto Ambiental (Riau).
Por isso é hora de nos unirmos, não só moradores das proximidades das atuais ou futuras antenas, mas a população toda. Se existe algum risco para a saúde, por menor que seja, não podemos permitir a instalação dessas antenas próximo das pessoas, seja onde for. Mas para isso precisamos da união e colaboração de todos e não de atitudes como de moradores do Residencial Saveiros, que está bem próximo do local da antena, que não só não participaram, mas, com mentiras, estão criticando nosso movimento.
É lamentável que enquanto um pequeno grupo sacrifica suas atividades trabalhando há vários dias, colhendo assinaturas, procurando as autoridades e como último recurso nos convocando para juntos fazermos plantão (e até de madrugada) para impedir a entrada de materiais e funcionários na referida construção, pessoas sentiram-se incomodados com o barulho dos rojões, que em nenhum dos três dias aconteceu antes das 6h30, e não às 5 horas ou 5h30 como disseram.
O perigo existe e está aí. Por isso precisamos nos unir e nos informar sobre o assunto, divulgar, enfim fazer alguma coisa para que aquilo que pode trazer mais doenças para nós, nossos filhos e netos, não se instale em nosso meio.
- ALDEMIR ELIAS ULBRICH, comerciante, Londrina
Homens honestos
Enquanto o hipócrita saqueia na penumbra, o inválido moral se refugia nas trevas. O vício, que a mediocridade ampara, medra no crepúsculo, durante a noite é que trama e age. Comparado com o inválido moral, o homem honesto parece um adorno doméstico.
Se é capaz de ideal, também o é de crime descarado, repugnante, sabe disfarçar seus instintos, encobre o vício, foge aos delitos condenados pela lei. Os honestos esforçam-se para merecer o purgatório, os delinquentes já se decidiram pelo inferno, investindo sem escrúpulos nem remorsos, contra o tapume dos preceitos e das leis que a sociedade lhes opõe.
É inútil que perdure em ridículos pergaminhos a nobreza que está na nossa ânsia de perfeição ou seja, a mais imediata execução da Justiça, com todo o seu peso sobre os ratoneiros e enganadores da fé dos homens honestos.
As auspiciosas ações do Ministério Público e da Polícia Civil de Londrina propiciam aos corretos cidadãos londrinenses, um sopro maior de esperança e a certeza de que a justiça não tardará, e tampouco falhará, nos escândalos esmagadores ocorridos na Prefeitura de Londrina na gestão passada. Foram fatos que sacrificaram traumaticamente milhares de servidores públicos, tanto nos casos de contratações irregulares na antiga Comurb e no episódio do Escândalo do Leite, de tentativa de extorsão contra duas cooperativas, uma de Londrina e outra de Arapongas.
- ANTONIO FUNFAS NETO, médico, Londrina
Importando a bagunça
O Fórum Social realizado em Porto Alegre tinha a proposta de discutir amplamente os efeitos que a globalização da economia mundial poderia causar nos países em desenvolvimento e nos do Terceiro Mundo. A globalização da economia, se não for aplicada gradativamente, acarretará a algumas comunidades econômicas, efeitos irreverssíveis, tornando-as ‘‘a bola da vez’’, ‘‘a próxima vítima’’. Mas dentro deste fórum de discussões, aconteceu um fato lamentável, que em mais uma oportunidade, denigre a imagem do nosso País perante os investidores internacionais: o ocorrido no campo experimental da Monsanto, no Rio Grande do Sul.
Não vem ao caso agora se os experimentos eram de soja transgênica ou não. O que importa agora é que em megaeventos como o de Porto Alegre, que recebeu personalidades de vários países, que estavam ali para protestar contra os países economicamente dominantes, criou-se um clima de levante, quando os efeitos calóricos e coléricos se exacerbam. E surgiu então uma destas personalidades, o francês José Bové – cujo currículo não é nada recomendável, pois já foi expulso da escola aos 10 anos – que incita os demais e acontece o que aconteceu na Monsanto.
Somos um país democrático e problemático, mas não se pode admitir que pessoas desconhecedoras dos nossos problemas internos criem este tipo de atitude contra uma propriedade privada, destruindo-a. Temos outras maneiras de sermos contrários aos transgênicos, mas pela violência perdemos sempre a razão. A atitude deste sindicalista francês nos prejudicou em muito.
Precisamos selecionar nossos visitantes, tirar como exemplo, o Japão, que no final de 2000, impediu a entrada de Diego Maradona naquele país, alegando que ele não tinha nenhuma condição moral de palestrar a estudantes japoneses, devido aos fatos já conhecidos por todos. Devíamos nos mirar nestes exemplos e colocá-los em prática por aqui também. Para o nosso bem.
- WALTER ABOU MURAD, biomédico, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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