Cines Vila Rica e Londrina
Parabenizo os meios de comunicação de Londrina, em particular a Folha, pela cobertura do fechamento do Cine Vila Rica e Londrina. As reportagens traduzem o sentimento de perda deixado no coração de nossa gente, contabilizando um prejuízo grande ao setor cultural e de entretenimento em Londrina. A divulgação tem sido fundamental para abrir uma discussão que envolva segmentos da comunidade na busca de uma alternativa viável que mantenha o clima cultural criado no local ao longo do tempo de funcionamento dos cinemas.
Na qualidade de síndica do Condomínio Conjunto Folha de Londrina, composto do bloco Mônaco, Galeria Vila Rica, e o próprio prédio dos cinemas, além do Edifício Angélica, venho a público manifestar meu lamento pelo encerramento das atividades dos cinemas. Apesar da tristeza, gostaria de registrar aqui o meu – e o nosso – total respeito à decisão dos proprietários dos cinemas.
Muitas idéias estão sendo cogitadas para a ocupação do espaço. Nossa torcida é que venha um empreendimento que faça um grande investimento no local e que, principalmente, esteja em sintonia com o investimento do condomínio na revitalização do prédio, criando um ambiente saudável e harmonioso.
O assunto propicia momento muito favorável ao resgate da memória histórica da cidade, fazendo a gente vibrar com o reconhecido pioneirismo da família Veronezzi, que audaciosamente construiu o Edifício Centro Comercial. Conta-se que foi a primeira galeria comercial do Sul do País.
Seria oportuno a reativação do Movimento de Amigos da Concha Acústica e Amigos do Bosque, envolvendo as empresas circunvizinhas, com o apoio da prefeitura, juntando suas forças com a finalidade de viabilizar um grande projeto arquitetônico que possa revitalizar o local como um todo. A idéia é um antigo sonho dos moradores da região, que já realizaram, no ano passado, uma reunião sobre o assunto que contou com a presença de representantes da UEL, da Unopar e do Cesulon, que se propuseram a contribuir com a iniciativa.
Acredito que tudo isso se justifica na medida que o local, além de ser centro pulsante da cidade, hoje carente de uma atenção especial, representa, sem dúvida alguma, verdadeiro patrimônio da nossa gente.
- CHRISTIANE NEGRI, Londrina
Projetos culturais
A respeito das opiniões da secretária Mônica Rischbieter, em reportagem assinada por Zeca Corrêa Leite no dia 31, a atuação de ‘‘vendedores’’ de projetos culturais não ‘‘abre possibilidades de negociações excusas’’ como a secretária afirma. O que provoca isso é a falta de caráter de quem negocia o projeto, seja artista, administrador cultural, empresário ou executivo. Só propõe ou aceita uma situação dessas quem, além de criminoso, não acredita no marketing cultural ou no valor de seu projeto.
Outro ponto: chamar profissionais de marketing cultural ou agentes culturais de forma depreciativa de ‘‘vendedores’’ de projetos culturais é negar a necessidade de profissionalização do setor. Agências de propaganda fazem algo ilícito ou imoral? Propaganda é apenas uma das ferramentas de comunicação. Marketing cultural é outra. Agentes culturais fazem trabalho similar a agências de propaganda.
‘‘Trabalhar’’ um projeto cultural como uma oportunidade de comunicação por atitude é algo que exige profissionalismo e conhecimento técnico. Só traz benefícios para a cultura (maior volume de recursos) e para as empresas (sofisticação de sua comunicação). Não é o trabalho do artista. Este precisa usar seu tempo e energia para a arte.
Que há gente sem caráter no ramo, certamente há. Como em qualquer área, infelizmente. Se tomarmos como regra a opinião generalizadora da secretária poderíamos ser levados a um raciocínio torto que nos faria afirmar que assumir um cargo público significa possibilidade de roubar o dinheiro alheio. Então devemos combater a existência dos cargos públicos?
- MAURÍCIO CIDADE, Curitiba
(Via site da Folha www.bonde.com.br
Adolescência
Nem todos entendem a fase da adolescência. É a busca de personalidade, liberdade, amor e da realização pessoal. O adolescente gosta de viver em grupos e sente necessidade de ser notado, de amar e ser amado. É inconstante nas atitudes e emoções. Nessa idade, muitos já entram para mundo do trabalho.
Mas hoje, o ‘‘mundo’’ oferece diversos caminhos, é preciso que o adolescente esteja preparado e orientado para escolher um futuro melhor. O adolescente gosta de seguir a moda, curtir seus heróis, costuma criar ídolos, e geralmente é influenciado pelos meios de comunicação. Eles querem ser independentes e buscam novas experiências. Questionam e criticam as práticas familiares, religiosas e sociais.
O adolescente necessita de uma atenção especial, até mesmo para sentir que as pessoas se preocupam com ele. Não basta colocá-los na escola e fornecer tudo que precisam; eles necessitam de um acompanhamento familiar e cristão. Faz bem ao adolescente participar de grupos religiosos e viver harmoniosamente com a família e amigos, para que não busque nas ruas o que de ruim a sociedade tem a oferecer.
O adolescente tem a grande missão de buscar com amor a construção de uma sociedade mais justa e fraterna, sempre plantando amor e paz nos corações. Mas isto só será possível com a contribuição de cada um de nós. Vamos fazer a nossa parte.
- JOSIANE RIBEIRO DOS SANTOS, universitária, Cambé
Aposentadoria
Coisas antagônicas. Enquanto o Executivo federal rotulou os aposentados de vagabundos, numa alusão às aposentadorias precoces, o STF aprova o afastamento compulsório aos 70 anos e nega recurso a quem deseja continuar trabalhando. Está patente que aposentadoria, assim rotulada, não faz bem a ninguém, e quando precoce, pior ainda. Acontece que as mudanças bruscas e repentinas nesse emaranhado de leis e regulamentos tem levado trabalhadores com direito de se aposentar a tomar atitudes precipitadas, especialmente no serviço público. Temendo o que mais possa veor a acontecer, o cidadão se aposenta, e aí descobre que ‘‘era feliz e não sabia’’.
Aposentar-se requer uma preparação especial, porque a inatividade ocasiona reações inesperadas. Retardar a aposentadoria, muitas vezes, pode ser benéfico ao cidadão. Com o fator previdenciário na iniciativa privada e a quebra da paridade no serviço público, aposentar-se hoje tornou-se temerário.
O que mais assusta o trabalhador são as injustiças. A quebra do direito adquirido foi o golpe fatal nos aposentados. Por exemplo, na área pública, o artigo 40 da Constituição que prevê a paridade entre ativos e inativos, não está sendo cumprido fielmente pelos órgãos dos poderes públicos. Essas matérias fatalmente irão desembocar na Justiça, abarrotando ainda mais o Judiciário, que já se encontra congestionado.
As regras para as aposentadorias devem ser claras e duradouras, pois se trata de um compromisso a longuíssimo prazo, quando a sociedade investe ao longo de sua vida, para se tranquilizar na velhice. Não pode haver percalços ou subterfúgios no meio do caminho. Há que haver clareza e garantias do Estado. Chamo a atenção dos fóruns, como esse que foi realizado em Porto Alegre, para o assunto.
- JOÃO AMBRÓSIO DE OLIVEIRA, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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