Privatização
Importante. Foi o que eu achei da audiência pública em defesa da Copel. Realizada no dia 23, na Câmara de Vereadors de Londrina, que reuniu deputados, vereadores, representantes da sociedade organizada, da região e de outros estados. No debate de alto nível, ficou patente o apoio à continuidade da Copel como estatal, pela sua performance econômica e representatividade estratégica na economia paranaense.
Por outro lado, ficaram muitas dúvidas quanto aos argumentos da empresa justificando a privatização, apesar do esforço do engenheiro Paulo César – representante do governo – em apresentá-las. A primeira é quanto à perda da competitividade que a empresa sofrerá quando enfrentar as concorrentes privadas. Ora, a Copel fornece energia e presta serviços de transmissão e distribuição de energia. Nos três segmentos, possui ótima infra-estrutura, quantidade e qualidade.
O cenário nacional quanto à disponibilidade de energia é de escassez e as empresas já privatizadas têm prestado atendimento inadequado aos consumidores. Para verificar, basta buscar informações em revistas especializadas. A outra dúvida é quanto às margens de lucros. Empresas privadas trabalham exclusivamente por lucro. Dessa forma, qual será a lógica da engenharia econômica para torná-las tão competitivas? Serão beneficiadas na desregulamentação? Por quê? Ou é tudo falácia? Este é o momento que nos resta para pensar nisso, pois a conta acaba mais tarde sendo paga por nós.
- IZAIAS BITTENCOURT MORAES, Londrina
Custos hospitalares
O setor de prestação de serviços de saúde está passando por uma ampla reformulação em que o sistema de pagamento free-for-service, com pagamentos diferenciados para cada caso, está sendo substituído para o de pacote. O Sistema Único de Saúde (SUS), já usa o sistema de pacote, onde independente do que o hospital tenha de despesa com o paciente ele paga tão somente o que está na tabela SUS.
Os convênios apostam no amadorismo de quem administra os hospitais. Eles pensam que as entidades não sabem realmente o custo por procedimento, pensam que os preços dos pacotes são na base da cópia de outras instituições ou na base do chute.
Se compararmos o que o SUS paga com o que realmente foi gasto com o paciente, em muitos procedimentos o prejuízo é muito grande, restando um questionamento: Como um hospital sobrevive tendo prejuízo em quase todos os procedimentos? Esta incoerência das tabelas do SUS, tanto para ambulatório como para internações, só aumenta o sucateamento e o endividamento dos prestadores.
A tabela SUS foi imposta pelo governo não sendo possível uma negociação, agora é a vez dos convênios negociarem os seus pacotes, é chegada a hora dos hospitais terem as suas planilhas de custo atualizadas e corretas, prontos para negociar por um preço justo para ambas as partes.
Os hospitais administrados de forma amadora não terão espaço, principalmente os que atendem pelo SUS. É preciso controlar seus custos, ter qualidade em tudo o que se faz, aumentar a sua produtividade e reduzir desperdícios.
- FABIANO TYKALOWITZ, administrador de hospital, Ubiratã
Tolerância
Com uma tolerância amorosa e compassiva, Jesus diz: ‘‘Entrai pela porta estreita, porque estreita é a porta e apertado o caminho que leva à vida’’. Sua intolerância era como a do piloto que manobra o avião através da tempestade, percebendo que um erro, apenas um instante de indulgência, pode trazer desastre para todos os passageiros do avião. Assim, quando eu for pousar no grande aeroporto do céu, não vou querer nenhum conselho indulgente. Quero chegar com segurança e, mesmo que seja considerado restrito aqui, eu quero assegurar-me de um pouso seguro lá.
Cristo foi tão tolerante com o estado do homem perdido que deixou sua glória nos céus, assumiu a forma de homem, sofreu nas mãos de homens maus e morreu a morte vergonhosa na cruz para comprar nossa redenção. A condição humana era tão séria que não poderia olhar isso ligeiramente. Com seu amor, ele não poderia ser indulgente sobre um mundo cativo pela concupiscência, pelos apetites e pelos pecados.
Pagando tal preço, não poderia ser tolerante com a indiferença do homem para com ele e para com a redenção que ele consumou. Ele disse: ‘‘Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho, não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece’’. Temos o poder de escolher a quem serviremos. O caminho largo, amplo, fácil e popular leva à morte e destruição. Só o caminho da cruz nos leva para o lar.
- WILSON MUNHOZ, reverendo da Igreja Presbiteriana Central de Londrina
Receita
A Receita Federal passou o ano de 2000 todo a falar, só a falar, nos mais impressionantes números alcançados no País por sonegação, renúncia fiscal, evasão de divisas etc. Não haveria exagero em calcularmos que, se não fossem esses furos, a União teria atingido no ano passado, não a arrecadação recorde de R$ 176 bilhões, de que falam os jornais, mas pelo menos, o dobro desta cifra apontada como sem precedentes.
Agora que a Receita tem as armas que pedira para dar efetivo combate à toda essa conspiração dos ímprobos contra a saúde financeira do Estado brasileiro, espera-se que finalmente aja e coloque o Tesouro em condições de atender às legítimas demandas da Nação, sem mais contratação de dívidas, sem mais dependência do capital colonizador. A surpresa ficara por conta da constatação de que, em verdade, nossa carga tributária é bem maior do que se pensava.
- ALCINDO NOLETO RODRIGUES, juiz aposentado, Brasília
Correção
- Título sobre greve dos caminhoneiros (página 6 do primeiro caderno de ontem, Geral) foi publicado com erro. O correto é ‘‘Paraná. Objetivo é paralisar 225 caminhões’’.
- Título sobre Campeonato Paranaense de Futebol (página 1 de Folha Esporte de ontem) foi publicado com erro. O correto é: ‘‘Paranaense 2001. Atlético bate o União e continua líder’’.
- Carta ‘‘Previdência’’, de Antonio Coca, publicada ontem nesta seção, aponta que 24 de janeiro é Dia do Advogado; é Dia Nacional do Aposentado.
- As cartas devem ser datilografadas, assinadas, vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço, telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade, endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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