Rubro-negro (1)
Quero manifestar a minha indignação e o meu repúdio à diretoria do Clube Atlético Paranaense. Estamos em um País onde o salário da maioria do povão gira em torno de R$ 151, mas parece que a diretoria do clube vive em outro mundo. Chego a pensar que tais pessoas estão visitando excessivamente o exterior e esquecendo que nosso País é de terceiro mundo. O que passa na cabeça de dirigentes que cobram 10% do salário mínimo para irmos assistir a um esporte do povão?
Isso é incoerente, é indigno! O Atlético Paranaense pertence a esse povão, que infelizmente está sendo expulso de sua própria casa. Como ter orgulho de ter um CT maravilhoso, a camisa eternizada na cápsula do tempo ou um estádio moderno, se estão nos excluindo disso tudo? Se estão elitizando o rubro-negro?
Isso chega a ser preconceito. São essas pessoas indignas para o Furacão? Certamente dignos são aqueles que vão para o estádio para xingar, para passear, para mostrar a roupa nova, para exibir no chaveiro uma marca BMW... O povo que realmente ama o Caldeirão, torce, vibra a cada momento, precisará passar fome para acompanhar o seu time? Isso é um absurdo!
Amo o meu time, e até teria R$ 15 para ir a alguns jogos, mas a minha repúdia é maior, porque sei que eu poderia ser uma dessas pessoas fanáticas que precisam abdicar de sua paixão por causa da insensibilidade deste clube. Parece que ninguém tem IPTU, IPVA, material escolar, dívidas de fim de ano. Damos tudo pelo Atlético! Nós somos esse rubro-negro!
Nós, o povão, é que mantemos o Furacão e eles ainda têm coragem de nos apunhalar dessa maneira? Podem estar fazendo obras e reformas. Não fazem mais do que obrigação. Garanto que se eu estivesse precisando de dinheiro para comprar comida não seria do Atlético que eu ia receber. Sem contar que o valor da condução aumentou também. Só o meu salário que não aumenta nunca. Cadê o tão falado time do povo?
Talvez na quinta-feira à noite eles estejam reunidos ali na praça do CAP com um radinho de pilha na mão. Atleticano é apaixonado; mas burro não. Perdi a paciência. Joguei a toalha. Sou uma torcedora rubro (de vergonha) e negra (de luto).
- MANUELA ROCHA BARROS, Curitiba
Rubro-negro (2)
Peço que nos ajudem a derrubar esse preço absurdo de R$ 15 para assistir aos jogos, que a diretoria do Atlético Paranaense está colocando. Sou torcedor fanático mas, com esse preço, não tem paixão que aguente.
- ELCIO ANTUNES, Curitiba
Pedágio
No dia 20, por volta de 23 horas meu carro apresentou defeito mecânico na altura de São Domingos e Iguatemi, próximo a Maringá. Estacionei na pista lateral da rodovia com o alerta ligado para que pudesse ser identificado pelo carro de inspeção da Viapar. Esperei 45 minutos e fui até o posto em Iguatemi para solicitar via telefone o socorro. O plantonista, de nome Claudinei, me disse que eu seria atendido prontamente. Aguardei por mais de 30 minutos pelo guincho. O motorista me informou, para minha surpresa, que meu carro seria tirado da pista e levado ao Posto Mônaco, em Mandaguaçu, uma vez que a Viapar somente tira o veículo da pista até o posto mais próximo. Solicitei que fosse guinchado até meu destino, Nova Esperança. O motorista pediu via rádio ao seu coordenador que se negou a fazer a remoção, autorizando apenas até à praça de pedágio de Presidente Castelo Branco. Também se recusaram a me levar até Nova Esperança.
Se pago pedágio e a concessionária diz que socorre, como pode ela apenas tirar o carro da pista e deixá-lo num posto de gasolina? E mais: ao passar pela praça de pedágio tive que pagar os R$ 3,60 com o carro guinchado pela concessionária! Eles não poderiam deixar o carro na praça do pedágio? A Viapar usa os seus carros de socorro apenas para fazer propaganda de bom atendimento. Mas ela não resolveu o meu problema, e sim o dela, tirando o carro da pista.
Uma pessoa que precise passar pelo posto de pedágio três vezes por semana, pagará por ano R$ 1.123,20, que daria para pagar um seguro de carro completo com todas as coberturas inclusive transporte de guincho até a oficina mecânica, carro reserva se necessário, hospedagem etc. Para todos esse benefícios eu pago durante o ano R$ 650 de seguro do meu veículo.
- JOSÉ VIEIRA DA SILVA, Nova Esperança
(Via www.bonde.com.br)
Participação popular
Segundo Norberto Bobbio, cientista político italiano, a participação popular organizada leva ao fortalecimento da democracia representativa tornando-a mais próxima da democracia direta, isto porque a cidadania passa a ser exercida não só através do voto, mas com a participação dos cidadãos nas decisões que lhes interessam diretamente ou a toda sociedade.
Londrina parece estar entrando numa nova era no que diz respeito à política participativa, tendo em vista que uma das metas a ser implementadas pelo governo do atual prefeito Nedson Micheleti, do PT, é criar mecanismos para a participação do cidadão junto ao poder público.
Com o anúncio do presidente da Câmara de Vereadores, Tercílio Turini, de valorizar a participação popular, pode-se afirmar que mediante a concretização destas propostas, a sociedade londrinense terá um avanço na política, porque a participação torna os poderes pouco mais visíveis. Dessa maneira, qualquer cidadão comum passa a entender o que está acontecendo nas esferas políticas da cidade, o que os seus representantes estão fazendo e a quem está representando na verdade.
Parabéns a Turini por essa iniciativa tão imprescindível para o resgate da credibilidade da população junto ao Poder Legislativo, pois a participação popular organizada pode moralizar a política e assim diminuir e até acabar com a corrupção. Dessa forma, os erros do passado ficarão na história, porque infelizmente não dá para apagar, mas pelo menos precisamos ter certeza que não se repetirá, e assim não vamos mais nos envergonhar de nossa Londrina.
- JOÃO VITORINO DA COSTA, Londrina
Terminal rodoviário
Em relação à carta publicada nesta seção no dia 26, vimos apresentar nossa justificativa, que já foi enviada diretamente à missivista Miriam Giro.
Acusamos o recebimento da missiva no dia 22, na qual relata o fato ocorrido no estacionamento do Terminal Rodoviário de Londrina. Sobre a questão e em relação às sugestões, a gerência do terminal foi cientificada e adotará as medidas que forem cabíveis.
Desde já a Codel informa que a administração do terminal está adstrita às decisões tomadas por um conselho de proprietários de cotas. Assim, qualquer decisão em relação ao preço cobrado pelo estacionamento e forma de cobrança deste preço, tem que emanar da assembléia que congrega membros do conselho.
- OTÁVIO CESÁRIO PEREIRA NETO, presidente da Codel, Londrina
Correção
- O edital para escolher as advisers da Copel é retirado gratuitamente na Secretaria da Fazenda ou obtido pela Internet, e não como publicou ontem a Folha Economia (‘‘Modelagem da Copel já tem quinze interessados’’).
- O pagamento à vista do IPTU em Curitiba pode ser feito até o dia 30, e não como publicou ontem a Folha Economia (‘‘Pagamento à vista em Curitiba termina na 2ª’’).
- As cartas devem ser datilografadas, assinadas, vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço, telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade, endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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