O leitor escreve
Ingenuidade
Dividir o povo para continuar governando. Como é ingênuo o povo. Os que nos governam agradecem a falta de conhecimento do mais humilde, que agora está contente por continuar recebendo aposentadoria e pensão até um limite que dê garantia ao Governo de continuar contando com o voto deles. Não foi falado, porém, que os que recebem acima do limite é que contratam empregados, pagam o serviço dos profissionais mais humildes. Além do que o dinheiro que sustentaria a vida normal destes, acima do limite, pagaria lazer e necessidades que os humildes ou abaixo do limite nunca pagaram e nem vão pagar. O Governo lhes dá uma fatia enorme da economia. É assim que se luta contra o desemprego?
Com que direito o Governo fica com o dinheiro mensal de um falecido ou aposentado? Com o direito da força, da compra do voto ou da luta para não votar a MP, a força da luta para continuar forte, mas está ficando minada pelo explícito dos seus atos, mesquinhos e injustos. O povo está em casa engolindo cada notícia, filtrada e amainada, com bastante açúcar e divisão de interesses para que não lutem contra o sociólogo que tanto estudou para conhecer o comportamento das massas e agora utiliza esse conhecimento para dominar o povo e conseguir seus sonhos de Poder, alterando o final da vida dos que perdem entes queridos. Que vontade de pegar o dinheiro dos outros. Uma empresa privada que tomasse essa atitude com certeza seria levada à Justiça. Que dizer se a atitude foi tomada por alguém que recebeu votos de confiança e após o choque inicial modifica a MP para dividir e continuar governando, aproveitando-se da ignorância dos mais humildes? Estamos merecendo cada paulada que levamos...
- EDSON GALVÃO PATRIOTA, Londrina
Reposição salarial
O governo Lerner deixa transparecer que não possui política de Recursos Humanos para a administração pública do Paraná. A política salarial é um caos. Atende-se uns segmentos, os mais posicionados, enquanto grupos de pressão - magistério, advogados, procuradores, delegados, fiscais da SEFA/CRE, Polícia Militar (alto escalão) etc. Concede privilégios localizados aos cargos de confiança - secretários de Estado, cargos comissionados - símbolos DAS e C. Os Grupos de Recursos Humanos das Secretarias de Estado atuam sem poder e autonomia para estabelecer políticas específicas nas áreas de assistência social, treinamento e desenlvimento de RH, relações sindicais e trabalhistas, plano de benefícios, etc.
Neste contexto exclui a maioria dos servidores públicos da administração direta (secretarias de Estado) e algumas autarquias (IAP, Fundepar, Suderhsa, Iapar etc.), aproximadamente 40 mil, já que há exatos dois anos não recebem reposição salarial ou benefício assistencial compensatório. Hoje os vencimentos básicos destes trabalhadores estão situados na faixa de nível operacional (R$ 141,82, classe A inicial e R$ 338,10 (classe F final). Nível médio - R$ 269,52 (classe G inicial) e R$ 494,71 (classe H final).
Neste longo período de vacas magras, sem salários dignos e justos, os preços da economia elevaram-se. O descalabro é maior quando se verifica que estes trabalhadores do serviço público são os que recebem as menores remunerações, são os mais humildes e na maioria dependem do salário para a sobrevivência familiar. O Governador conhece esta realidade? Ou simplesmente excluiu o Quadro Geral do Estado de sua política de Recursos Humanos? Onde ficaram as promessas de campanha no sentido do resgate da dignidade, valorização e respeito aos servidores públicos?
- ROBERTO DE ANDRADE SILVA, de Curitiba
Nossas crianças
Dispomos hoje dos maiores avanços na área médica e desvendamos passo a passo a vida intra-uterina a ponto de estudar os movimentos respiratórios, fluxo sanguíneo e outras funções do bebê que ainda não nasceu. A criança com três meses está totalmente formada, com genitália externa completa, mexe-se, move e suga os dedos, vira-se conforme os estímulos próprios ou externos, reage ao som e ao estímulo mecânico. Enfim, uma criança que ainda não nasceu. A doença que mais ceifa vidas no mundo é a cardiovascular, matando, só nos Estados Unidos, 400 mil mulheres/ano. Somente no Brasil, dois milhões de crianças são vitimadas antes do nascimento/ano.
O mais antigo e intocável direito do ser humano é a vida. O bebê antes do parto é exatamente o mesmo após o parto. Não há um momento mágico no parir que diferencie um do outro. O parto não transforma algo em ser humano. Na nossa legislação o feto não tem personalidade jurídica, mas conta com a proteção da lei desde a concepção. O princípio básico da lei e do equilíbrio social descansa no fato de que meus direitos terminam onde começam os do outro. O ser gerado no ventre materno é totalmente diferente do ponto de vista genético. É o resultado de fusão de duas células, mas é um novo ser, completamente diferente, cujo desenvolvimento é determinado pelos seus fatores de multiplicação celular.
A Alemanha nazista começou por tirar a vida das crianças intra-útero. Poucos anos após executava os velhos psicopatas, as crianças doentes e até as que urinavam na cama e, finalmente, todos não nazistas. Para espanto do mundo, executamos crianças nas praças, índios dormindo, recém-nascidos em caminhão de lixo. Onde está nosso amor ao próximo? O elevado número de aborto não é justificativa para descriminalizá-lo, pois da mesma forma poderíamos descriminalizar o assalto a mão armada, etc.
As complicações do aborto provocado são muito graves (legal ou clandestino) pois o útero encontra-se totalmente fechado e essas mulheres vão ter futuramente uma elevada incidência de partos prematuros e infertilidade, sem falar nas sequelas emocionais. Por que não podemos considerar o aborto um homicídio?
- C.C.FERNANDES, Londrina
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