Horário do comércio (1)
O comércio central de Londrina vive uma situação esdrúxula no que tange ao seu horário de atendimento aos consumidores, quando o Código de Postura impõe de 2 ª a 6 ª feira, das 8 às 18 horas, e aos sábados, das 9 às 13 horas.
Londrina é uma metrópole, pólo político e financeiro, a terceira cidade do Sul do País, a segunda do Estado, e o comércio, se não é o maior, é um dos maiores empregadores. No entanto, temos um horário de atendimento tacanho só comparado as pequeninas cidades interioranas.
Londrina tem sediado grandes eventos, Festival Internacional de Teatro (Filo), jogos, corridas de automóveis, e sediou o Pré-Olímpico no início de 2000. Tudo isso coloca a cidade numa posição de destaque no cenário nacional e internacional. Mas esta massa de turistas e visitantes, consumidores em potencial, fica perplexa quando se depara com o horário comercial.
Quando falamos em situação esdrúxula, demonstramos o nosso desencanto bem como o dos consumidores. Todos ficam perplexos quando se fala em fechar o comércio às 18 horas nos dias de semana e aos sábados às 13 horas.
O Código de Postura que rege os horários de atendimento nos diversos seguimentos remonta de vários anos, quando Londrina não tinha esta representatividade. E pasmem, este mesmo código foi ratificado em 16 de junho do ano passado, com retrocesso, vetando os hipermercados de abrirem aos domingos.
Quando o comércio funciona, obrigatoriamente o taxista, o restaurante e o cafezinho trabalham. E o centro da cidade fica mais bonito com todas as lojas abertas. Hoje a realidade é outra e as entidades representativas (Acil, Sincoval), além de Câmara de Vereadores e Executivo, deverão rever o nosso código adequando-o às necessidades do momento.
Londrina carece de um horário comercial do tamanho de sua grandeza, aumentando assim, os investimentos das empresas, ampliando os seus quadros de colaboradores e se destacando no atendimento de toda esta macrorregião, especialmente neste momento, quando novos shoppings e hipermercados estão chegando. Vamos pensar grande, no mínimo do tamanho de Londrina, evitando o retrocesso que trará prejuízos imensuráveis à nossa querida cidade. Vamos ampliar nossa visão.
- ANTONIO SAMPAIO DE ANDRADE, Londrina
Horário do comércio (2)
A história narra muitos exemplos interessantes. Precisou a Espanha ter sua esquadra marítima derrotada, a França ter o seu ‘‘senhor absoluto’’, Napoleão Bonaparte, perdido a guerra, e o Japão ter sido arruinado pela 2ª Guerra Mundial para que, os três, voltassem seus interesses para o comércio, com passos decisivos para o turismo.
Recentemente, nós do Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Londrina e Região, recebemos a visita de quatro empresários da região de Barretos (SP) interessados em realizar investimentos em Londrina.
Durante a visita, um deles afirmou: ‘‘Gostaríamos de conhecer o comércio de Londrina’’. Neste momento, estávamos em uma das lanchonetes do Calçadão. Então respondi que o comércio de Londrina era onde estávamos. Dando prosseguimento à conversa, uma das senhoras presentes sugeriu que fôssemos conhecer as vitrines das lojas. Diante do exposto, fomos obrigados a ouvir: ‘‘Se aqui está o comércio de Londrina, o que vejo são apenas pequenas lojas e lojas de liquidação’’.
O constrangimento prosseguiu quando a ilustre senhora solicitou um local, na área central, para comer uma torta e tomar um sorvete. Restou para nós do sindicato responder com a verdade: ‘‘Na área central não temos uma casa de tortas. Quanto ao sorvete, costumamos ir às Lojas Americanas, comprar uma casquinha e sair tomando em plena rua’’.
Até então não tínhamos percebido quão grande era a deficiência do comércio de Londrina, principalmente na área central. Pior: esta é a área que o vereador Sidney de Souza e o presidente do Sindicato dos Empregados têm usado como palco de ações populistas, sem se preocuparem com um fato simples: uma loja em crise dispensa seu empregado.
Em cada 100 jovens, entre 16 e 18 anos, apenas 10 estão trabalhando. Por que os senhores citados não perguntam aos desempregados se eles querem trabalhar? Por que os senhores não param de afirmar que o comércio não vende, evitando a polêmica em torno do horário? Nessa confusão, o consumidor fica perdido, o comércio enfraquece e o município deixa de arrecadar.
Baseados nestes acontecimentos, nós do sindicato fizemos uma pesquisa em Cornélio Procópio e Maringá e tivemos o desprazer de constatar que a maioria das cidades vizinhas já está com seus horários flexibilizados.
- SINÉSIO SCUDELER, presidente do Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Londrina e Região, Londrina
Sugestões
Na sexta-feira passada, dia 19, levei minha mãe à Rodoviária de Londrina para tomar ônibus com saída prevista para 22h30. Ao chegar ao desembarque do terminal, não encontramos carrinho de bagagem no saguão; estacionei o carro no estacionamento mantido por essa companhia, enquanto minha mãe saía em busca do carrinho. Assim que encontramos, colocamos a bagagem e acompanhei minha mãe até a plataforma onde ela tomaria o ônibus.
Mal acabei de deixá-la, retornei ao estacionamento e esperei, por cerca de 15 minutos, até que algum outro motorista me desse a preferência para poder sair da vaga onde estacionara, e entrar na fila de saída do estacionamento. Minha surpresa ao chegar ao guichê, foi a taxa de R$ 1,20 que me foi cobrada por ter utilizado o estacionamento por 29 minutos, conforme dados do recibo.
Minha queixa é a seguinte: nos horários de pico, comuns nas férias de verão, especialmente aos finais de semana, o movimento no terminal rodoviário é intenso, com congestionamento no acesso ao terminal e ao estacionamento, mas cadê o planejamento para lidar com essa situação?
Minhas sugestões são as seguintes: A) Nas condições acima, deve-se liberar o outro pátio anexo ao estacionamento B) A tarifa não deve ser cobrada pela utilização de até 30 minutos das dependências do estacionamento (tempo mínimo necessário, nas condições descritas, para acompanhar passageiros com muita bagagem à sua plataforma de embarque, conforme pude aferir) C) Quando o congestionamento tomar grande proporção, como aconteceu no dia 19, liberar a guarita do estacionamento; somente se checaria se o cupom apresentado é relativo ao carro (o tempo para consultar o terminal e obter o tempo de permanência do veículo é o que mais ‘‘emperra’’ o fluxo da fila de carros que estão deixando a rodoviária) D) O fluxo de carrinhos de transporte de bagagem deve ser mais bem acompanhado pela administração para agilizar os embarques/desembarques.
Esta carta foi escrita dentro da perspectiva de que todos nós somos responsáveis pelo patrimônio público e, por isso, devemos apontar as falhas nos serviços que nos são oferecidos pelo Estado e sugerir alterações. Além disso, o terminal cobra uma taxa do usuário de suas instalações, e, assim, deve nos respeitar como consumidores oferecendo-nos boas condições de utilização de seus serviços.
- MIRIAM GIRO, professora universitária, Londrina
Correção
- A frase de Lars Gustafsson, advogado sueco que defende a indicação do futebol para o Prêmio Nobel da Paz de 2001, publicada ontem na seção ‘‘O que foi dito’’, refere-se a ‘‘conflitos étnicos e regionais’’, e não como foi publicado.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas, vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço, telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade, endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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