Usina Central
Causou-me comoção a reportagem ‘‘Proposta patronal é rejeitada’’, publicada na Folha no dia 21, em que a dona de casa Édina Moraes diz ‘‘que não irá permitir que os filhos peçam esmolas, e que irão passar fome juntos’’. Deus queira que isso não aconteça. Nasci em Porecatu e há 10 anos moro em São Paulo, mas nunca deixei de buscar informações sobre a cidade. Desde pequena sempre soube dos ‘‘malefícios’’ da Usina Central Paraná para com a cidade, e achei que nunca iriam ‘‘mexer neste vespeiro’’. Parabéns ao Sindicato dos Rodoviários de Londrina pela iniciativa.
- EDINÉIA OLIVEIRA MOURA, bibliotecária, São Paulo
Lixo
Palavras como lixinho, lixão, reciclagem, coleta seletiva e aterro sanitário tornam-se populares, porém a raiz do problema lixo fica escondida e cresce absurdamente. Contra qualquer lógica, a monstruosidade do lixo está sendo mantida viva e alimentada por todos nós. A indústria das soluções para o lixo quer viver, a indústria que gera o lixo também, o consumidor quer atender a seus desejos, o político quer ser eleito.
Pensar seriamente sobre a existência humana e o lixo, só mesmo obrigados. Crescem os indícios que a atual situação ambiental exige urgentemente uma reavaliação de nossa maneira de viver e gerar lixo. Isso não implica descer de qualidade de vida. Que tal descobrirmos as maravilhas do nosso mundo em vez de imitarmos os franceses, alemães, americanos ou japoneses? Sem querer reinventar a roda, podemos dar um empurrãozinho em inúmeras rodas nossas. Por que não processos crescidos e sustentáveis? Por que não minimizar o lixo? Só podemos crescer partindo da nossa realidade.
Nossa ineficiência em lidar com resíduos não pode mais ser desculpada e adiada por slogans tal como ‘‘falta de educação e cultura’’. A ciência tem que assumir seu papel fundamental na divulgação de informação acessível à população. Quem decide e pode fazer a diferença na história do lixo é a população. Sem a participação da população, tecnologias ditas de primeiro mundo, só vão, na melhor das hipóteses, fazer com que a sujeira fique debaixo do tapete.
Foi animador poder ler sobre o assunto lixo na Folha do 21, tanto no editorial como na coluna ‘‘O leitor escreve’’. É na discussão que aprendemos a resolver os nossos problemas. Está em tempo de descobrirmos a nossa cidadania.
- DANIEL STEIDLE, agricultor e ambientalista, Rolândia
Esclarecimento
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Tendo em vista o rumo que vêm tomando as investigações levadas a efeito pela Divisão de Narcotráfico (Dinarc), autos de inquérito policial nº 2.001/542-0, na qualidade de defensor constituído de Antonio Pellizzetti, venho a público esclarecer: 1. Feitos os levantamentos sobre antecedentes da pessoa de Antonio Pellizzetti, não foram encontrados quaisquer registros. Trata-se de pessoa que nunca teve qualquer envolvimento com a Justiça; 2. Verificada sua situação junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), constata-se estar em dia com suas obrigações profissionais, nada constando em seu desabono, sendo advogado militante neste foro, com residência e domicílio há mais de 30 anos nesta capital (Curitiba), onde constituiu família e prestígio junto à comunidade; 3. Com todos estes requisitos legais, tem direito líquido e certo à presunção constitucional de inocência (artigo 5º da CF, inciso LVII) e direito à inviolabilidade da imagem, honra e intimidade (inciso X); 4. Está requerendo a partir desta data, junto às autoridades investigantes, que lhe sejam assegurados todos os seus direitos, inclusive de juntar documentos e arrolar testemunhas dando contas de sua mais absoluta inocência; 5. Assim, não é momento para se tirar conclusões precipitadas pois se trata, o investigado, de advogado criminalista que jamais pode ser confundido com clientes que eventualmente tenha defendido, nem se estabelecer qualquer conexão maldosa, aproveitando o momento para afirmar que em tempo algum seu escritório profissional foi usado para outros fins que não os estritamente técnicos; 6. Limita-se, neste estágio processual, a colocar-se à inteira disposição da população, da imprensa e das autoridades constituídas para quaisquer esclarecimentos e indagações, tendo provas irrebatíveis de sempre ter pautado sua conduta na mais absoluta legalidade e moralidade; 7. Provada sua inocência, irá promover as responsabilidades, inclusive postular indenizações por dano à imagem.
- ELIAS MATTAR ASSAD, advogado, Curitiba
Judiciário
Se o povo pudesse gritar com uma só voz, estava aqui publicamente invocando a Deus em favor de um dos poderes constituídos da União. Em altos brados clamaria aos céus proteção ao Judiciário. O povo e o Judiciário abominam e condenam com veemência os atos de intimidação que vêm acontecendo contra o Ministério Público.
Essas intimidações constituem um cenário de horror para os homens da lei e seus familiares. As ameaças de políticos corruptos ou de outros surrupiadores do dinheiro publico; do tráfico de drogas ou ainda do crime organizado.
Nos últimos dias, a Folha fez ampla publicidade dessas represálias ao Ministério Público. Por causa disso, muita gente de fé tem-se dedicado às orações, pedindo a proteção de Deus para o Judiciário e rogando aos anjos para que acampem em torno do Ministério Público, protegendo a vida de juízes e promotores. Agora são eles, os juízes e promotores, que tentam defender o povo e a democracia, pois uma democracia corrompida é pior e mais assassina do que qualquer ditadura. A vida das pessoas dominadas por corruptos é dizimada por falta de saneamento básico, da saúde e da segurança.
As investigações sobre o crime organizado, formação de quadrilhas e tráfico de drogas têm revelado, entre nós, verdadeiros lobos vestidos de pele de ovelha. Gente simulada em cidadão de honra, agora se torna incendiária e ameaçadora, queimando arquivos, amedrontando e apavorando os homens da lei.
Alguns desses ameaçadores são comissionados ou bem assalariados com verbas públicas. Assim, eles cometem duplicidade de crimes, pois se revestem do poder do Estado para corromper. Outros, investidos de cargos eletivos, abusam da Justiça, protegidos e acobertados pela lei da imunidade.
Exemplos existem. Quem não se lembra de certos ex-governadores que assim agiram? Recentemente, deputados fizeram uso dos meios de comunicação, denegrindo o Judiciário. Atitudes assim envergonham a Nação. É o poder transitório, quase sempre desqualificado, contra o poder permanente, geralmente bem constituído.
Independentemente de qualquer poder, grau de instrução ou posição social, o homem precisa, antes de tudo, ser homem, ser probo. Dessa maneira, os anjos acamparão sobre os defensores da lei e da Justiça. Ainda que não possamos vê-los, podemos senti-los. Essa convicção dá encorajamento ao Ministério Público para prosseguir com intrepidez na defesa da Justiça, levando os culpados às barras dos tribunais.
- NELSON ARAÚJO DE OLIVEIRA, professor, Londrina
Correção
- Nota no Informe Folha de ontem (página 3) utilizou grafia incorreta para o nome do ex-governador do Paraná Jayme Canet Jr.
- As cartas devem ser datilografadas, assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço, telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade, endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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