Pedágio
Constantemente lemos críticas à cobrança do pedágio em nossas estradas. E nossas mesmo, porque foram construídas com o dinheiro do contribuinte. Acho, contudo, que muitos dos que criticam o pedágio, votaram a favor desse governo e, mais recentemente, para candidatos por ele apoiados.
Esses, em tese, não poderiam reclamar. Reclamamos nós que, vivendo o dia-a-dia nas estradas, vimos as mesmas serem construídas por Jaime Canet, Paulo Pimentel e até Ney Braga. Mas justiça se faça. O grande avanço viário, com construção de novas estradas e, especialmente, recuperação das principais, se deu com Alvaro Dias e Roberto Requião. É só lembrar, aqui por nosso lados, da duplicação da rodovia Londrina-Maringá e do quanto melhorou a Londrina-Ourinhos, com ótimo asfalto e terceiras-faixas. Mas, e aí é que está a questão, o povo preferiu votar nos liberais entreguistas, cujo governador usa mais aviões, especialmente para ir para fora do País e lá usar as estradas americanas, ótimas, com pedágio barato e com vias alternativas em todos os trechos.
Na Europa, os liberais não mandam faz tempo. É o socialismo, não comunismo, que impera. Em Portugal, os socialistas venceram fácil. Por nota publicada na própria Folha, que os patrícios portugueses daqui acreditaram nisso. Em Londrina, de 52 votantes, 31 votaram nos conservadores. Não adiantou porque lá, os residentes em Portugal, sabem o que querem. É assim, no voto, que se mudam as coisas. É preciso acordar na próxima eleição. Cuidado com a maquiagem antes das eleições como aconteceu com a redução do pedágio antes da reeleição. Esse grupo fará tudo para enganar novamente.
- EDGAR BAER, advogado, Londrina
Amazônia
Toda vez que o poder central e a mídia falam é para dizer que a Amazônia está em chamas, sendo exterminada de forma irracional e irresponsável. Interessa ao mundo com certeza, uma região que, segundo estatísticas, tem 20% da água potável do Planeta.
Pode interessar ao mundo, uma região que possui mais de 200 espécies de árvores por hectare, 30% da biodiversidade da Terra e é reconhecida como a maior fonte natural para produtos químicos e farmacêuticos do planeta Terra.
Pode interessar ao mundo, uma região que tem debaixo do solo uma diversidade mineral de grande potencial, estimado em bilhões de dólares, sendo que diversas riquezas encontradas são escassas no resto do Planeta.
Pode interessar ao mundo, uma região que tem mais de um terço das florestas tropicais da Terra. Pode interessar ao mundo, uma região com a extensão de 45% do território brasileiro, enquanto que na área vários países da Europa juntos, onde moram quase meio bilhão de pessoas, habitada por menos de 10 milhões de pessoas e que produz menos de 5% do PIB brasileiro, enorme vazio econômico e demográfico.
Pode interessar ao mundo, uma região imensa que faz divisa de fronteiras com sete países, três deles contaminados por narcotráfico. É evidente que a soma dessas questões à omissão, ao descaso e ao silêncio do governo brasileiro e da sociedade em relação à Amazônia poderá encorajar o já existente processo potencial de interesse internacional, transformando-o em problema real.
O Estado do Amazonas não está em chamas. Ao contrário mantém mais de 98% de suas florestas intactas. Esse percentual é fruto do modelo econômico e da renúncia econômica dos amazonenses. A Amazônia espera por um programa nacional.
- ANTONIO MELO, bancário, Porecatu
Novo século
A virada do século e do milênio é momento apropriado para análises também de sonhos, pois chega carregada de expectativas para as pessoas, países e humanidade toda. São esperanças de dias melhores, de um mundo igualitário, de um futuro mais próspero e pacífico, em que a cooperação e o convívio harmonioso entre grupos, povos e nações sejam assegurados.
Desejamos também para as crianças e jovens mais e melhores oportunidades do que tivemos ou estamos tendo. Todos somos convocados a construir um futuro melhor, principalmente as escolas e os educadores, pois eles têm os instrumentos para mudar e melhorar as pessoas.
O terceiro milênio cristão deve ser nova era na história da humanidade. A maior aproximação entre as pessoas, as organizações e os países não será simplesmente o resultado das faciklidades trazidas pelo uso intensivo das tecnologias. Virá também como consequência de uma mentalidade mais aberta, que os cidadãos irão forçosamente desenvolver.
Estamos tomando consciência de que o Planeta é a nossa casa. Por isso, o destino almejado pela humanidade só pode ser o de um futuro de convívio harmonioso e cooperativo. Temos que concordar que hoje temos competição demais e cooperação de menos. As guerras e as competições egoístas estão na contramão da modernidade.
- CLEMENTE IVO JULIATTO, reitor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba
Uso inadequado
O uso inadequado de antibióticos contribui diretamente para o aumento da incidência de microorganismos multiresistentes e dos custos assistenciais. Com o objetivo de reduzir esses dois efeitos indesejáveis, o Hospital Nossa Senhora das Graças de Curitiba mantém um rigoroso controle destas drogas. Os resultados deste trabalho realizado no período de janeiro de 1998 até dezembro de 1999 foram apresentados no 3º Congresso Pan-americano e 7º Congresso Brasileiro de Controle de Infecções e Epidemiologia Hospitalar, realizados de 10 a 14 de novembro de 2000, em Belo Horizonte, com excelentes repercussões científicas.
No início do programa, os antimicrobianos representavam 22,5% dos gastos mensais da farmácia. Hoje, este percentual foi reduzido para 20,1%, o que representa uma economia semestral de mais de US$ 25 mil. O programa tem se apresentado eficaz na redução de custos e racionalização do uso de antibióticos de largo espectro. Avaliações futuras poderão comprovar outro benefício do uso racional, que é a melhoria nos padrões de sensibilidade bacteriana, facilitando assim, o tratamento das infecções, com maior segurança para a clientela da Instituição.
- MARTA DE FÁTIMA FRAGOSO, coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Nossa Senhora das Graças, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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