Pedágio
Que felicidade ir até o litoral do nosso Estado, pagando módicos pedágios em seis belas praças com porteiras eletrônicas, ser recebido por elas com a singela advertência para que não fiquemos feios nos tapes. ‘‘Sorria, você está sendo roubado’’, digo, ‘‘filmado’’. Logo ali, perto da Holandesa, uma placa nos informa: ‘‘Obras com o dinheiro do pedágio’’. Início da duplicação da rodovia, quase 3 quilômetros, o que nos indica um ótimo ritmo de trabalho e que os 270 km até Ponta Grossa serão concluído no ano 2268, isto se o tempo ajudar.
Até Ponta Grossa é o que existe de novo. A falta de acostamento continua, as terceiras pistas são as mesmas, nenhum centímetro a mais, e até o mato que costumava ser cortado de quando em vez ameaça a invadir a pista. Os lugares onde passaram a lixa, no começo do ano passado, ainda não receberam uma camadinha de asfalto. Agora, depois dos R$ 6,80 entre Ponta Grossa-Curitiba, e dos R$ 5,20 de Curitiba-Paranaguá, o que tem de gente trabalhando na maquiagem das pistas é uma grandeza. São homens tapando buracos, catando mato, máquinas cercadas por cones laranja, roçadeiras, carrinhos de mão. É a verdadeira operação que engana 3 mil motoristas-hora, no Natal, no Ano Novo e no Carnaval, e a todos nós do interior que nos aventuramos nesta farsa que é o anel de desrespeito aos direitos do cidadão.
- TARCISIO MARTINS, Londrina
Novo homem
Parabenizo a Folha de Londrina pela excelência de todo o seu conteúdo. Há dias me sinto cutucada a juntar as idéias preciosas, tão bem colococadas à formação educativa do ser humano e da sociedade de nossa época, sofridas e cheios de vicissitudes, face as expectativas e esperanças do homem, nos albores do novo ano, novo século, novo milênio.
Os prognósticos são, por vezes, aterradores quanto à relação entre governantes e governados, riqueza e miséria, ricos, muito ricos e pobres, muito pobres, desonestidade, ganância, opressão. Todavia, há sim esperança.
Sinto-me no dever de continuar educadora. Congratulo-me, portanto, com os articulistas preocupados com o homem e sua problemática nestes novos tempos.
As idéias expressas por Antônio Ribeiro, na carta ‘‘Renovação’’, publicada no dia 27 de dezembro, não poderiam ser mais oportunas e acertadas. Faço minhas as palavras dele: ‘‘Nada melhor para o novo ano, novo século, novo milênio que a renovação da eterna mensagem do Natal de Cristo’’.
Sobre o artigo de Tarcísio Vanderlinde, ‘‘Último discurso do milênio’’, publicado no dia 31 de dezembro, não tive o privilégio de assistir ao filme ‘‘O grande ditador’’, protagonizado por Charles Chaplin, cineasta e ator inglês do século XX que se preocupava com os problemas do homem de seus dias. A mesma preocupação continua com o homem de nossos dias. Acrescento a minha posição no ‘‘Vade Mecum’’ do cristão, a Bíblia Sagrada: ‘‘E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus’’.
E por fim, Gaudêncio Torquato, jornalista, em seu artigo ‘‘Pequenas lições para o País’’. O som forte de alerta da trombeta deve ser certo e de responsabilidade de todos nós. Seu artigo traz lições valiosas dos pensadores Lincoln, Bobbio, Calvino e Confúcio, preocupados com a sorte da humanidade. A sorte do novo ano, novo século, do novo milênio estará assegurada para o novo homem, a nova criatura, apoiados exclusivamente na Palavra de Deus, este é o seu ensino.
- NATIVIDADE FARIAS DE MORAES, professora e advogada, Londrina
Direção e liderança
O exercício do poder e da autoridade, no mundo de hoje, é sempre mais desafiador e está cada vez mais ligado ao exercício da liderança. Um diretor ou um chefe não consegue fazer uma grande gestão à frente do seu posto ou do seu cargo, se não juntar em sua pessoa também as qualidades de líder. Isso, simplesmente, porque não são as ordens que funcionam, mas o exemplo do líder, sua capacidade de comunicar a visão, a missão, o desafio das novas conquistas.
Liderança é a capacidade, inata ou adquirida, que algumas pessoas têm de influenciar as outras, de convencê-las a agir de acordo com as suas idéias, de envolvê-las em seus ideais e de entusiasmá-las por seus projetos.
Recentemente, um grupo de consultores discutia dentro de uma grande empresa multinacional operando no Brasil, os problemas principais com os quais os executivos daquela organização gostariam de saber lidar melhor. Vejam os problemas identificados: ‘‘Como obter motivação das pessoas? Como fazer as pessoas perceberem a importância de determinadas questões? Como fazer as pessoas aderirem aos objetivos da empresa?’’. Os consultores estavam perplexos e comentavam: ‘‘Como gente de alto nível pode ter dúvidas tão simples?’’. Os ingênuos não são os executivos, mas os consultores. Porque os problemas apresentados pelos gerentes existem desde que os humanos começaram a se envolver em atividades coletivas.
A universidade é o templo sagrado do conhecimento e o lugar privilegiado para a aprendizagem. Na academia, são pesquisadas e ensinadas tantas teorias e desenvolvidos tantos instrumentos administrativos, ela abriga altos especialistas que oferecem consultoria a tantas empresas. Já é tempo da academia tomar consciência de que os instrumentos gerenciais que ela desenvolve servem também para ela. Há que ser lembrado que liderança também se aprende, como se aprende admnistração ou qualquer outra ciência.
Comunicação, motivação e gestão de conflitos são os grandes desafios do líder. Obtém-se o conhecimento via educação, mas a sua transformação em ação requer a presença de um catalizador, a motivação. Lee Iacocca, o bem sucedido executivo americano, chegou à conclusão de que a ‘‘administração não é mais do que motivar as pessoas.’’
- CLEMENTE IVO JULIATTO, reitor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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