Propaganda
Depois de ler o anúncio da TIM publicado na página 1 da Folha Cidades do dia 11 último, dirigi-me até a revendedora autorizada da minha cidade e me informaram que desconhecem esta promoção. Liguei para o 1404 (atendimento ao cliente TIM) e me informaram que a promoção do aparelho A1228d Ericsson por R$ 149 + R$ 150 em crédito não existe. Por isso, gostaria de saber se este jornal está publicando uma propaganda enganosa ou eu estou mal informado. Seria esta uma maneira de fazer com que pessoas se dirijam até uma revendedora para que eles tentem empurrar aparelhos mais caros, como aconteceu comigo?
- SÉRGIO TORETO, Goioerê
Resposta da empresa: Todos os 700 pontos de venda da TIM (lojas próprias e revendas) no Paraná, Santa Catarina e Pelotas (RS) iniciaram esta promoção no primeiro dia útil do ano (2/1). Destacamos que a promoção é limitada aos planos especias do sistema pós-pago (não contempla os planos Básico e Econômico e o sistema pré-pago Pronto!). O serviço de atendimento da TIM (1404) está à disposição do cliente para mais esclarecimentos.
- PAULO CÉSAR KRAUSS, assessor de imprensa da TIM Celular Sul
Indústria de multas
O editorial da Folha do dia 7 tratava de questões relacionadas ao trânsito municipal, que tem gerado polêmica entre a maioria dos cidadãos londrinenses. O autor mostrou a incoerência existente quando os agentes de trânsito simplesmente cobram determinadas condutas dos cidadãos no trânsito sem haver prévia orientação e, muitas vezes, sem que a infra-estrutura urbana seja compatível com tais exigências.
A controvérsia se estende ainda no âmbito do próprio sistema de penalizações do trânsito, isto é, no procedimento administrativo de cobrança de multas. Por tratar-se de órgão público, tutor das leis de trânsito, espera-se que a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), aplique o Código de Trânsito não só nas ‘‘ruas’’, mas desde a autuação, da notificação ao suposto infrator, do recebimento de uma defesa-prévia, seu julgamento e assim por diante.
Um exemplo evidente, entre muitos, da negligência do órgão autuante no procedimento de notificação da autuação, é a questão de se conceder ao suposto infrator o prazo de 15 dias para apresentação de defesa, sendo que a Lei 9.602, de 21 de janeiro de 1998, já havia alterado tal prazo para 30 dias, exigindo-se ainda que o órgão responsável faça constar a data do término do referido prazo na notificação.
As irregularidades no procedimento administrativo desde a sua origem podem, evidentemente, prejudicar o cidadão na oportunidade e validade que lhe foram concedidas legalmente para manifestar defesa. Aliás, o que parece é que não há, pelos agentes municipais ou pelo próprio órgão de trânsito, um estudo diligente das leis de trânsito, sua relação com leis constitucionais e administrativas que garantem um equilíbrio entre direitos e deveres de ambas as partes no processo de autuação e posterior aplicação de penalidade.
Se a CMTU já está sendo tachada de ‘‘indústria da multa’’ (conforme seu novo presidente). Não é para menos, já que o processo de julgamento das defesas prévias de trânsito naquele órgão mais parece uma batalha. É interessante analisar que, antes mesmo do processo de ampla defesa e contraditório e do trânsito em julgado de uma sentença que o condene, o cidadão já é considerado culpado, para efeitos de pagamento de multa e desconto dos pontos em carteira, pelo órgão autuante. A questão é mais técnico-formal do que prática, mas pode gerar a nulidade de todo o procedimento administrativo numa aplicação de multa
- ANDRESSA DE JULIO, universitária, Londrina
Três Paranás
Até recentemente, o Norte, o Oeste e o Sudoeste do Paraná relutavam em aceitar qualquer tipo de influência da capital do estado, ressentidos com a pouca assistência governamental aos seus problemas fundamentais. Daí as várias tentativas separatistas, como a criação dos estados do Paranapanema e do Iguaçu.
Lembrou o historiador Ruy Wachowicz, a existência de três Paranás, como se formassem uma encruzilhada. Não bastou a Estrada do Café, no governo de Ney Braga, que o presidente Castello Branco inaugurou em busca de uma integração geo-econômica. Essas regiões, diríamos recalcitrantes, permaneceram fiéis às suas origens, voltadas ao Rio Grande, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais, numa atitude nostálgica e umbilical, de costas para o sul do estado.
É verdade que no campo político, econômico e até esportivo passaram a existir nítidos sinais de co-participação. Mas, no que concerne aos valores históricos, a aproximação tem sido lenta e gradual. Daí a importância dos simpósios sobre a história do Paraná, levados pela Academia Paranaense de Letras às universidade regionais. Ouvidos atentos a episódios, períodos e personalidades, cujos ícones pareceram tão distantes quanto a memória pode alcançar. A exposição do tema poderia assemelhar-se a uma aula sobre idioma exótico e complicado.
Essa experiência será ampliada nas outras universidade do Estado, de modo a que se adquira uma visão autêntica da história regional, de tal forma que os chamados ‘‘três Paranás’’ possam se tornar uma unidade só e indivisível, sob todos os aspectos, capaz de assumir a liderança que lhe está meritoriamente destinada.
- TÚLIO VARGAS, presidente da Academia Paranaense de Letras, Curitiba
O ouvido surdo e o olho cego
Certa feira, o famoso pregador Charles Haddon Spurgeon despertou a curiosidade de seus ouvintes dizendo que deveriam ter um olho cego e um ouvido surdo, para evitarem os mexericos, frivolidades e todas as vaidades destiladas pela língua humana. Essa advertência é mais pertinente do que parece a princípio e serve para todos nós, em todas as esferas de nossa vida, principalmente em nossos relacionamentos.
Em algumas circunstâncias devemos agir como cegos e em certas conversas, proceder como surdos. A Bíblia nos dá exemplos de pessoas que ignoram o que diziam delas e o que lhes faziam os outros: Noé fez pouco caso do escárnio de seus conterrâneos, construiu a arca debaixo de vaias, mas foi salvo pela fé. Neemias olvidou as ameaças de seus inimigos e concluiu a reconstrução dos muros de Jerusalém; Pedro não se intimidou com a proibição do Sinédrio de pregar a Cristo e disse: ‘‘Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens’’.
Neste início de ano, ao estabelecer seus projetos, alvos e metas, lembre-se de que alguém poderá tentar afastar você de seus objetivos e desanimá-lo da realização de seus sonhos. Volte-lhe, então, seu ouvido surdo e seu olho cego. Ignore as críticas e fofocas e vá em frente. Considere o que disse um velho filósofo: ‘‘As grandes obras são sonhadas por gênios loucos, conquistadas por lutadores natos, desfrutadas por felizardos do bom senso e criticadas pelos inúteis de sempre’’. Que as bênçãos de Deus estejam sobre você.
- OSLEI NASCIMENTO, reverendo da Igreja Presbiteriana Central de Londrina
Correção - Diferentemente do que foi publicado no texto da manchete de capa da Folha de ontem, as finanças do governo do Estado é que estariam comprometidas com o salário dos servidores e dívidas e não as da Sanepar. Portanto, o saneamento das dívidas do governo estadual – e não da Sanepar – seria condição para que a companhia de saneamento não fosse privatizada, conforme previsto no programa de ajuste fiscal do estado.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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