O LEITOR ESCREVE
Petrobras
Escapamos por pouco de termos como fato principal na virada do ano, do século, do milênio, a mudança de nome da tão conhecida Petrobras para Petrobrax. Nunca a mudança de um esse por um xis custou tão caro, a bagatela de R$ 700 mil para a criação de um novo logotipo e mais R$ 1,3 mil na divulgação. E eles planejavam gastar mais US$ 50 milhões para implantação da nova marca no mercado. Tudo sem licitação, pois todas as atenções estavam voltadas para a maior das corridas de São Slvestre, para a grande noite do dia 31 de dezembro, para os 18 minutos da queima de fogos em Copacabana, para a tão propalada virada do milêno. A nossa Petrobras, que nos últimos tempos, tantos prejuízos causou ao nosso meio ambiente Baía da Guanabara, São Sebastião, Araucária foi punida e multada (com dinheiro público), aparece agora com a grande novidade de marketing do fim do milênio: mudar a Petrobras de nome.
Dinheiro que serviria, por exemplo, para construir um sem-número de casas populares para nossa população mais carente, novas salas de aula, para equipar nossas escolas, construção de hospitais, postos de saúde nos bairros, entre tantas outras coisas. Precisaria a Petrobras pensar mais comunitariamente, e avaliar o custo-benefício desta mudança, que mais cheirou à opinião pública, uma oportunidade a mais para se aplicar mal o dinheiro público. Ainda bem que não deu certo.
- WALTER ABOU MURAD, biomédico, Londrina
Novo milênio
Final do século, final do milênio. Estamos também no final dos tempos. E agora, o que vamos fazer? Como serão os novos tempos? O que nos espera nesse futuro que estamos inaugurando? Imitaremos o povo de Israel que lamentava o presente querendo voltar ao passado (Egito)?
Deus não promete vida fácil ou dias sem problemas, aflições, dificuldades e tentações. Ele chama seus filhos para o parque de diversões, mas também para o campo de batalha. Algumas pessoas têm uma idéia distorcida da vida cristã. Vendo cristãos brilhantes e talentosos, elas tentam imitá-los. Quando descobrem que sua própria contribuição é mais modesta ou, talvez, invisível, elas caem em desânimo e perdem as genuínas oportunidades que estão abertas para si. Recuse permitir que as circunstâncias o derrubem.
No meio de suas dificuldades, haverá uma profunda alegria, pois a alegria do Senhor é a nossa força, diz a Bíblia. Acredite ou não, este é o caminho da paz. Paulo disse: Em tudo somos atribulados, mas não angustiados, perplexos, mas não desanimados, abatidos, mas não destruídos. Todas essas qualidades são características do verdadeiro cristão. Elas podem ser suas, dando-lhe a principal vitória.
Elas são parte da sua herança. Clame por elas. Como filho de Deus, você nunca precisa sofrer derrota espiritual. Doravante, você vai querer viver cada minuto em sua plenitude. Certamente, você verá cada dia como outras 24 horas para dedicar a Jesus, como uma nova oportunidade para servir. Você passará momento com Deus e saberá que seus pecados são perdoados e que você está a caminho do céu.
- WILSON MUNHOZ, reverendo da Igreja Presbiteriana Central de Londrina
MST
Soldados armados com fuzis, pistolas e metralhadoras avançam contra o inimigo, com a ajuda de cães e da cavalaria. Homens, mulheres e crianças são espancadas, alguns são atingidos por tiros. Será um ataque de Israel contra os palestinos, ou da Colômbia contra os indígenas? Que nada! Tudo isso está acontecendo no Brasil. De um lado está a PM. Do outro, está o povo: professores, funcionários públicos, bancários, estudantes, operários, aposentados e o MST.
Nos últimos dez meses, foram assassinados 10 sem-terra. Mortos pela PM, ou por jagunços que, na sua maioria, pretendem acabar com os movimentos populares e com o MST. Agora, além de bombas e tiros, também disparam calúnias, mentiras e difamações. O governo acusa o MST de cobrar taxas indevidas. Também existem erros dentro do movimento, os quais devem ser corrigidos urgentemente.
FHC comparou os vagabundos do MST aos funcionários públicos, ofendendo os trabalhadores. O próprio presidente estimulou a violência contra os lavradores. Em 2 de maio, FHC declarou que foi um exemplo para o Brasil a morte do lavrador Antônio Tavares Pereira, de 38 anos, por um tiro no abdómem dado por um soldado da PM do Paraná.
Que país é esse, em que o próprio presidente diz que o assassinato de um trabalhador honrado, pai de família, deve servir de exemplo? Sete dos dez assassinatos aconteceram depois da declaração de FHC. E também depois que foram absolvidos os PMs responsáveis pelos massacres de Eldorado dos Carajás (PA) e de Corumbiara (RO). Como se isso não bastasse, o número de prisões dos sem-terra aumentou. Até setembro, foram presos mais 250 trabalhadores.
Só há uma maneira de brecar essa onda de assassinatos e violência: fazer a Reforma Agrária já, e apurar as responsabilidades por essas mortes. Existe uma discriminação enorme relacionada aos sem-terra. O seu grande crime é ter uma opinião diferente da opinião do governo. Ora, governo que prende quem discorda é governo autoritário. É ditadura! Todos aqueles que defendem a democracia devem repudiar esse tipo de atitude discriminatória e parcial e exigir justiça.
- ANTONIO CARLOS de MELO, bancário, Porecatu
Letra de médico
Quem ao menos um dia não tentou entender uma palavra escrita numa receita médica e teve a impressão de ser um código? Enfrentamos problemas similares todos os dias, mas com o tempo tudo será diferente.
Drogarias virtuais já existem. São poucas, mas no futuro a tendência é de engolirem o e-comerce. Pensando nesta possibilidade nada remota e nos atuais problemas é que já de sobreaviso pensamos na saída para melhorar o controle de medicamentos com a mesma segurança de quem paga contas pela Internet.
Pensamos num cadastro nacional de receitas, onde o médico entra com sua receita no sistema integrado no País todo via Internet. Este sistema armazena as informações do paciente, a dosagem o período que a droga deve ser consumida. Nesta fase já eliminamos o menor dos problemas da letra que nunca se entende. Mas o mais interessante deste sistema e que ele disponibiliza para este usuário uma senha para que o mesmo possa comprar o remédio receitado.
Com esta senha o cliente pode ir até uma drogaria (virtual ou não) e comprar seu medicamento. No ato da compra o paciente digita somente uma senha no terminal e é impressa a autorização de compra do produto. Neste momento termina o problema de drogas vendidas sem a liberação do responsável médico.
Após a liberação da droga pelo sistema a receita fica bloqueada no País inteiro até a data-limite para o término da dosagem, só podendo ser autorizada pelo médico. Com base nas informações do sistema, tanto o Ministério da Saúde quanto as empresas fabricantes de remédios terão como gerenciar o consumo.
Acreditamos que este serviço mudará para sempre o mercado de remédios no Brasil. Por inúmeras vezes a empresa que está desenvolvendo este projeto em parceria conosco tentou contato com o Ministério da Saúde e com os fabricantes de medicamentos, mas até a presente data não conseguimos.
- CHRISTINE FOLKERTS, consultora de marketing digital, São Paulo
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





