Balança comercial
Segundo informações fornecidas pela secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Lytha Spíndola, a balança comercial de dezembro registrou um déficit de US$ 213 milhões, pois as exportações somaram US$ 4,659 bilhões e as importações US$ 4,872 bilhões. Já o resultado final do ano 2000 foi um déficit de US$ 691 milhões, pois o total de exportações foi de US$ 55,086 bilhões e as importações somaram US$ 55,727 bilhões.
Os fatores que contribuíram para este déficit foram a desvalorização cambial e o aumento nas importações de bens de consumo, efetuados pelo comércio em geral, visando as vendas de final de ano; as importações de telecomunicações que também cresceram muito e pela alta do petróleo no mercado internacional.
Este saldo negativo é o melhor dos últimos anos, mas a situação do Brasil nesse setor não é dos melhores, pois está havendo um crescimento das importações, e o governo deve dar maior atenção aos setores da economia interna, ou seja, aos produtos primários, pois respondem por boa parte das exportações, bem como exigir das autoridades econômicas a aprovação dos ajustes fiscais de emergência.
Espero ainda que em 2001 o governo consiga seu objetivo de equilibrar a balança comercial, aumentando as exportações e investindo internamente ainda mais em ciência e tecnologia visando novas alternativas de mercado, suprindo necessidades internas e assim reduzindo em partes as importações.
- PEDRO BATISTA MARTINAZO, universitário, Cascavel
Terceira idade
Mais do que a ilibada conduta profissional, Luiz Carlos Miguita, este lídimo representante da classe médica londrinense, veio trazer à nossa sociedade, ímpar atuação junto às famílias. Afinal, qual é o filho que não ama seus pais, ou netos que não reverenciem avôs e avós com alegria? Dr. Miguita veio reacender o reconhecimento para com os que com ela colaboraram e ainda colaboram, os seus personagens que adentraram pela idade de ouro: a terceira.
Na antiga Roma, e nas tradições mais lúcidas, o homem ou mulher da terceira idade eram e são considerados como luminares, compêndios vivos de experiências jamais conhecidas pelos novos transeuntes desta estrada chamada vida, e convocados a dar a colaboração imprescindível. No Brasil e outros países, são colocados à margem e considerados improdutivos. Mas surge em Londrina, liderando um movimento de resgate de valores.
Londrina é grata e devedora por este trabalho feito com tanto carinho, dedicação, amor e desprendimento, que faz tremular em nossos corações a esperança do resgate da família em sua essência maior.
O contato entre gerações diferentes só faz bem, o reconhecer estimula esta fase da vida, a da terceira idade, a se desenvolver em todas as suas potencialidades, interagindo na sociedade como um todo, reconhecendo-lhes muito mais que a beleza da neve nos cabelos, a sabedoria que os montes mais elevados guardam por debaixo da cor prateada pela pureza, altaneira e sábia guardiã dos ideais mais nobres.
Londrina, e eu especialmente, sou grato ao Dr. Luiz Carlos Miguita, que vm engrandecendo, mais do que a profissão, à missão de ser um pacificador e restaurador de elos.
- HAMILTON LUIZ NASSIF, cirurgião dentista, Londrina
Ponto de vista (1)
Opiniões vem e vão, sábios também. Nós estamos aqui, agora. Já é tempo de podermos emitir opiniões e também fazer acontecer, afinal, a inquisição também já se foi. Estaria voltando? Parabéns Walmor Macarini, por seu ponto de vista claro e limpo. Não precisaríamos concordar ‘‘em tudo’’, mas nos dados estáveis é importante. Quando João Paulo II declarou que céu, purgatório e inferno não existem, a primeira reação de um cardeal foi querer aposentá-lo.
Ele explicou bem: é um estado de espírito. Não existe, nem poderia existir um estado ‘‘físico’’ para tais representações. Nós fazemos de nossa vida presente e futura, um céu ou um inferno dependendo de nossas atitudes. Uma alma não poderia ‘‘ranger’’ dentes no inferno – espíritos não tem dentes. Assim também, deveríamos primeiro compreender pequenas coisas, para podermos compreender a ‘‘divindade’’.
Quanto à questão do ‘‘eu em primeiro lugar’’: ora, é uma coisa até óbvia. Primeiro a existência, depois a significação. Se ‘‘eu’’ não existir, nada poderá existir para ‘‘ele’’. Existir para ser, ter e fazer qualquer coisa ou qualquer pensamento.
Quando Jesus procurou explicar o céu, ele o tentou novamente através de parábolas: ‘‘O reino dos céus é semelhante’’ . Eu poderia dizer que é semelhante a estar livre para opinar e compreender o ponto de vista dos demais, sem competição, mas compreensão.
No princípio dos tempos, quando um corpo foi criado à nossa imagem e semelhança, Deus disse: ‘‘Façamos’’. E eram infinitos espíritos ‘‘com ele’’, quem sabe estávamos lá, pois um espírito não estaria sendo ‘‘criado’’, mas um corpo (pois não havia corpo para arar a terra). É bom também pensar sobre isto. Estávamos à liderança Dele. Minha opinião também vem e vai. Eu próprio também, espero.
- CELITO MEDEIROS, membro da Academia de Cultura de Curitiba
Ponto de vista (2)
Walmor Macarini continua escrevendo com brilhantismo e fluência sobre assuntos os quais desconhece profundamente. Posso perceber e aceitar diferenças entre católicos, anglicanos, pentecostais ou protestantes, mas todos eles conhecem o Deus único e todo poderoso, o qual confessamos em verdade e que nos deixou sua palavra sob a qual vivemos e sobre a qual, sinto obrigação de lhe falar. Na sua tentativa de provar teorias, chega a fazer ousadas asseverações, pretende passar por mestre, não compreendendo todavia, nem o que diz, nem os assuntos sobre os quais faz afirmações.
Esse ser que Walmor nega não é o ‘‘espírito do universo’’, porque esse ‘‘espírito’’ também conhecemos bem e não o tememos. Também não existe ‘‘bipolaridade’’, porque o Deus ‘‘que eu anuncio, não pode ser tentado pelo mal. Apesar disso, o Deus que eu conheço, sofre, se arrepende, se entristece, se aborrece, julga, condena, veste-se de majestade e glória, derrama a sua ira, dá e tira conforme sua soberana determinação’’.
Que diferente é o meu Deus Vivo, dessa coisa inerte que Walmor Macarini apelidou de seu deus. Jesus não veio para nos salvar? Ele deveria ler relatos de pessoas que viveram com Jesus, e que estão nos Evangelhos e nos livros dos apóstolos, e que nos trazem o que o próprio Jesus falou.
De qualquer forma foi divertido acompanhar a tortuosidade do raciocínio de quem se acha extremamente pequeno porque olha para o tamanho do universo e se conforma pensando que é o centro dele, mesmo que isso não signifique absolutamente nada. É interessante afirmar que a morte não existe. A morte não existe? Somos eternos? A diferença é que eu acredito que vou continuar com minha identidade, num corpo espiritual, junto com meus irmãos e meu Pai, ao passo que ele será parte do ‘‘cosmos’’. Vai voltar a fazer parte do tudo, em suma, não será nada.
Não se iluda Walmor Macarini. Esse Jesus que de longe ouviu falar, disse-nos que vai voltar, dessa vez em glória e todos os joelhos se dobrarão, e não haverá mais morte nem pranto, nem clamor nem luto, porque as primeiras coisas serão passadas, mas ele continuará o mesmo ontem, hoje e eternamente.
- JORGE LUIZ VIEIRA TRANNIN, médico, Cascavel
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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