Horário do comércio
O Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Londrina e Região, com o objetivo único de colaborar com o crescimento de Londrina, vem lutando há anos pela livre abertura do comércio, apoiando-se na tendência mundial, na globalização, na prosperidade das cidades brasileiras que realizam o livre horário e, principalmente, no aumento da oferta de empregos que ocorre nos municípios que dilatam seu atendimento.
Mas, infelizmente, passados estes ano, Londrina é única cidade do Sul do Brasil, com este porte, que não acompanha a globalização e insiste em reter o crescimento. Em novembro de 2000, o vereador Sidney de Souza encaminhou à Câmara um projeto de lei que restringe o atendimento do comércio, colocando-o no mesmo horário que se praticava há 60 anos.
Enquanto isso, o vice-presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio, Manuel Teodoro, declarou à Folha, que uma vez ampliado o atendimento, não haverá vendas, nem geração de empregos. Por que estas pessoas contrárias ao crescimento não lutam para que os shoppings fechem, já que não há aumento de venda, nem contratação? Se não houvesse vendas, nem empregos, por que todas as grandes cidades do Brasil e até mesmo as pequenas estão flexibilizando o horário de atendimento?
As cidades vizinhas de Londrina, ignorando, com razão, o horário tradicional, vêm trabalhando com muito mais liberdade e horas diárias. Com o aumento do horário de atendimento, o lojista tem como opção a compensação de horas escala de trabalho, terceirização, contratação e efetivação do pessoal temporário.
De cada 100 jovens de 16 a 18 anos, 90 estão desempregados. De cada 10 pais de família, três não têm emprego. A indústria, hoje automatizada, não dá emprego. Quem oferece emprego é o comércio.
Hoje, apenas o comércio central de Londrina é obrigado a cumprir a convenção. Até mesmo as lojas de bairros na região dos Cinco Conjuntos e Bandeirantes, por exemplo, trabalham nos finais de semana, com ótimos resultados.
Voltamos a dizer: quem dá emprego é o comércio. É o comércio o responsável pelo engrandecimento da cidade. Todos sabem disso, apenas Londrina não.
- SINÉSIO SCUDELER, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região
Pedágio (1)
Em um país de dimensão continental como o Brasil, o transporte de carga deveria ser feito através de ferrovias e hidrovias. No entanto, na década de 50, devido a vinda de grandes montadoras de automóveis para o Brasil, decidiu-se por dar prioridade às rodovias por onde deveria ser transportado a maioria das riquezas. Assim se deu fomento à construção de rodovias pavimentadas por todo o Brasil, fundamentalmente no período do regime militar.
Talvez seguindo a colocação feita pelo ex-presidente Washington Luís de que ‘‘governar é abrir estradas’’, os governos do Paraná, anteriores ao atual, investiram bastante na construção, pavimentação e conservação de rodovias, onde era respeitado um direito básico da democracia, o de ir e vir sem enfrentar constrangimentos de passar por desvios esburacados.
Há de se ressaltar que nos governos anteriores as obras nas rodovias eram realizadas apenas com recursos públicos. No entanto, com a maneira lernista de governar que segue religiosamente a cartilha do FMI e do Banco Mundial, iniciou-se então no Paraná, o processo de entrega dos patrimônios que eram do povo, entre eles, estão as rodovias.
Atualmente arrecada-se muito mais. O volume de veículos pagando impostos aumentou consideravelmente, o volume de impostos pagos pelas concessionárias supostamente é altíssimo e o governo não arruma estas rodovias com cancelas porque a missão de pintar o asfalto é das empresas que administram essas estradas. Porém as rodovias que não têm porteiras ficam abandonadas.
O mais cruel é que deixar as rodovias não porteirizadas esburacadas é planejado. Isto faz parte da estratégia lernista para justificar a doação das estradas paranaenses. O motorista está com seu automóvel numa rodovia sem pedágio, porém toda esburacada, sem acostamento, mal sinalizada, etc., ao sair dela e entrar em uma estrada doada à iniciativa privada teoricamente irá achar que pagar pedágio vale a pena.
Portanto esta é a lógica da incoerência quanto às estradas cheias de buracos do Paraná, porém o povo paranaense irá desmascarar este maquiavélico em 2002.
- DAVID TEIXEIRA DE SOUZA, professor, Inajá
Pedágio (2)
Temos acompanhado as críticas e denúncias às concessionárias de estradas do Paraná, que cobram pedágio – ou confisco, segundo o ex-deputado federal e advogado Osvaldo Evangelista de Macedo em artigo publicado no dia 13. A cobrança, em valores absurdos, e cercada de irregularidades, acabou criando problemas e prejuízos para os usuários, inclusive nas estradas não pedagiadas, pois poucas rodovias alternativas existentes estão ficando em estado de calamidade, diante da falta de manutenção.
Considerando a decisão do TRF, que determinou o fechamento da praça de pedágio entre Cascavel e Ubiratã, por entender que a concessionária Viapar ‘‘é obrigada a construir uma via alternativa para tráfego gratuito entre os dois municípios’’, pergunto: como é que ficam as rodovias alternativas já existentes e não alcançadas pelas famigeradas praças de pedágio? Como é que fica a rodovia Arapongas-Maringá, via Astorga, principalmente no trecho de km 22 (Astorga-Iguaraçu), que está totalmente esburacado, por absoluta falta de manutenção do DER?
Peço que o DER faça os reparos necessários no trecho Arapongas-Maringá, via Astorga, principalmente no trecho Astorga-Iguaraçu, que está quase que intransitável. Meros remendos não irão resolver. Não queremos favores, e muito menos indenizações tardias e póstumas, mas o devido direito a um serviço público decente.
- MARCUS VINÍCIUS RIBEIRO DA SILVA, advogado, Astorga
Soja
Temos acompanhado os problemas que têm ocorrido com as lavouras de soja desta safra. Aparentemente, tais fatos se devem a uma combinação de fatores técnicos e climáticos que aconteceram neste ano e não a uma causa específica.
Minha preocupação maior é que tenho visto técnicos de reconhecida competência em suas áreas de especialização, sugerindo que os problemas se devem a compactação do solo, principalmente nas áreas em Plantio Direto.
Tais afirmações são infundadas e irresponsáveis, pois se baseiam em análises superficiais. A compactação deve ser analisada com o mesmo rigor que se exige de uma análise química do solo. Uma amostragem malfeita leva a um diagnóstico errado.
Há problemas de compactação, mas eles devem ser tratados especificamente, adotando-se a melhor solução para cada caso estudado. A mobilização do solo é um dos últimos recursos e os técnicos que estão generalizando esta recomendação devem ser responsabilizados por isto.
- RICARDO RALISCH, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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