Sempre vejo minha Londrina como pessoa. Fica mais fácil entendê-la e ouvir, perceber suas alegrias, tristezas, ansiedades, incertezas. Cresci aqui e, se saía, sentia saudade já na primeira curva do trem. Voltava com o coração pulando de alegria quando no derradeiro cotovelo dos trilhos, ele apitava e avisava meu povo para vir sorrindo, matando as saudades. Nossa história é a história de gente simples que não teve tempo para imaginar as coisas maravilhosas que suas mãos plantariam, enquanto sonhavam com seu futuro e no de seus filhos.
A terra vermelha, ‘‘rossa’’ para os italianos que vieram com suas enxadas e ancinhos, sanfonas e festas, é generosa com o que nela se plante. Lembro-me do amigo entusiasmado, dizendo ao meu pai que aqui ‘‘dava até cedro do Líbano’’. Como andava cansado de ser chamado de turco, terminaria com a confusão plantando um na frente de casa. Terá plantado? Mas há algo que semeado, brota e cresce e floresce de um modo espantoso, neste chão roxo e que alastra como uma praga, não respeitando raça, riqueza ou pobreza, crença ou descrença, frio de geada ou calor de seca sem fim. Praga dura, contaminou também todos e cada um dos que iam chegando, e suas casas, lotes e pastos.
A fé. A magia da fé. A força criadora e insolente da fé nas próprias mãos, na terra, no futuro, no trabalho. Você chega de bolsos vazios, pouca cultura, mal sabendo ler e escrever, mas se traz consigo a fé, traz um mágico fator de mudança. Há a fé que nos leva a olhar para cima, outra que nos faz mirar à frente e uma outra, que fita o trabalho. Juntas são imbatíveis.
Um dia, a cidadezinha avançou nas lavouras, escapando do planejamento inicial e foi um corre daqueles, abrir, arruar a periferia, que é exatamente onde está o centro da cidade. Conjuntos começaram a brotar de modo quase mágico e abrigaram milhares de famílias que chegaram com os mesmo sonhos dos pioneiros.
Londrina cresceu? Não, cresce. E crescerá enquanto existirem pessoas que queiram crescer, mudar coisas, com fé em si mesmas. Ser londrinense para mim, é antes de tudo, um estado de espírito, uma mistura gostosa de esperança e teimosia, cozinhada no calor do trabalho, mexida com a colher da fé.
- LINCOLN BRAZIL E SILVA, médico, Londrina
Comenda
Ausente de Londrina, não pude atender ao convite para a cerimônia da entrega das comendas do ‘‘Grão de Caf钒, outorgadas aos amigos João Milanez, da Folha, e Alfons Gardemann, empresário, no último dia 21, no Village Praça de Eventos, pelos poderes Legislativo e Executivo de Cambé. Justificada minha ausência, cumprimento-os afetuosamente pela merecida homenagem do vizinho município, augurando-os felicidades e contínuo sucesso empresarial.
- JOSÉ AUGUSTO CORRÊA SANDRESCHI, Londrina
Agradecimento
A Pró Vita Eventos agradece o apoio e a colaboração deste veículo de comunicação, que não hesitou em divulgar a realização dos nossos eventos. Com muita satisfação podemos afirmar que os eventos realizados no decorrer deste ano foram um grande sucesso, em parte, graças à cobertura de toda a imprensa. Aproveitamos também para desejar aos amigos, um ano-novo repleto de realizações.
- PAULO COLNAGHI, diretor da Pró Vita Eventos, Curitiba
Bernardo e a Moralidade
O artigo do ex-deputado federal e secretário nomeado da Fazenda de Londrina Paulo Bernardo, publicado pela Folha no dia 22, foi muito mal fundamentado. A começar pelo fato de direcionar sua ira verbal ao advogado Newton Moratto, que assinou, em nome do Movimento pela Moralidade na Administração Pública de Londrina, o artigo publicado na edição anterior. Moratto assinou o artigo em nome do movimento. Portanto, não cabe a personificação.
O artigo do Movimento buscou ressaltar que o ex-deputado, companheiro de campanha do deputado Antônio Carlos Belinati, está sob suspeição em meio às investigações do escândalo AMA-Comurb. Foi nessa condição que ele, tendo recebido o convite do prefeito eleito Nedson Micheleti, aceitou fazer parte do secretariado. O Movimento ressaltou e ressalta sua condição de personalidade pública sob suspeição.
Já os questionamentos lançados por Paulo Bernardo demonstram a total ignorância dele em relação ao Movimento. Pedir a ata da assembléia é uma prova latente disso. Só quem não é de Londrina ou quem esteve muito tempo afastado da vida da cidade poderia fazer tal sugestão. O movimento é uma iniciativa espontânea e não uma corporação. É exatamente por isso que ele tem dado tão certo. Ele não tem presidente, secretário ou coordenador.
Quanto ao certificado de transparência, todos no movimento o têm. No momento, parece-nos que é o ex-deputado que não o tem, por estar na lista do Carlos Zaveriucha. O questionamento sobre os membros do Movimento pertencerem ou terem pertencido a algum partido político é um verdadeiro destempero. Parece-nos um despropósito um personagem político, ex-deputado federal, ex-candidato a prefeito e militante partidário questionar se outros cidadãos têm atuação política. Por quê? É crime ser filiado a algum partido? É sinônimo de desonestidade? É atestado de corrupção? Se alguém deveria defender a partipação política, esse alguém deveria ser o político, como o ex-deputado.
E não a ter também não é atestado de honestidade. Que o digam os personagens envolvidos no escândalo da AMA-Comurb em Londrina e dos desvios em Maringá, liderados pelo ex-secretário da Fazenda Luis Antônio Paolicchi.
O quarto questionamento do ex-deputado é risível. Pedir uma ‘‘declaração juramentada’’ é outro destempero. Quanto a dizer que os 105 mil eleitores deveriam também ser condenados pelo voto em Belinati, uma só ressalva: esses mais de 100 mil eleitores não estão sob suspeição.
Por fim, vale também uma pergunta, agora ao prefeito eleito Nedson Micheleti: será que a participação de Paulo Bernardo na campanha eleitoral no lugar de Newton Moratto teria efeitos positivos diante do eleitorado?
- VALTER ORSI, presidente do Conselho Maior da Acil e integrante do Movimento pela Moralidade, Londrina
- Boas-festas A Folha agradece e retribui os cartões de boas-festas às seguintes pessoas e empresas: Oscar Alves (Unopar), Alfons Gardemann (PADO), IBF, Grupo Estado, Giovanni Ridolfi, Issamu Osozato (Associação Brasil S.G.I.), Hermínio Victorelli Filho, Instituto Aristides de Athayde, Alberto Bugarib (Grupo IOB), Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiróz, Industrial and Financial System, DExpert, Central de Intercâmbio, Varig, Secretaria de Turismo do Estado do Ceará, Il Telaio.
Correção O futuro secretário da Fazenda de Londrina Paulo Bernardo atuou como secretário de Estado da Fazenda do Mato Grosso do Sul – MS e não MT como foi grafado na edição de ontem da Folha Economia.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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