O LEITOR ESCREVE
Números do pedágio
Perfeita a análise dos números do pedágio no editorial do dia 27. Complementando, cumpre-se notar que, apenas nas praças de Arapongas, Marialva e Curitiba/Paranaguá, trafegam, em vez de 4 mil, no mínimo 10 mil veículos/dia. Refazendo as contas, agora nós, povo do Paraná, entendemos, clara e perfeitamente, o motivo da recusa feroz do governo e dos deputados da base governista em concordar com a CPI do Pedágio.
- VALDIR ANTONIO DOS SANTOS, aposentado, Arapongas
O eu em primeiro lugar (1)
Walmor, jocoso e exímio manipulador das palavras, surpreende-nos sempre. Suas arquiteturas rocambolescas de pensamentos vez por outra padecem de justeza e perspectiva teológica, embora fiquem nas entrelinhas sua sempre preocupação mais ontológica. Disse o Senhor: Amarás a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo. Seu artigo Em primeiro lugar o eu (publicado ontem) foi a inversão dos valores sublimes da vida. Você conclui: Amo a mim, logo amarei a Deus, por que amo sua obra. Deus é a fonte, Nele existimos e por decorrência, todos os demais subsistem por causa do Seu amor, inclusive o próximo e o eu vêm apenas em terceiro lugar, jamais em primeiro.
A cruz só teve sentido por causa do amor de Deus pelo homem. Sem esta cruz não haveria redenção, e por conseguinte a regeneração do ser. Experimente encontrar o amor na cruz, esvaziando-se na plenitude de seu eu. O amor somente será factível quando conseguir em Deus constituir-se. Ser templo do amor pelo Espírito Santo. Lembre-se que somos efeito e não causa.
Paulo diz: Deus prova seu amor para conosco, sendo nós ainda pecadores (sem nenhum lugar na escala da vida). O amor não se justifica mercê do objeto amado; não é permuta. Deus ama sem justificativa. O amor gerado em Deus é possuidor de misericórdia pelo fato de sermos possuídos por ele. Misericórdia, Walmor, o eu não gera!
O eu em primeiro lugar como matéria de realização, trará de um lado o irreconhecimento da vida pelo egocentrismo e a ausência plena do amor, de outro apenas a valorização da criatura em lugar do Criador, que inevitavelmente gerará a postura de egolatria. Se é que somos cristãos, o caminho e o exercício do amor é diametralmente outro!
- ARIOVALDO FERRAZ ARRUDA, empresário, Londrina
O eu em primeiro lugar (2)
Meus cumprimentos ao jornalista Walmor Macarini pelo texto O eu em primeiro lugar. Concordo em gênero, número e grau. Não acho isso egoísmo ou egocentrísmo e sim a abertura para a própria admiração. Se podemos amar, respeitar, querer e ajudar aos outros porque não o fazermos conosco? Pensamos muito nos outros e esquecemos de nós próprios. Esquecemos de viver o momento, sentir as sensações agradáveis, cuidarmos de nós próprios e pensamos que assim podemos fazer algo pelos outros. Será?
Mas como dar aos outros aquilo que não conseguimos dar a nós mesmos? Como amar o próximo se nem mesmo consigo me amar? Como ver a qualidade nos outros se nem mesmo sei se as tenho? A resposta para essas perguntas está no coração de cada um e no Dom divino que temos dentro de nós. Somente amando a nós mesmo é que reconheceremos o sacrifício que Jesus fez por nós há 2 mil anos. Até agora muitos não entenderam o recado que nosso Pai Celestial Deus quis nos mandar. Esse texto com certeza vem a calhar a muitos que deveriam lê-lo e colocá-lo em prática... ops! acho que sou uma dessas pessoas.
- MICHELLE BÁRBARA FERRARI, estudante, Cianorte
Responsabilidade
Estamos vivendo um período em que todas as demais instituições despertaram o seu espírito Sherlock, e lamentavelmente, não movidas pelo senso de se fazer justiça, mas simplesmente movidas pelos desejo de aparecer na mídia, e o que é mais trágico, aventuraram-se na arte de investigar sem nenhum preparo.
Adquirimos, com os anos, serenidade, coerência, senso de responsabilidade e principalmente, imparcialidade que a investigação requer. Assim, é inconcebível que no íntimo do investigador exista qualquer outro interesse. Homens das mais variadas profissões, eleitos para exercer um cargo político de efêmera duração, vêem-se de repente munidos de poderes extraordinários, exercendo função investigatória, com o mais amplo acesso à mídia que se possa imaginar.
Seria injusto de minha parte afirmar que a CPI do Narcotráfico foi de todo ineficiente. Ela serviu pelo menos para mostrar que em nossa sociedade não há intocáveis, embora ainda estejamos longe de ver um rico efetivamente na cadeia, o que é muito triste, pois o crime praticado pela elite possui um poder de destruição muito maior que o crime de pobre.
A CPI do Narcotráfico teve seus méritos, porém só o tempo mostrará a enormidade das injustiças que foram praticadas, injustiças estas que jamais poderão ser corrigidas, tudo porque se esqueceram de um detalhe apenas: investigar é a arte de buscar a verdade, não um show de autopromoção.
- CLÁUDIO MARQUES DA SILVA, delegado titular da 27ª Delegacia Regional de Polícia de Paranacity
Ministério Público
Tive a oportunidade de um conhecimento mais próximo dos promotores Bruno Galatti, Cláudio Esteves e Solange Vicentin, de Londrina. Para mim foi um momento privilegiado de encontro no qual pude comprovar, e superando em muito as minhas expectativas que já eram ótimas, a admiração pela seriedade, serenidade, lisura e hombridade destes três defensores do patrimônio público.
Certamente pouquíssimas pessoas sabem o que é o Ministério Público e qual é a sua função. Até muitos dos políticos ignoravam a sua ação. Acostumados a deitar e rolar em dinheiro público, não esperavam por uma ação fiscal tão austera e criteriosa. E por isso a população está cada vez mais simpática aos promotores, que tornam manifestas e denunciam todas as falcatruas que envolvem políticos na gestão de seus cargos e outras pessoas; falcatruas que há muito tempo se comentavam nos bastidores e que o povo já conjecturava. Por fim o rombo nos cofres públicos foi muito maior do que qualquer um pressupunha.
É normal que denunciados e seus defensores tenham atitudes reacionárias e esbravejantes, numa tentativa de intimidação e ameaça. Mas isto não deve assustar ninguém pois quem não deve não teme e não grita.
Aos promotores do Ministério Público o nosso total e irrestrito apoio. Todas as instituições sérias e gente de bem da sociedade londrinense estão com vocês e acreditam no seu trabalho, que é sem precedentes para a atual geração que muito os apóia. Em suas mãos estão os anseios e a esperança de que a tão desacreditada justiça agora seja feita, e que o poder público seja moralizado e levado a sério.
- ROMÃO ANTONIO MARTINI MARTINS, Londrina
- Boas-festas
A Folha agradece e retribui os cartões de boas-festas às seguintes pessoas e empresas: Rubens Canizaris, Ilece, Associação Comercial e Industrial de Apucarana (Acia), Rubens Augusto Camargo de Moraes (Camargo de Moraes Assessoria e Consultoria S/C Ltda.), Alvino Filho, José Janene, Associação Brasileira de Incentivo à Qualidade (Abiqua), BLO Buffet, Francisco Lopes (Parque da Mônica), PBV Representações, Eventos e Participações, Central Press, Tropical Hotels, Plaenge, Teixeira Holzmann, Sybase.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





