O LEITOR ESCREVE
Movimento pela Moralização
Como integrante ativo do Movimento pela Moralização na Administração Pública de Londrina, entendo que a princípio não deveremos ser oposição ao futuro prefeito, mas jamais deveremos ser situação. Diante disso, mão poderia concordar com a nomeação de Paulo Bernardo para a Secretaria da Fazenda, visto que ele foi citado no escândalo AMA/Comurb.
Após tudo o que aconteceu de ruim para Londrina na administração do ex-prefeito cassado, Antonio Belinati e também na atual administração do omisso Jorge Scaff, o que se esperava do futuro prefeito na composição do seu secretariado, seria a não utilização de qualquer um dos aproximadamente 50 cidadãos citados no escândalo AMA/Comurb, uma vez que Londrina possui aproximadamente 450 mil habitantes, mas infelizmente isso não aconteceu.
- ADONIRO PRIETO MATHIAS, Londrina
Todos somos pedestres
A campanha de conscientização no trânsito, lançada em 4 de novembro sob o enfoque Todos nós somos pedestres, foi a primeira em Londrina, com a participação da sociedade civil organizada e os poderes público constituídos. No lançamento, fizemos uma caminhada com aproximadamente mil pessoas. Distribuímos 3 mil cartazes, cerca de 100 mil panfletos, 20 mil adesivos, 20 mil sacolinhas de lixo para carro, foram colocadas cerca de 500 faixas, além de três mil apostilas para o grupo da terceira idade e onze blitzes realizadas em diversos pontos.
Alguns nos questionam se houve conscientização nestes dias. O que podemos afirmar é que conscientizar uma sociedade não é coisa que se conquista do dia para a noite, mas sim com persistência, pois só o tempo é capaz de mudar o hábito das pessoas. Sem falar nas diversas empresas e instituições que vieram ao encontro de nossa causa, como por exemplo a Santa Casa de Londrina, que organizou duas blitzes com enfoque sobre o trauma, além de Copel, Drogamil, Epesmel, Caixa Econômica Federal, Cúria Metropolitana de Londrina, Conselho de Pastores, Unati/UEL, Acil, Unopar, UEL, Engenho, Transportes Coletivos Grande Londrina, Francovig, Grupo de Jovens Evangélicos e Católicos, entre outros que contribuíram para que a mensagem fosse levada adiante.
A campanha não termina aqui. É só uma pausa de fim de ano, voltando no ano que vem sob novo enfoque (são vários a serem abordados, como por exemplo, os motoqueiros que representam hoje, em torno de 60% dos acidentes fatais).
O Conselho de Trânsito de Londrina, ONG composta hoje por 45 entidades, agradece a todas as entidades acima mencionadas, que participaram com patrocínio ou atividades. À imprensa que sempre esteve presente, à Banda Municipal de Londrina e à Banda do 5º Batalhão da Polícia Militar, que sempre estiveram conosco, à equipe do cerimonial da prefeitura, aos agentes de trânsito CMTU, ao IPPUL, e principalmente aos voluntários, que não mediram esforços nas diversas atuações da campanha. Que Deus ilumine a todos e tenhamos um novo milênio mais justo e perfeito e principalmente mais humano.
- EDNO COSTA MOREIRA, presidente do Conselho de Trânsito de Londrina
Mínimo (1)
Já fez aniversário no Congresso a batalha travada em torno do salário mínimo de R$ 180. Demagogias à parte, o salário mínimo brasileiro é uma ficção, e só os mais retrógrados são contrários a uma majoração que, entre outros, promoveria distribuição de renda, grande passo para a Justiça Federal.
A preocupação gerada pelo reajuste concentra-se na previdência, fundo gerido com desídia e desonestidade. Dessa preocupação deriva a necessidade de indicar a fonte, ou fontes, que suportariam tal aumento.
Assim, chegamos ao nó górdio do problema. O atual governo que já tentou mais de uma vez taxar o rendimento dos aposentados, aproveita a situação para resgatar aquele propósito, justificando que seria uma das fontes para bancar o SM. Nada fenomenal se o aposentado brasileiro não fosse um dos piores remunerados do mundo, recebendo a grande massa apenas um SM; se o salário da esmagadora maioria não minguasse, vítima das frequentes mudanças na forma de correção e cálculo da base do benefício; se o aposentado não tivesse que continuar suportando custos cada vez maiores, especialmente com saúde, serviço pessimamente gerenciado pelo mesmo governo federal; se o desemprego não fosse tão significativo ao ponto do aposentado se transformar em arrimo de família.
O governo que cassou direitos adquiridos e implementou outras mudanças impopulares na reforma da previdência, continua tentando impor mais sacrifícios a quem ganha menos, nunca tendo demonstrado vontade política em atacar os verdadeiros marajás da previdência social, aliás, representados pelos próprio presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, que recebe cerca de 70 salários mínimos, e seu vice-presidente, Marco Maciel, que recebe mais de 140 salários mínimos de aposentadoria.
O governo titubeia na implantação de uma verdadeira reforma fiscal, que privilegie a distribuição de rendas e feche os ralos da sonegação que, junto com a gestão temerária, completa o círculo vicioso da quebradeira da previdência, e da falta de recursos públicos para o investimento em serviços essenciais à população.
- OLGA MARQUES DA SILVA, aposentada e dirigente do Sindicato dos Bancários de Londrina
Mínimo (2)
O presidente FHC bateu o martelo, anunciando o novo valor do salário mínimo, que passará dos atuais R$ 151 para R$ 180. Detalhe: o reajuste só vai acontecer em abril de 2001 e os trabalhadores só vão receber o novo mínimo em maio, daqui a seis meses. Com esta decisão, o governo terá que negociar com o Congresso a aprovação de dispositivos que irão financiar o reajuste de 19,2% do salário mínimo. Entre as medidas previstas estão a reforma do Código Tributário, que está em gestação há vários anos, o combate à sonegação fiscal, o corte de R$ 1,6 bilhão dos recursos que seriam destinados as emendas dos parlamentares no Orçamento da União, medidas que merecem os elogios da sociedade. Caso não consiga esta façanha até maio, o presidente FHC ainda tem na manga outras cartadas menos populares para viabilizar o salário mínimo de R$ 180, como a taxação dos fundos de pensão e a cobrança da contribuição previdenciária dos servidores inativos. Certamente a medida mais popular seria o combate à sonegação, bem como a erradicação da corrupção e roubos que se transformaram em doença perniciosa pelo País.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, bancário, Porecatu
- Boas-festas
A Folha agradece e retribui os cartões de boas-festas às seguintes pessoas e empresas: Mônica Zamarian, Companhia Cacique de Café Solúvel, Padre Silvio Andrei (Paróquia Santo Antônio), Moysés Leônidas, Haroldo Olivati (Vega Ambiental), Previ, Marcelo Janene El Kadre (GPDR), Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais, Fernando Ribas Carli, Jacira de Lourdes Hofig Ramos.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





