O leitor escreve
Movimento pela Moralização (1)
Como representante do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Londrina no Movimento pela Moralização na Administração Pública de Londrina, venho manifestar apoio ao advogado Newton Moratto, que assinou para publicação em jornal um manifesto que representa a opinião dos integrantes do Movimento, sobre a indicação do ex-deputado federal Paulo Bernardo para assumir a Secretaria da Fazenda de Londrina.
O documento foi publicado na Folha no dia 21. No dia seguinte, Paulo Bernardo publicou uma resposta questionando a representatividade de Moratto para falar em nome do Movimento. O teor do documento foi amplamento discutido pela coordenação do Movimento, que se sente no direito assim como qualquer cidadão de manifestar sua opinião sobre o assunto que seus integrantes entenderem importante em defesa da transparência e da moralidade.
Em vez de personalizar a questão, Paulo Bernardo deveria oferecer à cidade de Londrina mais gestos de transparência. Apesar do tom agressivo e cartorial da resposta de Paulo Bernardo, a sua atitude de abrir as contas para o Ministério Público vem ao encontro dos anseios de toda a sociedade londrinense que exige ética na política.
- CARINA PACCOLA, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Londrina
Movimento pela Moralização (2)
Lemos os comentários da polêmica entre o artigo publicado pelo advogado Newton Moratto e a resposta do senhor Paulo Bernardo Silva. Não obstante a contradição que se verifica no texto do missivista Luiz Rosa Coelho em que ele, inicialmente, afirma que nunca acreditou no Movimento pela Moralização Pública, porque desconfiava da barulheira, e depois conclama o Movimento a continuar firme, gostaríamos de corrigir a assertiva contida no texto escrito por ele de que Newton Moratto pôs em dúvida um trabalho futuro de Paulo Bernardo. Lendo detidamente o artigo, não conseguimos perceber de onde procede tal inferência. Esta interpretação não decorre do texto; ela é absolutamente pessoal.
O cidadão Newton Moratto, um dos precursores do Movimento, incansável na luta contra a corrupção que devastou e assolou o município de Londrina, com terríveis consequências que apenas começaram a se desenhar, tão-somente manifesta aquele que é o pensamento do futuro governo municipal de alguém que foi aliado do prefeito cassado e parceiro político do filho deste, que desonrou a confiança de 105 mil eleitores.
A resposta que o povo de Londrina deu nas últimas eleições foi de repúdio total a todos os que pudessem guardar qualquer tipo de ligação com o grupo que participou do maior assalto aos cofres públicos da história desta cidade.
Moratto não duvida da competência do futuro secretário. Pelo contrário, reconhece suas qualidades. Todavia, democraticamente, lembrando inclusive das profundas mudanças pelas quais, no âmbito político, passou a cidade de Londrina nos dois anos em que o ex-deputado esteve daqui ausente, pede-lhe explicações e atitudes para que a nova administração possa iniciar-se de forma transparente. Trata-se apenas de lembrá-lo de uma questão de princípio e de ética.
A posição de Moratto vem ratificar o objetivo do Movimento, contrariamente ao que afirmava o prefeito cassado de que o desejo desse grupo, constituído por 97 entidades locais, além de muitos outros cidadãos, era o de impedir que ele fosse mais uma vez prefeito. Essa expressiva representação da nossa cidade, que enfrentou e continua a enfrentar o ceticismo de muitos que duvidavam e duvidam do sucesso da luta contra os desmandos políticos e improbidade administrativa, continuará exercendo os direitos constitucionais legados à população brasileira.
Nunca é demais lembrar que o exercício da cidadania é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil e do estado democrático de direito, dizendo ainda que todo o poder emana do povo.
- IRACEMA CORDEIRO CARNEIRO, professora, Londrina
Renovação
Há 2 mil anos, Jesus nasceu numa pequena vila palestina chamada Belém. Nasceu de uma pobre camponesa, mas se tornou a pessoa mais conhecida da história. Nasceu pobre, viveu pobre, e embora tenha dado pão aos famintos somente duas vezes, ajudou mais aos pobres do que qualquer entidade filantrópica.
Nasceu em uma família operária, sem recursos para estudar, mas a sua doutrina é a mais profunda de todos os tempos, e os comentários dos Seus ensinos ainda hoje enchem as páginas de mais livros do que qualquer assunto.
Ele nasceu sob um regime totalitário, o qual lhe tentou tirar a vida quando ainda recém-nascido, mas Ele, sem força nem violência, sem dinheiro e sem dolo, mudou os governos do mundo e transformou o medo em esperança, ódio em amor e egoísmo em altruísmo.
Ele nasceu sem atendimento médico, numa simples manjedoura, mas curou as doenças de milhares de pessoas, tanto pobres como ricos, sempre gratuitamente.
Ele viveu 33 anos e desenvolveu seu minitério público durante apenas os últimos três anos, mas neste curto prazo, tanto impressionou a humanidade que dividiu a história do mundo, até hoje seus eventos são contados como antes e depois de Cristo.
Ele morreu numa cruz, que até então era instrumento de tortura e símbolo de vergonha, mas depois de sua morte tornou-se símbolo dos atributos mais nobres entre os homens.
Pense um pouco. O que você fez para este Jesus no ano que passou? A nossa vontade é que Ele faça diferença em sua vida, no seu trabalho, no seu dia-a-dia. Novo século. Novo milênio. Que todos sintam a renovação da eterna mensagem do Natal de Cristo.
- ANTÔNIO CARLOS RIBEIRO, diretor-geral da Sociedade Evangélica Beneficente de Londrina
Sigilo
Todos os grandes jornais demonstram a grande dificuldade na aprovação da lei que concede à Receita Federal o poder de quebrar o sigilo bancário para combater a sonegação. A quem interessa manter o sigilo? Aos aposentados, a quem vive de salário e desconta tudo na fonte, aos sonegadores, aos doleiros, aos contrabandistas, corruptos e corrompidos ou à Nação?
Devemos fazer uma reflexão profunda. Esta lei trará moralização no meio financeiro e irá irrigar o aumento dos aposentados que ganham o salário mínimo, dando-lhe no mínimo um salário mais decente.
Enviei telegrama ao digníssimo presidente da República Fernando Henrique Cardoso, demonstrando como cidadão a importância da sanção imediata desta lei e tenho certeza que toda a sociedade apóia sua aprovação, em que pese as controvérsias.
- ANTONIO SAMPAIO DE ANDRADE, Londrina
- Boas-festas A Folha agradece e retribui os cartões de boas-festas às seguintes pessoas e empresas: Comaves Indústria e Comércio de Alimentos, Hospital Evangélico, Ninger Marena (Clube de Oratória do Paraná), Ipê Formulários, A.Yoshii Engenharia, Orquestra de Câmara Solistas de Londrina, Dobroy & Partners Internacional, Mary Favato (LBV), Wobben Winpower Enercon, Filomena Sayão (Filomena Sayão Comunicações e Relações com a Mídia).
Correção - Na edição de ontem da Folha2, as fotos publicadas como sendo da banda Oasis são do grupo Brincando de Deus.
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