O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
O Homem sem limites
Cumprimento o jornalista Walmor Maccarini pelas matérias de sua autoria publicadas neste jornal, mas discordo do seu ponto de vista do artigo do dia 10, com o título O Homem sem limites. O Homem corre sério risco ao pensar que é ilimitado e que não depende de Deus, que não precisa do seu espírito para lhe ensinar todas as coisas, principalmente quando estas são para o bem da humanidade. Não podemos esquecer que fomos feitos do pó da terra (Gen. 2:7). Se o Homem conquista novos horizontes e faz novas descobertas é porque o único Deus que existe permite. O único meio que existe de Deus estar no Homem e o Homem em Deus é através do Espírito Santo de Deus e da fé em Jesus Cristo (João 14:23) e não da consciência universal.
Toda boa dádiva vem de Deus (Tiago 1:17), saúde, prosperidade, etc. A única palavra que não pode ser contestada é a palavra de Deus que está na Bíblia. Ela menciona exemplos de pessoas que não se colocaram na dependência de Deus e infelizmente não prosperaram (prosperidade não se relaciona apenas com finanças). Devemos, mais do que nunca, estar na dependência de Deus e consciente da nossa limitação. Jesus é o único caminho e ninguém chega a Deus se não por Ele (João 14:6).
- PAULO DOS SANTOS SADERI, Londrina
O jornalista Walmor Maccarini responde: Nunca, em meus escritos, neguei Deus. Nem o poder do Espírito Santo, nem Jesus. E sempre admiti que todas as coisas são dádivas de Deus. Há, então, algo que o prezado leitor não entendeu, do que escrevi. Quando falo em consciência universal, falo Deus. A conquista de novos horizontes, pelo Homem, é algo já previamente permitido por Deus. Quando digo que o Homem não tem limites, digo que Deus não tem limites, porque se Deus está no Homem, não há limitações.
Aposentadoria
Conforme publicado neste jornal, a FIPE não está descobrindo nenhuma novidade quando propõe um sistema de capitalização para os contribuintes que aspiram a aposentadoria e a um programa assistencial para a maioria dos brasileiros, que não terão condições de contribuir para o sistema proposto.
O serviço atuarial que havia no início dos institutos de aposentadoria nada mais era do que cuidar da capitalização das contribuições para fazer face aos pagamentos das aposentadorias após 35 anos de serviço. Porém, por falta de acompanhamento dos trabalhadores, os maiores interessados no negócio, o sistema foi deturpado, eliminaram o serviço atuarial que existia no antigo INPS e hoje este grande navio, que se chama INSS, encontra-se à deriva, num mar revolto, cheio de tubarões.
As contribuições dos servidores públicos não têm nada a ver com o INSS. Foram feitas diretamente ao Tesouro Nacional, o único responsável pelas aposentadorias dos servidores, e é lá que devem estar capitalizadas todas as contribuições dos servidores, mais a parte patronal que, no caso, é do próprio governo.
- JOÃO AMBRÓZIO DE OLIVEIRA, Londrina
Globalização
O desemprego existe em todos os países. Nos desenvolvidos o problema não é tão grave por causa do avanço das leis sociais, que os operários conseguiram após a Segunda Guerra Mundial. Atualmente fala-se muito em globalização. Hoje é a globalização geográfica, política, econômica, financeira e cultural. Na América Latina começou a desencadear o Mercosul, agora ampliado com a entrada do Chile e Bolívia. Há interesse de se unir ao Mercado Comum Europeu, que traria mais vantagens do que se unir ao Nafta (Estados Unidos, Canadá e México).
Já se começou a sentir as primeiras dificuldades da globalização nas indústrias de laticínios, onde o leite e derivados são importados a preços mais baixos da Europa. Veja os brinquedos e artigos eletrodomésticos vindos da China e dos países asiáticos. Tudo se reflete no déficit da balança comercial, onde o Brasil importa mais do que exporta e assim é delapidada a reserva cambial (ouro estocado na quantia do dinheiro circulante). Hoje é visível a hegemonia americana na economia mundial: 85% de todo controle financeiro mundial passa pelos Estados Unidos, através do Tesouro americano, Banco Mundial e FMI. Mas isso poderá ser mudado em semanas se houver união maior do mercado europeu.
A palavra de ordem é competitividade. Não interessam o social e o ecológico. Na prática os blocos econômicos estão se fechando como o Mercado Europeu, onde o grosso do comércio é entre si. O fenômeno da terceiro-mundialização está produzindo uma massa de excluídos espalhados não apenas em favelas e bairros periféricos das maiores metrópoles do terceiro mundo, mas também nas esquinas e becos de Paris, Nova York ou Londres. A globalização na medida que se vai aprimorando as máquinas, operários são despedidos e o desemprego é sempre maior.
- Pe. NATALICIO JOSÉ WESCHENFELDER, pároco da catedral de Palmas, PR
Unopar
O reconhecimento, por parte do Ministério da Cultura, de mais uma Universidade em Londrina, é fato relevante e merece destaque. Há muito seus idealizadores, fundadores e dirigentes lutam em prol de uma educação diferenciada e construtiva. Os Laffranchi são de uma tenacidade que não deixa dúvida com relação ao resultado que em breve atingirão, com cursos que tendem a se tornar cada vez melhores e com abrangência no Estado. Marco Antonio Laffranchi é um idealista. Sua atuação empresarial tende a reverter para a sociedade, como um todo, os benefícios do seu sonho.
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina
Cumprimento
Tenho acompanhado com interesse as colunas publicadas na terceira página da Folha. Aproveito o ensejo para cumprimentar o jornal pela inclusão do jornalista Wilmar Klein no seu rol de colaboradores. Textos como o dele, de cunho filosófico porém acessível, constituem um convite à reflexão e por isso mesmo valorizam o conteúdo da Folha.
- RAQUEL POMBO, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.





