Moralidade
A respeito da questão Newton Moratto-Paulo Bernardo: no dia 21, Newton Moratto pôs em dúvida (em artigo na Folha) um trabalho futuro de Paulo Bernardo (nomeado secretário da Fazenda de Londrina pelo prefeito eleito Nedson Micheleti). Se Paulo Bernardo foi convidado, fez por merecer o convite; se aceitou, será um desafio. O fato é que Nedson tem plena confiança em Paulo Bernardo, um ex-deputado que trouxe muitos benefícios para o Paraná e em especial para Londrina.
Nunca acreditei neste Movimento pela Moralização na Administração Pública (do qual Moratto faz parte). Sempre desconfiei da barulheira. Agora veio a confirmação da minha desconfiança, pois entendo que as entidades que criaram o Movimento para fiscalizar a administração pública e não fazer parte da vida pública diretamente. Como é o caso do novo procurador-geral do município, Carlos Scalassara. Ele, como ‘‘líder’’ do Movimento, deveria abrir mão do convite e continuar a luta pela moralização. O povo londrinense não quer um Movimento político, e sim um Movimento determinado, firme, fiscalizador dos bens do município e de seus administradores, diferente deste liderado por Newton Carlos Moratto. Que continue firme o Movimento pela Moralização, porém sem permuta; que seja um Movimento independente e assuma seu real papel de fiscalizador autônomo do poder.
- LUIZ ROSA COELHO, advogado, Londrina
Natal (1)
Natal é o tempo de festas, de presentes, o tempo que o comércio engorda um pouco mais. Os ricos ficam mais ricos, os pobres mais pobres. O pouco dinheiro que aqui tem o levam para fora em grandes desvios e maracutaias, do famigerado homem público aos grandes industriais que lesam o fisco.
Pobre Brasil, pobre povo. Povo enganado nestes últimos seis anos, onde se repete outros enganos do passado sem responsabilizar os antigos gerentes do bem público. A classe média, principalmente, os agricultores em geral, estão pagando para manter os poderes da União cada vez mais forte e mais rico.
Neste Natal eles comprarão carros novos, farão viagens para o exterior sem a preocupação com o País e até com o futuro de seus próprios filhos, esquecendo-se que nada é eterno. O atual governo federal fez uma reforma na economia, em 1994, trocando nosso dinheiro de CR$ 2,75 por R$ 1, valorizando o real frente ao dólar, que custava R$ 0,60 e o povo vibrou. Hoje, após vender tudo de bom que o País tinha, esse mesmo dólar já custa R$ 2,15. Que explicação se dá para dívida externa ter aumentado de US$ 50 bilhões para US$ 400 bilhões? Quem será responsabiolizado por tamanha enganação? O governo tirou o dinheiro de circulação, favoreceu os grandes capitalistas e quebrou os que estavam começando com seu negócio.
Os estados e os municípios também quebraram, mas seus administradores, que só tinham dívidas, hoje se transformaram em homens bem-sucedidos. Pobre povo. Pobre Brasil, Brasil pobre. Será que o próximo Natal trará mais alegria?
- JOSÉ CARLOS SIMIONI, advogado, Londrina
Natal (2)
Substancialmente, sabe-se que o espírito natalino gera um momento de alegria e satisfação nas pessoas, nas crianças que ainda crêem em seu representante, o Bom Velhinho. Salienta-se que a imagem desse velhinho sempre acalentou a inocência das crianças.
Em um programa de TV, lembro-me de ver a exposição de uma revista masculina em que a modelo Carla Peres aparecia com as mãos sobre seus seios e o Papai Noel atrás, segurando em seus pulsos, dando a impressão de que o próprio estava com as mãos nos seios da moça. Passados alguns minutos, foi mostrado modelos em uma praça e outros Papais Noéis simulando a mesma imagem, até que o apresentador, requereu que se interrompesse as imagens.
O que será que houve com aquele Papai Noel que se preocupava em alegrar as pessoas e agora prega ensinamentos de como se tocar em uma mulher com a mais ‘‘tenra malícia’’ ensinuando o prazer? Seria o exemplo mais correto para a sociedade e, principalmente aos pequeninos?
Assim, cabe à sociedade buscar a satisfação e a alegria que o ‘‘bom velhinho’’ traz em sua personalidade real e transmití-la à seus filhos.
- PAULO AURÉLIO PERES, universitário, Londrina
Natal (3)
Andando pela cidade, sentimos que este Natal não está tão alegre como os anteriores. Também a cidade está menos cuidada: ruas e avenidas sujas, parece que um certo desânimo tomou conta de grande parte da população. Será que é reflexo dos problemas vividos com as contastes notícias de desmandos no poder público ou falta de dinheiro ou, ainda, desencanto.
Vamos reagir. Que cada um de nós melhore o astral. A festa cristã convida a isso. Um novo ano vem aí. Só um lembrete ao novo prefeito: cuidado com as escolhas para preenchimento dos cargos de segundo e terceiro escalões. Não deixe de acompanhar essas escolhas que, sendo feitas por secretários e diretores de autarquias, nem sempre são as melhores. Às vezes é daí que vêm as piores ações. E cuidado também no relacionamento com o legislativo que ainda não foi totalmente oxigenado.
- EDGAR BAER, advogado, Londrina
Natal (4)
Aos que crêem e aos que tem fé em Jesus, Buda, Moisés, Maomé, São Miguel, Saint-Germais, Lanto, Nada, Hilarion, Mãe Maria, todos os outros seres de luz, que sempre estão e sempre estarão vigilantes no nosso mundo, sempre auxiliando o crescimento e a elevação das humanidades existentes em todos os universos, dizemos que com a ajuda de todos eles, poderemos crescer eternamente, sem divisões, sem preconceitos, sem julgamentos, seguindo sempre em direção à luz, em direção ao Pai, que não aceita que seus filhos vivam em guerra, mesmo as santas guerras, pois estes seres aqui estão para a união, nunca para a divisão. Comecemos um novo milênio com o espírito de um essênio, aí sim mudamos a humanidade. Busque e encontrarás.
- AROLDO POLITI, comerciante, Londrina
Insetos
Na Folha Economia do dia 18, página 4. no texto ‘‘Cacique busca selo de certificação ambiental’’, há a citação: ‘‘Nestes locais, para evitar a proliferação de insetos, a Cacique utiliza um larvicida natural desenvolvido pela Universidade Estadual de Londrina.’’ Gostaríamos de esclarecer que, embora estejamos produzindo um bioinseticida para controle de mosquito e fornecendo para indústrias de Londrina e região, a Companhia Cacique de Café Solúvel não se utiliza do nosso produto.
- JOSÉ LOPES, professor-doutor do Centro de Ciências Biológicas, Departamento de Biologia Animal e Vegetal da UEL, Londrina
Agradecimento A Folha agradece e retribui os votos de boas-festas às seguintes pessoas e empresas: Ivair Lúcio Soares, Robert Bosch Ltda., Irmandade Santa Casa de Londrina, Mounir Chaowiche (Caixa Econômica Federal), Valdirene Marchiori (Valmar Transportes Importação e Comércio Ltda.), Maria Teresa e Wilson Baggio, Unibanco, Dalva e Arlindo Fuganti, Antônio Costa, Juarez Moreira da Silva, Aguinaldo José da Rosa (Cohab).
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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