O LEITOR ESCREVE
Assessores
Em face das generalizadas críticas atribuídas aos vereadores novos, que ainda nem assumiram, venho pela presente manifestar meu posicionamento com relação ao projeto em discussão pela atual legislatura da Câmara Municipal de Londrina, referente a ampliação do número de assessores. Quando me candidatei a vereador, sabia da existência de dois cargos comissionados e me preparei para isso, apesar de ter ouvido de praticamente todos os vereadores e alguns assessores, que duas pessoas são insuficientes para desenvolver um bom trabalho de gabinete em município do porte de Londrina.
Entendo que, para servir bem uma comunidade que depositou em alguém sua confiança, é preciso uma assessoria parlamentar essencialmente qualificada, seja ela composta de um ou mais colaboradores, pois como é sabido, quantidade não quer dizer qualidade. Essa proposta é de autoria de vereador(es) da atual legislatura, que há muito tempo manifestam essa necessidade, portanto, jamais o projeto partiu dos novos. Eu não apoio esta proposta até porque não conheço o projeto e tampouco tive acesso ao teor dele.
O argumento de que essa medida atrairia a simpatia dos novos vereadores na busca de fortalecer candidaturas de um ou outro vereador antigo, à presidência, não se justifica, pois tanto dentre estes ou aqueles, existem favoráveis ou contrários ao tema e que são candidatos a presidir a Casa. Em respeito à imprensa, grande formadora de opinião na sociedade, devo lembrar que sou contra a criação de cabides de empregos. No entanto, a Câmara tem um limite de gastos estabelecido por lei, e o bom senso poderá definir o número ideal de pessoas em um gabinete, e se a proposta é propiciar a integração da comunidade com o Poder Público através da dinamização de ações parlamentares, sem alterar custos, sugiro que o projeto venha para ser discutido e que toda sociedade londrinense tenha conhecimento dele, e não a toque de caixa como estamos vendo.
Por último, frente ao atual quadro de endividamento do município, proponho a formalização de um compromisso entre os vereadores da próxima legislatura, novos e antigos, que impeça a criação de mecanismos futuros tentando aumentar a remuneração dessas funções gratificadas e provocar mais despesas ao poder público, o que seria condenável. Caso os atuais vereadores não assumam esse compromisso, quero manifestar de público que sou contrário a esse projeto.
- FÉLIX RIBEIRO, vereador eleito, Londrina
NR. Na reunião de ontem, o projeto de criação de novos cargos foi retirado definitivamente de pauta.
Esclarecimento
Li estarrecido a matéria veiculada no dia 16, publicada na página 8, da editoria de Política, e não poderia deixar de manifestar minha perplexidade. Com certeza, aos leitores mais atentos não deve ter passado despercebido o fato de que o organograma montado pelo jornal não tem sustentação no texto da própria reportagem. Baseia-se, pois, em conclusões sem qualquer fundamento.
Poderia até pensar em má-fé, porém a tradição da Folha, verdadeira escola de jornalismo de nosso Estado, não permite tal ilação. Espero que tais equívocos cessem na minha pessoa e neste caso, pelo respeito que o próprio jornal adquiriu ao longo dos anos. Sempre vou aceitar a notícia. Não posso aceitar injustiça.
- ANTÔNIO CARLOS BELINATI, deputado estadual, Curitiba
Que acordo é este?
Poderíamos tratar de estranho o acordo que governo federal, Incra, governo do Estado e MST celebraram dias atrás. Mas no dia 19, os sem-terra liderados pelo MST, mais uma vez provaram que pensam estar acima da lei e reinvadiram a Fazenda Água da Prata, no município de Querência do Norte.
O tal pacto, que era para durar quatro meses, foi descumprido em apenas cinco dias. Esperamos que o governo do Estado cumpra o seu papel constitucional e retire os invasores, inclusive instaurando inquérito policial para descobrir os responsáveis.
Vale relembrar que recentemente, o ouvidor agrário do Ministério da Justiça, José Gercino da Silva Filho, esteve no Paraná para, conforme divulgado pela imprensa, reunir os setores ligados à reforma agrária e procurar uma solução para o problema. Para estranheza da União Democrática Ruralista (UDR) e outras entidades patronais envolvidas com o assunto, o ouvidor não convidou representantes dos proprietários rurais para discutir a questão, numa clara demonstração da parcialidade do referido senhor.
Para piorar a situação, ele fechou um acordo com o MST, fixando prazo de quatro meses, durante o qual não haveria invasões nem reintegrações de posse. Este último item é um absurdo, já que atualmente, no Paraná, existem 66 propriedades rurais invadidas com reintegração de posse emitida. Que poder pensa ter este homem para simplesmente dizer que não se obedecerão determinações judiciais?
A respeito das declarações de um dos chefes do MST estadual, José Damasceno, de que a situação chegou ao ápice com a morte do sem-terra Sebastião da Maia, em Querência do Norte, que aconteceu durante uma nova invasão, se o MST verdadeiramente quer a redução ou até o fim da violência no campo, basta que acabe com as invasões e destruições criminosas do patrimônio.
A UDR e demais entidades ruralistas farão um levantamento das áreas com reintegração de posse emitida pela Justiça e, havendo possibilidade jurídica, ingressar com novo pedido de intervenção federal no Estado do Paraná. Outra questão que causa estranheza é o MST afirmar que existiriam 615 famílias a serem assentadas juntamente com outras 2,1 mil famílias retiradas de propriedades invadidas durante o ano. A UDR desafia o MST a comprovar estes números, que não chegam perto dos apresentados pelos sem-terra.
O ouvidor agrário já mostrou de que lado está. Tratar a reforma agrária desta forma é o caminho mais curto para não se chegar a lugar algum.
- MARCOS MENEZES PROCHET, presidente da UDR, Paranavaí
Escalada
Queremos registrar nesse conceituado jornal o carinho e a amizade dedicada pelo Waldemar Niclevicz a todos seus fãs e incentivadores, porque na segunda tentativa de escalar o K 2 no Paquistão, ele chegou lá.
Contribuí na época comprando dois números de uma rifa para ajudar no orçamento da longa caminhada e agora recebo uma linda mensagem de otimismo para enfrentar os desafios do Terceiro Milênio que nos aguarda.
O mérito do Waldemar náo é creditar para si a chegada ao cume da montanha; ele divide com todos aqueles que o ajudaram a vencer os grandes desafios. Valeu Waldemar. Feliz Terceiro Milênio a todos.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
- Boas-festas
A Folha agradece e retribui os votos de Boas-festas enviados pelas seguintes pessoas e empresas: Gustavo Mussnich (Econorte), Âncora Comunicação, 5º Batalhão da Polícia Militar, Diez & Diez Joalheiros, Associação Recreativa Esportiva Londrinense (Arel), Família Norton, Jabur-Car Importação e Comércio de Veículos Ltda., Consulado Geral do Japão em Curitiba, Nitis Jacon (presidente da Associação dos Amigos da Educação e Cultura Norte do Paraná), Instituto Londrinense de Educação de Surdos (Iles).
Correção - Por problemas técnicos, a logomarca da Chamaha, veiculado em anúncio no último dia 20, no caderno Folha Gente, foi publicada de forma incompleta.
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