O LEITOR ESCREVE
Secretários
Fico imaginando o que move um secretário de Estado, um empregado do povo, vir através da imprensa defender interesses particulares em detrimento deste mesmo povo. Tempos atrás foi o secretário dos Transportes, ontem o secretário da Comunicação, que vem através desta seção justificar a legalidade da cobrança do pedágio e ainda, dizer que este tem o valor mais baixo do País. Isso demonstra que o secretário não foi bom aluno em matemática. Basta ir de Curitiba até Alexandra e pagar R$ 5,20 pelos 100 km para ver que não é verdade.
Gostaria de ver o nobre secretário explicar a existência das dezenas de porteiras distribuídas em estradas simples, o que não é legal, e pior, sem observar a distância mínima de 70 km, pré-estabelecida. Dizer que o Estado não tem recursos é uma desculpa pífia. O governo federal ainda está jogando dinheiro para manutenção e conclusão de estradas em nosso Estado: serão apenas R$ 136 milhões e, pelo que nos consta, continuamos pagando o IPVA.
Se o Estado não tem recursos é uma questão de mau gerenciamento, ou de incompetência, ou de má-fé. Daqui mais uns dias teremos a defesa das montadoras, dos Jogos da Natureza, da Nau Capitânia e da construção de porteiras nas saídas de nossas cidades. Antes que isso aconteça não seria melhor privatizar o governo? Pelo menos poderíamos despedir, legalmente, aqueles que foram contratados e não deram conta do recado. Que o MP nos livre desta praga.
- TARCISIO MARTINS, Londrina
Cadê o Paraná?
Sou paranaense, mas estou residindo no Rio Grande do Sul há cerca de quatro anos e graças a Internet tenho me mantido em dia sobre as notícias do meu Estado. E através da coluna de Luiz Geraldo Mazza me atualizo sobre a política estadual. E venho perguntar a ele: o que aconteceu com o meu Estado? Quando me mudei por motivos profissionais, o povo estava esperançoso e feliz com as promessas de modernização, crescimento e principalmente com a promessa do governo recém-eleito, na figura de Jaime Lerner, de transformar todo o Paraná numa Curitiba, pelo menos na Curitiba vendida pela propaganda.
O grande orgulho de todo paranaense sempre foi apresentar seu Estado, como organizado, com baixa corrupção, o único a apresentar superávits orçamentários num mar de governos estaduais falidos. Agora, lendo sua coluna diária, só vejo a insatisfação popular, as constantes denúncias de desrespeito com a coisa pública e com o público. Até mesmo Maringá e Londrina, cidades consideradas modelos no País e um orgulho cantado em verso e prosa por nós caipiras do interior do Paraná, hoje são mostradas como modelos de descalabros, com secretários fugindo, prefeitos cassados, dinheiro sendo remetido para o exterior, num roteiro mais para filme de terror do que para letra de canção.
O que aconteceu com o meu Paraná? Meu Noroeste querido, capitaneado por Umuarama, ficou esquecido nas promessas de palanque e vê suas pequenas cidades, como Xambrê, Pérola, Altônia etc., cada dia menores, pois sua população foge da miséria, rumo aos grandes centros, principalmente Curitiba.
A turma do regime militar, da velha Arena, das elites da capital agora travestidos de modernosos publicitários e arquitetos voltou ao poder para trazer a modernidade a um estado de caipiras.
Que saudades do tempo em que Londrina era a capital da resistência ao regime militar, das rodovias modelos e grátis e do tempo em que ser paranaense era sinônimo de simplicidade, trabalho e competência. Não queremos um paranaense presidente, mas um governador. Mazza, onde foi parar o meu Paraná?
- GILDETO STEL MEIRA, servidor público federal, Passo Fundo
Resposta de Luiz Gerado Mazza O inventário está apenas no começo. Já nem se pode dizer ao último que ao sair tenha o cuidado de apagar a luz porque até lá pode ser do Itaú.
Rocha Pombo
O Instituto de Arquitetos do Brasil-Núcleo Londrina (IAB) parabeniza a Promotoria de Proteção ao Meio Ambiente, Ministério Público do Estado do Paraná pelas ações que vêm sendo desenvolvidas para coibir a ocupação irregular da Praça Rocha Pombo, em atendimento à solicitação da Coordenadoria do Patrimônio Cultural, Secretaria de Estado da Cultura do Paraná.
O fechamento de acessos e caminhos com barracas, a entrada de veículos para carga e descarga, a invasão e destruição dos jardins; além da construção irregular da sede e instalações elétricas expostas colocando em risco a população, mostram o desconhecimento e ou irresponsabilidade na proposta promovida, de recuperação da praça.
Único espaço público tombado pelo Patrimônio Histórico do Paraná em Londrina, a Praça Rocha Pombo, localizada em sítio privilegiado, desde o início da colonização tinha importância como o primeiro cenário vislumbrado por aqueles que chegavam à cidade. O momento é oportuno à recuperação do significado da praça enquanto elemento de conexão entre os dois museus, e a revitalização incentivada do seu entorno, oportunizando a reinauguração do Museu Histórico.
Há muito, Londrina se ressente de uma política consistente de gestão e qualificação dos espaços públicos, abandonados ou muitas vezes doados com critérios nem sempre claros e suficientemente discutidos. A distribuição criteriosa e civilizada de barracas nas esquinas do centro, bem como a otimização de espaços nas imediações do terminal de ônibus, devem ser reavaliadas.
- HUMBERTO YAMAKI, presidente do IAB, Londrina
Correção - Valor da reserva do governo do Paraná para a realização de nova edição dos Jogos Mundiais da Natureza (ainda sem data) é R$ 7,3 milhões, como informa o texto, e não R$ 7,3 bi como diz o título principal da página 6 do primeiro caderno (Política) de ontem.
- Título correto da notícia da página 3 de Folha Cidades de ontem é: Acidente com ônibus mata 3 na PR 445.
- Diferentemente do que consta da página 10 do primeiro caderno de ontem (Geral, Tunas do Paraná está entre os 10 piores municípios do Estado), a taxa de mortalidade deste município foi de 60 a cada mil nascimentos, e não de 60 a cada 100 mil nascimentos. O relatório realizado pela prefeitura registra queda do índice para 14 em mil. Tunas do Paraná fica a 70 quilômetros de Curitiba e ocupa a 9ª posição entre os municípios do Paraná com piores índices de desenvolvimento infantil, de acordo com pesquisa do Unicef.
- Texto correto do arquiteto e urbanista Antonio Carlos Zani, publicado no Caderno D da Edição Especial dos 66 anos de Londrina, que circulou no dia 10, é o seguinte: A cidade que se quer ver: é a do equilíbrio urbano, sem segregação espacial e com um espaço urbano qualificado. A cidade possível de se ver: é a da segregação espacial, da degradação do centro e da poluição visual e ambiental.
- Nome do ator Rodrigo Fregnan foi grafado erradamente na página 2 da edição de ontem da Folha2. O horário correto do espetáculo Drummond, que ele encena no Teatro Zaqueu de Melo, em Londrina, é 21 horas e não 20h30 como foi publicado.
- A apresentação da Orquestra Sinfônica do Paraná, com regência de Jamil Maluf e participação das cantoras líricas Denise Sartori e CSline Imbert, será no domingo e não hoje, como está sendo publicado na página 5 da edição de hoje da Folha2.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





