O LEITOR ESCREVE
Aniversário de Londrina (1)
Valho-me desta para apresentar as minhas efusivas congratulações pelos 66 anos de Londrina, comemorados anteontem. A edição especial de aniversário da cidade, Folha Especial, não me dá qualquer chance de acrescentar absolutamente nada. Todos os textos estão primorosos, distribuídos através de uma diagramação à altura da nossa capital do interior do Paraná.
Sem jamais desmerecer os demais textos, existem dois deles marcantes. Walmor Macarini, Especial para a Folha, traz enfoques com palavras irretocáveis. Aliás, mais uma vez Macarini prova ser mesmo especial para a Folha, para Londrina, o comportamento do seu povo e o rápido crescimento de há muito grande da cidade, mesmo com todos os seus problemas e com pressa de crescer mais rapidamente ainda.
Em outro texto, Fantasmas, o jornalista Egídio Brizola nos oferece uma importante lição, a possibilidade e ao mesmo tempo necessidade de existir uma convivência harmoniosa do passado, que não deve ser esquecido. Lembra-nos dos espaços edificados rusticamente para que tudo começasse a ser feito, onde o tudo era sonho e audácia. Os Fantasmas estão presentes sem estarem presos ao passado, pois a história continua certamente a cada momento, cada qual, semeando, cultivando, habitando Londrina e nela enraizando e colhendo frutos.
- JOSÉ EUGÊNIO MACIEL, presidente da Câmara Municipal de Campo Mourão
Aniversário de Londrina (2)
Com muita satisfação deixo aqui o destaque aos componentes da Folha pelo excelente número especial, comemorativo dos 66 anos de nossa querida cidade, a amada Londrina.
Sinto-me orgulhoso por essa efémeride jubilosa, pois me traz a lembrança uma casinha única na Rua Piauí, entre as ruas Professor João Cândido e Pernambuco, quando em 28 de março de 1936, minha família descarregou nossa mudança. Tinha eu, então, 9 anos de idade.
Muita coisa evoluiu e mudou na trajetória desses anos todos. A cidade querida se aformoseou e transformou-se nessa pujança que todos admiramos e nos orgulhamos, como londrinenses de coração.
Parabéns Londrina! Parabén Folha pela excelência da publicação, que merece estar guardada em um arquivo mui importante como testemunho de sua história.
- BOANERGES DE OLIVEIRA, professor, Londrina
Salários em Jaguapitã
Tem a presente a finalidade de esclarecer a nota publicada nesta seção no dia 9, de Cláudio Rolim, sobre os salários na área de saúde do município de Jaguapitã. Na realidade, os salários estavam atrasados até o dia 8 deste mês, quando foram pagos. Isso foi possível sim, graças ao grande esforço do prefeito e dos nobres vereadores de Jaguapitã, que são pessoas sérias, com responsabilidade e imbuídas de bons propósitos, que não mediram esforços para resolver os problemas do município.
Gostaríamos de dizer a Cláudio Rolim que antes de ir um jornal para dizer inverdades, primeiro deveria procurar se inteirar da realidade dos fatos para não dizer aquilo que não tem conhecimento.
Na realidade, existiam, no dia 5, funcionários que estavam com seus salários praticamente em dia. Não são funcionários calças-curtas e nem funcionários calças-compridas. Mas sim, funcionários que receberam adiantamento salarial. Salientamos, ainda, que os salários de sua esposa estão rigorosamente em dia, porque a a autarquia efetua os pagamentos de acordo como recebe do SUS.
São inocentes, sim, aqueles que acreditam em pessoas que antes de procurar se interirar da realidade vêm a público para dizer inverdades. São inocentes, sim, aqueles que acreditam que prefeito, vereadores, membros do Conselho e da administração não estão preocupados com o problema de salários da autarquia. São inocentes, sim, aqueles que não acreditam que as pessoas, acima mencionadas, lutaram para resolver este problema.
Gostaríamos de dizer a Cláudio Rolim que os salários da autarquia foram pagos no dia 8 e a carta dele foi publicada no dia 9. Portanto, a carta é injustificável. Infelizmente, sabemos que existem pessoas que ao invés de primeiro procurar dialogar e se inteirar procuram distorcer a realidade. Sabemos que existem três tipos de pessoas: Pessoas inteligentes, que falam de idéias; pessoas comuns, que falam de coisas; e pessoas medíocres, que falam de pessoas.
NR. A carta de Cláudio Rolim foi publicada no dia 9, mas havia chegado à Redação no dia 7.
- ROMILDO ARALI, secretário de saúde de Jaguapitã
Escola de pais
O mundo vive grandes transformações e os problemas familiares se avolumam. Refletindo no pensamento do grande filósofo grego Sócrates, sei que nada sei, vivendo e aprendendo, aparentemente pensamos saber alguma coisa. Lembramos de tantos ilustres como L. Bruschvig que afirmava que conhecer é medir; Einstein: É incompreensível que o mundo seja compreensível. Se quisermos entender chegamos à conclusão que o conhecimento que temos é limitado, apenas noções de ciências em diversas áreas do saber.
Como professor de sociologia, pouco sei de língua portuguesa. A miséria social e a miséria de língua confundem-se e uma engendra a outra, compondo o quadro triste da vida brasileira. Vale dizer, o quadro deprimente da fala brasileira. Enquanto isso, os problemas nos lares aumentam. A desarmonia é clara. Os jovens estão sem rumo. Diante desse quadro, por que não se criar em Londrina uma Escola Educacional de Pais.
Delineando as idéias, hipoteticamente, um curso com profissionais do magistério, psicólogos, pedagogos, teólogos, sociólogos, filósofos, trabalhando vários problemas. Os pais dizem: Não bebam! Eles estão bebendo. Não fumem! Eles estão fumando. Não mintam! Eles continuam mentindo. Seria buscar mecanismos concretos em cursos de duração de três horas, à noite, de segunda a sexta, usando salão paroquial ou sala de aula ociosa. Quem seria o gestor de ambicioso projeto? SEED, Secretaria de Educação do município, Igreja, UEL? Seria um trabalho gigantesco e abrangente em toda a cidade, bairro por bairro. Os cursos relâmpago que existem nas igrejas não podem resolver a problemática enfrentada pela família nos dias de hoje. Tem que ser algo grandioso e intensivo.
Senhores pais, os problemas só mudam de endereço, voltemos às aulas e aprendamos a lidar com a adolescência. Não sabemos nada, estamos perdidos diante dos problemas, busquemos a graça da sabedoria dos mestres. As leis foram originadas por Moisés, através dos mandamentos divinos, explicitamente desrespeitadas. A graça verdadeira veio de Jesus Cristo. Devemos respeitar aquele que morreu por nós. Tentemos soluções através de sua graça maravilhosa buscando novos caminhos para o bem da família. Voltemos às salas de aula? Tomara que a semente desse projeto caia em solo fértil e dê bons resultados.
- OSVALDO CARDOSO RIBEIRO, professor, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





