O LEITOR ESCREVE
Segredos da Renault
No artigo intitulado ‘Os segredos da Renault’, de autoria do deputado estadual Luís Cláudio Romanelli, transparece que o autor sabe muito mais do que escreveu. Trata-se de matéria muito bem escrita, com valores superestimados. A impressão que se tem é que o nosso governador está acima do bem e do mal, pois nenhum poder tem meios de conseguir ‘Os segredos da Renault’. Como cidadão, acredito piamente na honestidade e na consciência de Jaime Lerner, cujo passado garante seu presente e seu futuro, de homem íntegro, justo. Gostaria que o deputado Romanelli não esmorecesse, que continuasse com essa veia combativa, pois necessária é a oposição, feita com justiça e racionalidade. Nas eleições que se aproximam o povo julgará, através do voto e da sensibilidade, os que devem ser eleitos, reeleitos e o entulho que será removido.
- CLÁUDIO APARECIDO VOLPE, Mandaguari
FEF
Os prefeitos, representantes legítimos dos municípios brasileiros, assumiram a administração, em 1º de janeiro deste ano, com enormes dificuldades. Folha de pagamento em atraso, dívidas com fornecedores, com o INSS, FGTS, inchaço do funcionalismo, sem contar a situação de desmazelo e descaso com a coisa pública - escolas danificadas, ruas esburacadas, lixo nas ruas.
Diante de todas as ações concretas dos prefeitos, temos um presidente da República insensível às dificuldades mencionadas, que quer a todo custo sangrar os cofres municipais com o famigerado Fundo de Estabilização Fiscal - Robin Hood às avessas, que retira dos mais pobres para dar aos mais ricos, numa clara manobra eleitoreira, obtendo assim recurso para investimentos nas regiões onde as pesquisas de opinião não lhe forem favoráveis. Sou eleitor de Fernando Henrique Cardoso, por entender que é o homem mais preparado para dirigir este país de dimensões continentais, além de pertencer ao seu partido, o PSDB. Porém, discordo de seu método autoritário, através do qual procura intimidar deputados, ameaçando com retaliações no caso da não aprovação do FEF. Inadmissível mesmo é o comportamento de alguns deputados, que voltam as costas aos prefeitos, como se no ano que vem não fossem bater às suas portas pedindo apoio à sua campanha eleitoral.
- MÁRIO CLÓVIS GASPAR, prefeito de
Jacarezinho
FGTS
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com sede em Porto Alegre, merece uma salva de palmas pela recente decisão que simplificou os processos em que 85% do povo brasileiro requer contra a Caixa Econômica Federal: as correções dos planos econômicos, que em alguns casos resultam em até 140% dos valores já recebidos. Em entrevista a este jornal, há poucos meses, o Tribunal afirmou: ‘São suficientes os registros efetuados na carteira profissional, que provam a condição de optante e a época do recolhimento para embasar o pedido de diferenças relativas à conta vinculada do FGTS.’ E o juiz londrinense Edvaldo Mendes da Silva acolheu a decisão nestes termos: ‘Determino que os autores provem a data de opção pelo regime do FGTS’. Não exigiu mais nada. Com isso os processos terão tramitação mais rápida e é suficiente xerox da carteira profissional para requerer.
Entre todas as demandas, estas relativas ao FGTS são as mais rápidas porque comportam o julgamento antecipado da lide, e nem audiência há. O problema maior é que cada juiz federal de Londrina tem, em média, 7 mil processos para examinar e julgar e são apenas duas varas, quando seriam necessários pelo menos 10 juízes e pelo menos 5 varas. Pela torrencial chuva des processos desta natureza, e pela enxurrada que virá ainda, bom seria se houvesse a designação de pelo menos um juiz em Londrina, para atender somente a estes casos, por se tratar de interesse da classe trabalhadora, e o dinheiro sonegado faz muita falta aos homens do trabalho. Mesmo assim, em primeira instância, em Londrina tem havido julgamentos em até menos de seis meses e em caso de recurso o Tribunal Federal da 4ª Região tem sido eficiente e rápido.
- ORLANDO GOMENS, advogado em Londrina
Sem suporte técnico
Comprei a versão em português do programa gerenciador de contatos ACTI3.0, da Symantec no Brasil e estou experimentando problemas devido à falta de suporte técnico para o produto. Segundo as home-pages da Symantec (nttp://www,symantec.com) nos Estados Unidos e o serviço telefônico de suporte no Brasil (fone 011-531-7577), diversos erros e inconsistências do gerenciador podem ser corrigidos com os upgrades que sucessivamente já chegaram ao número de versão 3.05, lá na matriz, mas que a filial brasileira não tem disponível para o produto ‘localizado’.
Na verdade, a primeira dificuldade que o usuário brasileiro encontra é fazer funcionar o que a Symantec chama de Live Update: um serviço automático do próprio programa para descarregar no seu micro a versão atualizada. O download automático não funciona porque a conexão com o servidor nos Estados Unidos cai no meio do processo, como admite o próprio suporte no Brasil. Consegui que meu provedor de acesso ‘puxasse’ as atualizações disponíveis por FTP, mas elas são do produto em inglês e quando instaladas travam a operação em português.
Através da sra. Adriana Romão, a Symantec no Brasil (fone 011-5561-0284) reconhece o problema mas apenas sugere que o usuário instale a versão em inglês enquanto não fica pronta a versão atualizada em português, o que diz que vai acontecer dentro de ‘mais ou menos um mês’. Resumo da ópera: a Symantec vende no Brasil um produto que não funciona conforme anuncia e é incapaz de oferecer ao usuário brasileiro uma solução satisfatória.
- CRESO MORAES, Curitiba

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