Dia Nacional da Família
Dia 8 de dezembro, Dia Nacional da Família. A família morreu! A família ressuscitou! Sim, morreu a família onde os pais fizeram da autoridade, autoritarismo. Morreu a família onde tudo se fazia por obrigação, imperando a psicologia do medo: ‘‘Olha que Deus te castiga.’’ Morreu a família do tudo previsto e surge a das responsabilidades compartilhadas. Vai nascendo a família vocação: quem não conhece e não pratica os Princípios do Evangelho de Jesus, não deve casar, porque será como construir uma casa sobre a areia.
O cristão sabe que a família é a sociedade mais importante da terra e a mais difícil. Todos os grandes problemas da família humana, estão em miniatura na família. E por isso, sem a vivência do amor, a convivência será impossível, e o ‘‘até que a morte nos separe’’ continuará sendo uma encenação teatral. Pais são os que concebem com responsabilidade, compartilham cuidados e defendem o dom da vida. Pais são os que vibram com as conquistas e sucessos dos filhos.
A palavra de ordem é o diálogo. Diálogo, jeito moderno de conviver em família, que deve ser diário e de forma celebrativa ao menos uma vez por semana, onde a família se reúne formalmente para um check-up. É um encontro com Cristo para a vida. Pais são os que educam, os que certamente sabem a criança traz imperfeições de natureza psicológica, muito mais graves que as de natureza biológica. Devem ajudá-la a formar a sua personalidade, embasada no caráter de cada uma, lembrando-se que os filhos não são obrigatoriamente à semelhança de seus pais, o ser humano não se repete.
‘‘Os nossos primeiros anos nos marcam para sempre’’, garante-nos Freud e Peguy: ‘‘Antes de atingirmos os 12 anos, a sorte está lançada. Com um ano, a criança deve aceitar uma disciplina ou então não reconhecerá nenhuma depois.’’ O que é autoridade? ‘‘É a arte de se fazer obedecer, respeitar e admirar, sem obrigatoriamente causar medo.’’ É o principal papel do pai, que deve ser firme e forte de coragem. E o papel da mãe? A mãe cristã, é a que cria o gostoso clima familiar, para que os filhos percebam que eles são muito importantes.
- PADRE ARISTIDES DERETTI, Londrina
Lixo (1)
De um lado, o Lixão de Rolândia esgotado e transbordando, e do outro, o aterro sanitário incompleto. Questiona-se por que não iniciar logo o aterro que depois pode ser completado. Não é tão simples assim. O aterro sanitário, além da necessidade de seguir o projeto, precisa de uma coleta seletiva funcionando, catador organizado, maquinário específico, técnico competente, verba constante e garantida. Do contrário só vamos estar mudando o endereço do Lixão que vai incomodar de novo a cidade e antes disso contaminar a água que todos precisamos.
O nó do impasse tem como ser desfeito. Um caminho que pode agradar a todos os rolandenses já está sendo visto por autoridades competentes. Prioridade inicial é o fim imediato da situação insustentável do Lixão. Uma solução satisfatória para todo o município será porém, impossível se a administração em vigor, por capricho político, for condicionada a inaugurar nos últimos dias de seu mandato o aterro sanitário incompleto e sem condições de funcionamento adequado. A inauguração do aterro sanitário de Rolândia na situação momentânea viria a anular o mérito da atual gestão José Perazolo e João Dário, de ter iniciado uma solução para o Lixão e o lixo de Rolândia.
- DANIEL STEIDLE, presidente da ONG ambiental Movimento Nossa Terra, Rolândia
Lixo (2)
Dentre tantos problemas sérios que estão no aguardo de soluções urgentes da futura administração do município, a questão do destino final do lixo deve ser prioridade para ser tratada com posição firme, buscando alternativa que atenda tecnicamente e que possa ser viável ao nosso município.
Nesta certeza, com o intuito de colaborar nesta decisão séria, queremos nos colocar à disposição da futura administração para auxiliar no que for possível para solucionar definitivamente a eliminação dos verdadeiros ‘‘depósitos de doenças’’ que são os lixões a céu aberto e os pseudo-aterros sanitários, buscando completar o tripé do saneamento básico constituído pela água/esgoto e lixo.
Dentre as alternativas existentes, acreditamos ser o sistema de usina de reciclagem e compostagem uma decisão prática e inteligente, desde que seja implantada dentro dos critérios técnico-operacionais adequados, ou seja, o dimensionamento dos equipamentos deve ser ideal e compatível com a capacidade a ser processada, o local da implantação deve atender as reais necessidades e estar enquadrado na legislação pertinente e principalmente o devido treinamento operacional e gerência.
Portanto, a usina de reciclagem e compostagem é uma solução definitiva, pois além de contribuir concretamente com a preservação ambiental, criará condições de geração de novos empregos, incrementará o surgimento de indústrias que usarão os materiais recicláveis ou reaproveitáveis como matéria-prima, como também a utilização das matérias orgânicas que representam a maior parte na composição do lixo, que após o devido tratamento proderá ser utilizado como composto orgânico em qualquer cultura: dispensando em partes ou totalmente o uso de fertilizante mineral.
- GLADISTON GOUVÊA, administrador de empresas, Londrina
Rua das Flores
Ninguém duvida que Curitiba, capital do nosso Estado, é uma das mais belas cidades do País. É bonita, é bonita e é bonita, parodiando o saudoso cantor e compositor Gonzaguinha! Porém, não posso calar-me diante do destaque e da propaganda, sobre o funcionamento do sistema de câmeras instalado na Rua das Flores. Seriam 14 aparelhos colocados entre as praças Osório e Santos Andrade, ocupando 16 policiais somente para monitorar tais câmeras, e que a rigor só flagraram, até agora, brigas, gente embriagada, porte de tóxico e de armas.
Curitiba é muito maior que esse trecho. Mas, será que aqueles que brigam e se embriagam em vias públicas são todos marginais? A intenção, segundo a Polícia, é inibir a ação dos marginais nesta área central e diminuir o registro de crimes que causam impacto na população. Na população? Em qual delas? A que mora ou a que visita nossa capital? Quer dizer então que brigas, mortes e bebedeiras são coisas normais só em favelas e bairros distantes do centro? Os fatos não deixam de existir, simplesmente por serem ignorados.
E a periferia como anda? Existe a mesma preocupação? Ou será que os moradores das demais regiões da cidade têm que conviver com a criminalidade de uma forma geral, adaptando-se às circunstâncias ou na base do salve-se quem puder? Na origem das mentiras está a imagem idealizada que temos de nós e queremos transmitir aos outros. A diferença entre a verdade e a ficção é que a ficção faz mais sentido, disse Mark Twain, escritor americano.
- CLAUDINÊ DE OLIVEIRA, funcionário público, Apucarana
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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