O LEITOR ESCREVE
Desafios
Hoje, os desafios educacionais e estruturais do Brasil e da Europa são semelhantes. Os problemas sociais mais graves decorrem do consumismo, violência, uso e comércio de drogas, desemprego, desestruturação da família, desrespeito aos direitos humanos, devastação da natureza, fenômeno da globalização, dívida externa, deslocamentos culturais, sociais, econômicos, entre outros. Precisamos nos ajudar, acreditar na vida nova e no jovem, descobrir a verdade em todos os campos e níveis e oferecê-la aos seres humanos. Somos chamados com urgência a conhecer a realidade e começar a criar a globalização da solidariedade, alicerçada na justiça, na fraternidade e no humanismo.
Comparativamente ao que vi em 1998, quando tive pela primeira vez contato mais intenso com o Brasil, hoje o País é outro, mais rico, porém, com mais pobres. Quem estuda em universidade tem obrigação moral de retribuir serviços e ajudar a sociedade. Isso é possível na medida em que os professores difundem valores e estimulam a viver a solidariedade em relação aos mais pobres e excluídos.
Em relação à educação ministrada na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, queremos formar profissionais competentes, bons cristãos que assumam valores éticos e evangélicos, pessoas capazes de influir na vida pública, gestores e políticos responsáveis e honrados, por sua dignidade, ação e vivência.
- IRMÃO BENITO ARBUÉS, superior geral dos Irmãos Maristas, Roma
Santas Casas
O tempo desafia as coisas, mas as Santas Casas de Misericórdia desafiam o tempo. Unindo nossas vontades, organizações e cidadãos da terra podemos viabilizar e edificar a civilização da verdade, da justiça, da paz e do amor neste alvorecer do século XXI e do terceiro milênio. Foi o que conclamou o engenheiro Ivo Arzua Pereira, presidente da Confederação das Misericórdias, em recente conferência. Arzua ressaltou que para construir a nova civilização, mais solidária, feliz e digna, é imprescindível unir ideais e recursos humanos, materiais e financeiros, numa irresistível mobilização mundial para eliminar a poluição mental.
Além de praticar caridade, predominatemente aos pobres e indigentes, Ivo Arzua salientou que a Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, por exemplo, é agente de integração social e desenvolvimento científico e cultural. Ela constitui importante fator de desenvolvimento científico e cultural. Paralelamente aos serviços de assistência médico-hospitalar, desenvolve serviços de atendimento a crianças, órfãos, idosos, doentes mentais e outros carentes.
- SEBASTIÃO FERRARINI, professor e membro da diretoria do Círculo de Estudos Bandeirantes da PUC, Curitiba
Renovação
O comentarista político Luiz Geraldo Mazza, em sua coluna do dia 5, confirma o que venho defendendo há tempo: é preciso limpar a Prefeitura de Londrina daqueles que serviram (ou se serviram), à administração anterior, incluindo o atual que é uma continuação daquela. E vai além: expor a púbico esses nomes que ele chama de esqueletos de armário. Só uma observação: não são esqueletos porque não estão mortos e se lher der uma oportunidade ressuscitarão. Alguns já colocam as mangas de fora como se lê no Informe Folha do mesmo dia, sob os títulos Ninho 1 e Ninho 2.
Quem não se lembra das atitudes de Sandra Graça e família no episódio das denúncias ao prefeito cassado? Por isso, a faxina tem que ser geral, sem vingança, mas firme. Sem corporativismo, mas com os olhos fitos no recado das urnas como bem expõe o amigo Lincoln Brazil e Silva em sua carta publicada nesta seção. Ele, como tantos londrinenses que construíram essa cidade, espera que haja muita transparência e o que restou eleito, infelizmente, de remanescentes herdeiros dos antigos maus mandatários, não tenha vez daqui para frente. Que esses nomes sejam esquecidos e jogados na lata do lixo da história de Londrina.
A população ordeira e pacífica, trabalhadora e honesta, está do lado do Ministério Público que deve levar até o fim seu trabalho. O que ela quer é ver a justiça triunfar levando à cadeia os que delapidaram o erário público e que o dinheiro seja devolvido. Que os esqueletos do comentarista Mazza não ressuscitem.
- EDGAR BAER, Londrina
Novo partido
Nas últimas eleições em Londrina, tivemos quatro partidos políticos disputando a prefeitura: PSDB, PFL, PMDB e PT. Para alegria de uns e tristeza de outros, o PT foi o vencedor, elegendo Nedson Micheleti com uma larga vantagem. A partir de janeiro, nós londrinenses, que amamos nossa cidade e queremos que continue ostentando a pujança conquistada com trabalho, dedicação e bravura, vamos deixar de lado as siglas e cooperar com o novo mandatário. Vamos adotar um novo partido que se chama Londrina.
A verdadeira cidadania ensina que todos nós somos responsáveis, pelos acertos e também pelos desacertos que por ventura venham a acontecer. Existem aqueles que se preocupam somente com si mesmos, procurando o seu bem-estar, são os chamados individualistas. E existem também, para nossa alegria, os verdadeiros cidadãos, aqueles que almejam uma sociedade sadia, respeitada, solidária e com grandes projetos para futuras gerações.
Passadas as eleições, deixemos de lado as paixões e cerremos fileira com o novo prefeito, exercendo de fato nossa cidadania. Opinemos, critiquemos, policiemos, mas acima de tudo lembremos que cada um de nós é um pouquinho prefeito desta linda cidade que merece nosso esforço e dedicação, para continuar sendo o orgulho do Paraná e do Brasil.
- WELLINGTON AMARAL SAMPAIO, aposentado, Londrina
Política mundial
É incontestável o grito do povo neste fim de século: Liberdade! Sim, vemos em todos os cantos do mundo que, não obstante a ignorância de muitos déspotas políticos, as vozes das nações, castigadas pela tirania, pela ditadura e por toda forma bárbara de governo, estão decididas a darem um novo rumo aos seus países. A Iugoslávia é uma prova. Seu presidente incompetente e sanguinário Slobodan Milosevic foi substituído por um social-democrata eleito, Vojislav Kostunica, empenhado em unificar sua Sérvia ao Kosovo e recuperar a paz.
O presidente eleito do México, Vicente Fox disse que terá início uma nova época para seu país. Acredito. Porém, a tarefa não é fácil. O país tem 40 milhões dos quase 100 milhões de habitantes sobrevivendo em acentuada penúria. Fox procurará fazer um governo com base na democracia, aquela velha aliada dos pacifistas que acreditam na verdade acima de tudo, que combatem os problemas com projetos e não com guerras. Para isso é preciso desconcentrar a riqueza, o poder, as oportunidades, em um país atormentado por este caos político, favorecido pelos 71 anos de um governo autoritário, fundado na impunidade e em comparsas nada satisfatórios à população. O Partido Revolucionário (PRI) sai. O Partido de Ação Nacional (PAN) entra, pondo fim ao mais longo sistema de partido único na história moderna. Ainda em seu artigo, Fox se diz convencido que o século XXI é o século da América Latina e do México. Todos nós esperamos por isso também.
- RITA DE CÁSSIA SIMÕES MARTELINI, universitária, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





