Mortes no campo
O MST sabe que uma mentira constantemente repetida pode tornar-se verdade na cabeça dos menos informados. Por isso, mente sistematicamente, tentando passar uma imagem do que realmente não é. Alguns exemplos achamos nas recentes declarações de alguns de seus membros, como Frei Betto e a advogada Teresa Cofré, sobre o número de mortes no campo. Contestados pelo governo estadual, eles apresentaram o nome de 16 supostas vítimas dessa violência contra trabalhadores rurais.
Dessa relação constam nomes como Élio Costa Miranda, que ao fugir de um búfalo em Guaratuba, caiu sobre seu próprio facão, ferindo-se mortalmente. Constam também Cláudio Oliveira Pires e Carlos Vieira, mortos no Assentamento Ireno Alves, por Peri Vargas e seu filho, líderes do MST e réus confessos, na hora da divisão dos lotes.
Outro nome que causa espanto é o de Juvenal José do Nascimento, de Querência do Norte, morto por seus companheiros de MST, Darci Ferraz e José Bonifácio, também réus confessos, por um motivo muito comum entre os sem-terra: pinga.
Quanto a José Rodrigues, de Laranjal, o MST esquece de informar que sua morte aconteceu durante uma disputa de terra entre invasores e posseiros. Neste confronto também morreu um posseiro e logo em seguida, o chefe desses posseiros apareceu fuzilado dentro de um carro, junto com um casal, que pelo jeito, estava com a pessoa errada, na hora errada.
Quanto ao mais comentado de todos os episódios, o de Eduardo Anghinoni, em Querência do Norte, vamos deixar de hipocrisia e botar o dedo na ferida. Na cidade, todos sabem, mas ninguém fala, que sua morte foi um acerto de contas entre as lideranças do MST. Seu irmão Celso, juntamente com outros líderes, teria desviado R$ 5 mil de cada assentado no município de uma verba enviada pelo governo federal. O Eduardo estaria trabalhando de segurança para as lideranças do MST, que estavam ameaçadas pelos assentados roubados. A morte aconteceu no meio do assentamento, onde qualquer estranho é identificado a quilômetros de distância. Tudo muito suspeito.
Quando aparecem defensores dos direitos humanos e ouvidores da república para investigar a violência no campo, nós os produtores rurais ficamos animados, pois é público e notório que essa violência começa nas invasões criminosas promovidas pelo MST, mas infelizmente logo nos decepcionamos, tamanha é a falta de isenção desses pseudo-humanistas.
Só nos resta alertar a todos que não acreditem nas mentiras sistemáticas desse movimento revolucionário, porque temos certeza que brevemente ele mostrará sua verdadeira face, pois novamente a história se repete, ou seja, onde entra o dinheiro, sai a ideologia.
- MARCOS MENEZES PROCHET, presidente da União Democrática Ruralista do Paraná, Paranavaí
Pedágio (1)
Lembro como ficávamos fascinados vendo pela TV aquele candidato a governador desenhando no mapa linhas em vermelho, naquilo que devia ser um projeto que colocaria o Paraná em nível de país de Primeiro Mundo. Ele só não disse que aquelas eram as estradas que já tínhamos há muitos anos, mas seriam cercadas com um inexpurgável roteiro de pedágios. Como não viajo com carro, pensei que isto não seria meu problema. Mas, quando prestei atenção no bilhete de passagem de ônibus, constatei a realidade. Todos são explorados. Enquanto isso, os defensores dos interesses da população, os deputados, podem ter certeza que daqui há dois anos mostraremos nossa gratidão.
- WANUSA APARECIDA BONJARDIM, Paranaguá
Pedágio (2)
E não é que as concessionárias premiadas com mais um aumento dos valores que recebem, ainda têm o desplante de fazer publicar que ‘‘contra obras não há argumentos’’, tirando mais ‘‘um sarro’’ de todos nós pagadores de impostos e outros quejandos? Fazendo apenas um exercício de matemática, pelos valores que esta turma privilegiada disse que vai recolher de impostos aos municípios neste ano, o que elas estão fazendo em obras é uma merreca.
Tomei como exemplo o valor de R$ 3 milhões que esta empresa afirmou (em reportagem na própria Folha) que vai pagar, corresponde a 1/20 avos do que ela guardou em seus cofres; logo, ela amealhou a insignificância de R$ 60 milhões (só este ano) e vai aplicar a fábula de R$ 14 milhões.
Assim é fácil. Difícil é ser funcionário público e ficar seis anos sem um único reajuste e com a perspectiva de qualquer reajuste nos próximos três anos, enquanto as concessionárias, donas das porteiras que nos impedem de ir e vir, serão agraciadas com reajustes todos os anos. Só nos resta o Ministério Público para fazer valer este direito e cancelar estes contratos que têm vício de origem, pois ferem a constituição, porque contar com os deputados representantes do povo nem pensar.
- TARCÍSIO MARTINS, Londrina
Cadê o prefeito?
Quando um cidadão brasileiro se coloca à disposição da sua comunidade e do seu partido político, diante do seu município, do seu Estado e do seu País, entende-se que ele seja competente o suficiente para resolver coisas e problemas que surgirem no local onde ele se candidatou para resolvê-los. Infelizmente o candidato do município de Douradina, reeleito pelo povo que nele acreditou, já se esqueceu dos seus compromissos, ou está esperando a posse do dia 1º para tomar ou retomar seus compromissos.
Senhor prefeito, os seus compromissos continuam, nossos impostos estão sendo cobrados, nossas responsabilidades. Estamos solicitando o mínimo necessário para uma vida digna e que os nossos visitantes também merecem. Nossas ruas estão se acabando em buracos, a escuridão tem posto em risco a segurança do povo que votou no senhor, as nossas ruas estão tão sujas que às vezes pensamos que esta cidade não tem administrador eleito; muito em breve poderemos ser sugados pela erosão dos arredores da nossa cidade; a tomada de decisões parece pesada e quase impossível pela demora etc.
Será que reeleição tem efeito mágico de fazer sumir prefeito? Depois do dia 1º de outubro não encontramos mais o prefeito de Douradina na cidade que o elegeu. As pessoas procuram e não conseguem mais falar com o homem que no palanque disse ser tão popular. Será que os trabalhos só terão continuidade a partir do dia 1º de janeiro, dia em que o nosso município lhe será entregue por mais quatro anos?
Faço-me porta-voz de muitos que gostariam de saber se esse é o preço da reeleição. Represento aqui pessoas que estão indignadas com o descaso e desamor atribuído a cidade e ao povo. Torno público então o nosso descontentamento e por que não dizer, a tristeza de saber que estamos sem representante, daquele que confiamos com o voto.
- MÁRIO VALÉRIO GAZIN, Douradina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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