Mortes no MST
A carta da advogada Teresa Cofré publicada nesta seção no último dia 30, teve grande utilidade. Serviu para identificar com precisão quais as mortes que a CPT atribui ao conflito sobre terra no Paraná. Cabe algumas retificações: a) Vilmar Waier foi assassinado por Odair José da Silva, membro do MST, condenado em 28/06/99 a quatro anos de reclusão; b) Cícero simplício Lopes foi vítima de homicídio qualificado praticado por Leonor Roque Garda e Lourival de tal, assentados na região e membros do MST; c) Juvenal José do Nascimento foi morto por Darci Ferraz Pereira, ambos membros do MST; d) Wilmar Machado Vargas foi assassinado por Oraides Bloot, Antonio Mazor e outros, ligados ao MST. Quanto aos demais casos citados, todos tiveram inquérito policial concluído e enviado ao judiciário.
Cabe ressaltar que no caso da morte de Sebastião Camargo Filho (inquérito 002/98) o Ministério Público ofereceu denúncia contra o fazendeiro Teissin Tina e Osnir Sanches, esta informação está sendo remetida à OEA.
A lamentável morte do agricultor Sebastião da Maia será integralmente apurada doa a quem doer. A dificuldade principal tem sido a maneira evasiva que as testemunhas, todos indicados pelo MST, descrevem o episódio e os participantes. Amanhã serão submetidos a reconhecimento os capangas da fazenda Água do Prata, José Luis Carneiro, Paulão, Rogerinho, Andrade e Buiu. Os reconhecimentos anteriores de outros resultaram negativos. Foi expedido mandado de prisão contra Ivo de Souza, que teria contratado o pessoal e está foragido.
- PRETEXTATO TABORDA RIBAS, Secretário de Justiça do Paraná, Curitiba
Propaganda em inglês
Ao examinar uma carteira de cigarros Sampoerna A-Internacional, supus que se tratasse de um produto importado, porquanto no verso há um detalhado texto em inglês. Mas fiquei surpreso ao constatar que se tratava de um produto nacional. O fabricante, além de explorar a mão-de-obra escrava deste País, teve o acinte de imprimir o texto em inglês. Ora, mais de 80% dos brasileiros não entendem uma vírgula sequer desse idioma. O fabricante teve a petulância de ignorar o vernáculo e lançar mão de uma língua estrangeira. Para exportação é admissível, porém, para consumo interno é uma falta de respeito.
No Mercosul, todos os produtos de exportação e importação – é obrigatório – têm os textos bilíngues – português e espanhol. É fato público e notório que os States consideram o Brasil como o quintal deles, e se referem a nós como uma das Banana’s Republic. Toda a Nação sabe que o guru da economia deste País, com a conivência do governo FHC, obedece subservientemente as normas impostas pelo FMI, o braço agiota de Tio Sam para sufocar o Terceiro Mundo em proveito próprio. Mas é imprescindível ao menos salvaguardar as aparências. Não podemos tolerar um texto em inglês num produto destinado ao consumo interno. Caso contrário, logo o Tio Sam vai exigir que as crianças de nossas escolas cantem, em inglês, o hino nacional dos EUA. (Trecho de carta enviada ao ministro da Educação, Paulo Renato de Souza e registrada em cartório).
- ANTONIO D#NATZ RIBEIRO DA SILVA, Curitiba
A nova lei das S/A
Há mais de 20 anos certas mudanças na Lei das S.A são esperadas pelo mercado, mudanças estas que tornarão as demonstrações contábeis das empresas mais coerentes com o mundo moderno e com a legislação externa. Estas mudanças devem facilitar a emissão de ações no mercado externo. Uma das principais propostas de mudanças é a substituição das Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) pela Demonstração de Fluxo de Caixa.
No entanto, sob a bandeira da modernidade, paira um assunto de suma importância para a economia brasileira. O texto final do anteprojeto da nova lei da S.A obriga as empresas com ativos acima de R$ 120 milhões ou com receita bruta anual a R$ 150 milhões a divulgarem anualmente os seus balanços, da mesma maneira que as companhia com capital aberto. Este texto causou grande polêmica, dividindo os dois lados: empresas de capital aberto e de capital fechado.
Na contramão da lei da S.A, nos últimos dois meses 16 empresas fecharam o capital e atualmente estão tramitando 21 pedidos para cancelamento de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Tal debandada sugere uma corrida contra o tempo, já que a nova lei prevê normas mais rígidas para o fechamento de capital. Obviamente, não apenas por este motivo, já que o motivo do fechamento do capital vai desde as operações de incorporações até a decisão de empresas multinacionais de terem seu capital fechado no Brasil e aberto somente na sua Matriz no exterior.
Polêmicas à parte, mudanças são necessárias e
bem-vindas quando favorecem a livre concorrência e proporcionam mais transparência nos negócios. Quem ganha é o cidadão.
- MÔNICA SIONARA SCHPALLIR CALIJURI, professora universitária e auditora fiscal da Receita Federal, Londrina
Transparência
O Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Londrina que agrega todo o comércio de nossa cidade, por força da Constituição Federal, tem a responsabilidade de cooperar com as autoridades no sentido de bem administrar, sugeriu às autoridades municipais (Prefeitura, Câmara e Promotoria) que publiquem em detalhes a dívida do município, lembrando da distribuição do orçamento por ocasião em que o governo sancionou as parcelas designatórias, imputando a responsabilidade do orçamento a quem de direito e até denunciando às autoridades judiciais, pois conforme mencionamos, é um abuso a dívida estar em R$ 183 milhões, conforme declaração do prefeito eleito, mesmo sendo vendidas propriedades do município.
Enquanto isso, os cidadãos londrinenses estão vivendo um ‘‘terror fiscal’’, sendo ameaçados de execução, correndo o risco de ir a leilão. No entanto, temos informações de que mais de 10% dos imóveis em Londrina estão fechados há mais de 12 meses.
O IPTU da nossa cidade é o mais caro do Brasil e, para normalizar essa situação, precisaria haver uma redução substancial. Na ocasião da mudança na moeda houve um redutor que diminuiu os aluguéis em 66%. Por que não ocorreu o mesmo com o IPTU? A cidade de Curitiba solucionou esse ‘‘terror’’ reduzindo em 50% o valor do IPTU.
- SINÉSIO SCUDELER, presidente do Sincoval, Londrina
50 anos
Com grande alegria, venho saudar a Irmã Angélica Vergani, superiora provincial das Irmãs de São João Batista e Santa Catarina de Siena - Medéias, por ocasião da comemoração dos 50 anos de presença da Congregação no Brasil, hoje.
Que Deus as abençoe e a todos que, de uma ou outra forma, contribuíram para a construção da Congregação, os membros do passado e aquelas que fazem parte no presente da Congregação.
Asseguro-lhe minhas preces de ação de graças a Deus pela existência da Congregação e pela dedicação no serviço da Igreja.
Com meus sentimentos de elevada estima, louvando a Deus pelos 50 anos de presença da Congregação no Brasil e com reconhecimento pelas atividades em Curitiba, envio-lhes minhas fraternas saudações, subscrevendo-me servo em Cristo.
- DOM PEDRO FEDALTO, arcebispo de Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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