Alta do pedágio
Buscamos este espaço na imprensa para externar nossos mais veementes protestos contra a alta do pedágio autorizada pelo governador Jaime Lerner. Tal atitude comprova a opção governamental pelos mais ricos, restando ao povo a alternativa de protestar.
É sabido que a alta do pedágio pode desencadear a alta de todos os produtos e serviços, e isto prejudicará a totalidade da população, menos é claro, os donos das concessionárias das rodovias.
A preocupação do governador, ao longo destes dois mandatos jamais foi com os trabalhadores, que sofrem com perdas salariais sem precedentes. Quando é que o povo do Paraná será contemplado com alguma atitude que beneficie a todos?
Como estamos em fim de ano, século e milênio, Jaime Lerner, concedendo reajuste nas tarifas dos pedágios, deu um presente de grego ao povo do Paraná. Mais uma vergonha!
- RUY JOÃO DOS SANTOS, membro da diretoria colegiada do Sindicato dos Servidores Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social do Paraná (Sindprevs/PR), Londrina
Mário Covas chorou
Bem cedo, logo pelas 6 horas, diariamente leio a Folha de Londrina, cujo hábito oferece-me a visão dia-a0dia, das lides, aventuras, conquistas e derrotas. Todavia vejo a dramaticidade da vida dos homens e da sociedade. Mário Covas chorou. Para alguns, que vêem e não enxergam, escutam, mas não ouvem, falam e nada dizem o choro de Covas foi uma declaração à humanidade diante de Deus, de um homem alquebrado porém revitalizado, alimentado pela centelha divina de Deus e em emoções, chora.
‘‘Bem aventurados os que choram, porque serão consolados.’’ Que extraordinário quadro. Como se agigantam os homens; quando fracos, tornam-se majestosamente fortes; quando feridos revitalizam suas forças em Deus.
As lágrimas deste choro são sorriso, cuja pureza vem do encontro com Deus. Vem do reconhecimento para o qual todos marchamos, quando diante de Deus se é retemperado pela grandeza do maior mistério da vida, ser quando não se tem, ganhar quando tudo se perdeu, alegrar-se quando a tristeza se impõe! Disse Covas: ‘‘Ele me deu o principal, por que discutir o assessório?’’ E chorou.
Não veja o choro de Mário Covas, mas o toque de Deus que motivou suas emoções e aí sim, vemos um homem não em emoções mas um homem possuído pela presença de Deus.
- ARIOVALDO FERRAZ ARRUDA, empresário, Londrina
Aniversário da Folha
Tenho acompanhado assiduamente desde o dia 13 de novembro todas as homenagens dedicadas e merecidas aos 52 anos da Folha. No dia 28, li a brilhante opinião do leitor Claudinê de Oliveira, de Apucarana.
De fato, o que seria dos meios de comunicação se não existissem nós, calouros atrevidos, críticos e sugestivos? E o que seria de nós neste País de pão e circo se não existissem jornais imparciais iguais à Folha e outros grandes veículos que abrem espaço a nós, simples cidadãos, principalmente nós que somos da cidade e região de convivência?
Continue assim, Folha. Nosso povo precisa do jornal.
- OSMAEL CHIAVELLI PUGA, Apucarana
CPIs
Estava escutando notícias no rádio, autoflagelação diária, quando para minha surpresa escutei: ‘‘CPI dos Supermercados’’. Eu gostaria de saber dos senhores ‘‘CPIstas’’ o que é CPI e para que serve, haja vista, que até hoje, nós brasileiros escutamos falar nas tais CPIs , comissões processantes, medidas cautelares e outros tantos termos, mas não vemos absolutamente nada de bom acontecendo, ou seja, pergunto aos senhores ‘‘CPIstas militantes’’: cadê o dinheiro que desapareceu da Prefeitura de Londrina, onde está, quando ele voltará para os cofres públicos para beneficiar a população e não alguns poderosos, cadê os resultados das comissões processantes, processa o quê, se ninguém vai para a cadeia?
As eleições já passaram, votei mais uma vez para cumprir meu direito obrigatório e vergonhoso de voto. Espero senhores eleitos que a conduta de vocês seja realmente ilibada como o cargo merece e precisa e não se esqueçam: o povo está acordando, portanto cuidado.
- ROBERTO BACARIN, Londrina
Casamento
Em resposta à carta do senhor Fraterno Maria Nunes, publicada nesta seção no dia 27, gostaria de dizer que a natureza dita as regras. A civilização tenta modificá-la. No entanto, nem todas as regras devem ser modificadas, assim se garante o bem das gerações futuras.
Os verdadeiros valores de nossa sociedade têm sido constantemente atacados. As crianças crescem acompanhando uma cultura deteriorada que a TV impõe. Somos todos bombardeados por cenas que desprezam o verdadeiro sentido do amor, cenas que deixaram cair em senso comum a traição, a infidelidade, o sexo na adolescência, extraconjugal, danças que estimulam ao sexo, etc. Onde esconderam os desenhos inocentes, as brincadeiras dançantes sem malícias, as músicas e novelas sadias, onde foi parar o respeito ao casamento pela grande maioria, enfim a que altura está a moral hoje?
O homem é um animal sim, mas é agraciado com o poder de raciocinar e por isso naturalmente tem controle sobre os seus sentimentos, o que acontece é que muitas vezes preocupado em acompanhar a falsa modernidade (de ser livre e solto), o seu autocontrole fica massacrado e enterrado embaixo da imperatividade da cultura maculada a qual estamos amalgamados. Muitas pessoas casam-se sem maturidade suficiente para manter uma vida conjugal.
Visam a satisfação própria, ou em casos mais específicos casam-se por gravidez inesperada, que também é fruto da falta de consciência dos indivíduos. Dessa forma, qualquer motivo que vier a desagradar a outrem provavelmente implicará a separação.
As pessoas inteligentes devem se auto-avaliar e refletir se tem preparo emocional, equilíbrio e maturidade suficiente e além disso, o matrimônio pressupõe amor verdadeiro, muito respeito, confiança, honestidade, doação.
Obviamente, havendo esses requisitos, não há necessidade de acabarmos com a instituição do casamento dentro dos parâmetros civis e religiosos para promovermos em seguida um amaziamento geral. Os filhos tanto deste quanto daquele relacionamento ao se deparar com a separação dos pais, sofrerão com a mesma intensidade.
Infelizmente as estatísticas mostram elevados índices de divórcios em todas as classes sociais, portanto cabe a todos o ato de se conscientizar e perceber que a solução encontra-se no ato concreto de analisarmos a nossa cultura e resgatar os valores que estão se desvencilhando.
- ÁLVARO DOS SANTOS MACIEL, estudante de direito, Londrina
Correção
- Diferentemente do que foi publicado na matéria ‘‘Prefeito revela golpe de R$ 30 mil contra Amunorpi’’ (Política, página 5), a mensalidade da prefeitura de Japira junto à Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi) foi de R$ 170,00 em junho.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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