O LEITOR ESCREVE
Esclarecimento
Ao leitor Clóvis Duarte: a carta com quatro adjetivos pejorativos a mim dirigidos só pode ser respondida por Sêneca: Graças aos Céus para a Verdade não basta a opinião de um só. Continuarei servindo ao Paraná com humildade, dedicação e trabalho.
- RAFAEL GRECA, deputado federal, Curitiba
NR. O deputado, secretário de Comunicação do Governo do Paraná, refere-se à carta publicada na terça-feira, nesta seção, criticando-o por ter dito numa emissora de rádio, citando manchete da Folha sobre o pedágio, que jornal do dia seguinte só serve para embrulhar peixe.
Mortes no campo
Em resposta ao artigo publicado ontem no Espaço Aberto, de autoria do secretário da Justiça e Cidadania do Paraná, Pretextato Taborda Ribas, intititulado O Restabelecimento da Verdade, no qual ele lança o desafio a Frei Betto, de apresentar de onde tirou essa contabilidade macabra, sobre a informação de 16 assassinatos de lavradores durante o atual governo estadual, venho me manifestar.
A fonte de dados sobre assassinatos no campo no Paraná, durante o governo Lerner, é a Base de Dados da Comissão Pastoral da Terra, que contabiliza, desde 1997 até a presente data, a morte de 16 trabalhadores rurais, sem que nenhum dos responsáveis por estes crimes fosse punido, inclusive, tramita atualmente na Organização dos Estados Americanos (OEA), a apuração da morte do lavrador Sebastião Camargo Fliho, executado numa operação de despejo extrajudicial no Noroeste do Estado.
Esta é a relação das vítimas: Vanderlei das Neves, 17 anos e, José Alves dos Santos, 34 anos, mortos em 16 de janeiro de 97, em Rio Bonito do Iguaçu; José Arnaldo dos Santos, 26 anos (20 de agosto de 97, Nova Cantu); Vilmar Machado Vargas (6 de setembro de 97, Espigão Alto Iguaçu); Sebastião Camargo Filho, 65 anos (7 de fevereiro de 98, Fazenda Boa Sorte/Marilena); José Rodríguez, 17 anos (27 de novembro de 98, Fazenda Pedra Branca/Laranjal); Sétimo Garibaldi, 51 anos (27 de novembro de 98, Fazenda São Francisco/Querência do Norte); Vilmar Waier (2 de outubro de 98, Assentamento José Dias/município de Inácio Martins); Cláudio de Oliveira Pires e Carlos Vieira (10 de outubro de 98, Assentamento Ireno Alves/Rio Bonito do Iguaçu); Cícero Simplício Lopes (1998, Rio Bonito do Iguaçu); Juvenal José do Nascimento (29 anos, 21 de novembro de 98, Assentamento Chico Mendes-Porangaba I/Querência do Norte); Eduardo Anghinoni (31 anos, 29 de março de 99, Assentamento Pontal do Tigre/Querência do Norte); Élio Costa Miranda (16 de agosto de 99, posseiro do Rasgadinho, município de Guaratuba); Antonio Tavares (30 anos, 2 de mio de 2000, assassinado na BR-277, município de Campo Largo); Sebastião da Maia (38 anos, assassinado em 21 de novembro de 2000 em Querência do Norte).
Gostaríamos que o secretário estivesse com a verdade, e que estes dados fossem falsos como ele afirma, mas, infelizmente, esta triste estatística é só uma das provas da violência sistemática que tem imperado na zona rural, carente de reforma agrária, nos últimos anos em nosso Estado.
- TERESA COFRÉ, advogada, Rede Autônoma de Advogados Populares do Paraná (Renaap), Curitiba
Identidade política
Apesar de interessante, o artigo publicado domingo passado no Espaço Aberto, A iDentidade Política do Paraná, merece um reparo. O autor, Ricardo Costa de Oliveira, incorre em grave equívoco ao afirmar que o ciclo do PMDB parece que deixou como arquétipo em muitos apenas as lembranças das cenas das borrachadas nos professores no Centro Cívico. O ciclo do PMDB, com Richa, Alvaro e Requião, deixou várias realizações, possibilitando o florescimento das forças democráticas em nosso Estado, incluído o PT, e estabelecendo as bases de princípios de moralidade, austeridade e dinamismo no governo.
Quem percorre os municípios e ouve a população facilmente percebe que a lembrança que ficou é de muitas realizações, atenção ao interior e de muita esperança. Talvez o professor, como sociólogo que é, não tenha observado bem que o Paraná não se restringe ao círculo de determinadas elites de Curitiba, mas é bem mais amplo e complexo.
- TEOFILO BACHA FILHO, professor, Curitiba
Religião
A carta publicada na edição do dia 27, de Aroldo Piliti, sobre religião, deixa claro que alguns pontos tratados pelo autor são apropriados quando se referem às instituições religiosas que massificam e não evangelizam, que se utilizam da vulnerabilidade das pessoas para incutir idéias ao bel-prazer.
De um lado aqueles que o fazem conscientemente para tirar proveito, obter poder. De outro, os que fazem por falta de conhecimento da verdade. Sua proposta de tirar de nós a nossa própria verdade é no mínimo desastrosa. Pois não temos verdade em nós para ser extraída, estamos contaminados, este mundo está contaminado.
A saber, Cristo crucificado é a única porta de saída deste mundo contaminado, não podemos tirá-lo da cruz, pois foi Deus quem o colocou lá, é o seu plano de salvação. O que é o homem para querer mudar o que Deus fez ou faz? Nossa identificação com Cristo passa pela cruz, pois foi nela que Deus nos dissociou com tudo o que era contra a sua obra.
Mas o verdadeiro cristianismo não está morto, porque Cristo ressuscitou. Cristo está vivo, e esta é a nova vida que Deus nos dá, santa e imaculada, vivemo-la na pessoa de Cristo, e isto não é dogma mas experiência de vida.
- JAIRO JOSÉ VELANI, economista, Londrina
CAPS
Não são raras às vezes que lemos ou ouvimos falar que determinadas instituições que atendem pessoas com problemas mentais deixam a desejar pelo atendimento negligente e descaso aos pacientes. Nada mais justo que, quando acontece o contrário, propaguemos aos quatro ventos. Quero enaltecer e agradecer o atendimento do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), que é um Programa da Autarquia da Secretaria Municipal de Saúde de Londrina.
Com atendimento 24 horas, o paciente chega ao Pronto-Socorro, onde é atendido por profissional competente e se precisar de internamento é encaminhado para tal. A internação de curta permanência é feita no próprio local. Depois deste breve período, o paciente é avaliado e poderá ser encaminhado para oficinas terapêuticas, hospital dia ou também para ambulatório médico psicológico ou o que se fizer necessário. A família vive um grande sofrimento e verificar seu entre querido em crise, ser tratado com amor, respeito e dignidade é muito gratificante.
A todos os que trabalham no Caps, o meu mais profundo agradecimento e que Deus dê a todos, paz, amor e prosperidade neste natal e ano-novo que se aproximam, lembrando que ninguém passa pela nossa vida à toa, todo aquele que cruza o nosso caminho deixa um pouco de si e leva um pouco de nós.
- ODETE BOTER GUIMBARSKI, supervisora de ensino, Londrina
Correção
A especialidade da atleta Sueli Pereira dos Santos é a prova de arremesso de dardos e não dados como foi publicado em texto página 1 da Folha Esporte de ontem.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





