O LEITOR ESCREVE
Secretariado
Palavra, não consigo entender o critério adotado pelos nossos governantes para a seleção de auxiliares diretos da administração pública. A prática tem nos mostrado, pelo menos no Paraná, que a cartilha lida pelos selecionadores nada tem a ver com aquelas baboseiras acadêmicas. Os valores profissionais, morais e as habilidades citados nas literaturas nacionais e importadas precisam ser repensados. Secretários comandando quadrilhas do narcotráfico, delegado-chefe idem e assim por diante. Nem vale a pena citar todos esses valores notáveis.
Ainda agora estamos diante de um novo e precioso contratado. Um novo representante dos execrados úteis. Infelizmente existem governos estaduais, e o do Paraná dá mostras inequívocas de que não difere daqueles que teimam em aproveitar os rejeitos. O que não presta para o País, é bom para o Estado.
No caso específico, refiro-me ao falastrão Rafael Greca, um dos enxotados e aproveitado pelo governo Lerner na Secretaria da Comunicação, que teve a petulância, em entrevista concedida ao repórter Fernando Brevilheri, da Rádio Paiquerê AM de Londrina, no dia 24, de tentar menosprezar, como outros tentaram, a inteligência dos paranaenses ao defender o governo, que o ampara na tentativa de tirá-lo do ostracismo e ressuscitá-lo para a vida pública, no caso da terceirização das estradas estaduais.
Palavras de folhetins, citações poéticas, apelos dramáticos e imponência verbal, há muito deixaram de ecoar nos ouvidos seletivos dos paranaenses. O seu silêncio, creia, será a melhor forma de evitar mais revolta contra a letargia instalada no Palácio Iguaçu.
Os fatos são tão óbvios e cristalinos que tivesse Greca um pouco mais de visão se absteria de advogar causa tão infame. É inadmissível o descaso como vem sendo tratada a coisa pública. Por acaso, Greca, o senhor já desceu do seu andor, no qual acabou de subir, e transitou pela rodovia Ponta Grossa-Londrina-Porto Capim ou pela rodovia Ibiporã-Ourinhos, só para exemplificar? Então faça isso. Depois, embalado pelo mesmo tornado que o enxotou das hostes federais, pegue a sua verborragia e embrulhe peixes de amanhã, como o senhor mesmo disse a respeito da imprensa naquela fatídica entrevista.
- CLÓVIS DUARTE, professor, Londrina
Dança da cadeira
Parece ser uma constante o modus operandi dos governos lernerianos. O Cassio já foi traído em detrimento do Rafael, o Rafael já foi traído em detrimento do Cassio; há quem diga que o ex-secretário da Fazenda também foi traído e que outros, brevemente, também o serão. Até funcionários de escalões mais rasos, além de traírem-se entre si, expandem este terrível ato para relações, até mesmo fora dos seus respectivos expedientes. Síndrome extravagante que quer criar escola em seus subalternos. O fato repete-se no decorrer do tempo.
Despertou-me curiosidade por conhecer bem um certo grupo ligado ao governador e sentir na pele a forma coesiva e desumana com que obriga, como lavagem cerebral, a tomadas de decisões sobre pressão e chantagens emocionais do tempo nazista. Pensei com meus botões: Terá sido sempre assim ? A história, infelizmente, vem demonstrar que sim.
No livro O Exercício da Coerência do grande parlamentar Hélio Duque, em apresentação de Sebastião Nery, lê-se o seguinte: Em 1990, reeleição certa, não disputou. Em 1994, candidato ao Senado, foi vilmente traído e massacrado pela coligação que ganharia o governo estadual com Jaime Lerner. Mesmo assim os paranaenses livres lhe conferiram mais de meio milhão de votos. Perdeu. Presidente do PSDB do Paraná, à traição recebida, mesmo antes da posse do governador que ajudara a eleger, rompe e busca o caminho da oposição. É lamentável que isto ocorra após tanto tempo no poder.
Que a lavagem cerebral imposta aos seus súditos governamentais, possa criar limo no limbo dos pobres incautos.
- MARCO ALZAMORA, arquiteto, Curitiba
Homenagem
Oportuna a homenagem feita pelo leitor (professor) Eduardo Afonso à Epesmel, congratulando pelo seu natalício de jubileu de prata, na luta educacional profissional dos menores favorecidos pela sorte da Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel), fundada como Escola Profissional e Social do Menor Abandonado de Londrina. Extraiu-se o abandonado, por entenderem à época, agressivo à razão social instituída à causa.
Sinto o dever de ombrear-me ao missivista, no sentido de reavivar sua memória, para fazer pública homenagem mais do que merecida ao amigo de todas as horas, o Otair Sebastião Gonçalves, também empreiteiro das obras de Jesus, univitelino em obras. Mas, fora o Arnaldo e o Otair, entre outros baluartes da escola desde a sua fundação, outro merece igual, ou mais aquilatada homenagem. Falo do Movimento de Cursilho de Cristandade de Londrina, de onde saíram esses homens temperados pelo tripé: estudo, ação e piedade.
Portanto, desculpe-me o ilustre missivista, a quem direciono a minha admiração, quando antes, e agora como professor e articulista desta seção, mas o amor que tenho pelo movimento de cursilho fez efervecer em mim a vontade deste manifesto.
- JOSÉ CARLOS GUELARDI, Londrina
Estrada do Colono
É bom ver, como na matéria veiculada na Folha, no dia 18, pessoas responsáveis, como ecologistas e estudantes, pronunciando-se a favor do meio ambiente, principalmente se tratando da Estrada do Colono, pois me faz recordar que durante aproximadamente 13 anos transitei mensalmente por aquela bela estrada.
Ao invés de fecharmos aquela estrada, não seria o caso de levantarmos uma bandeira para que ela fosse transformada em uma estrada ecológica, cercada e com passagens de animais? Vejo que assim beneficiaria uma região, daria ao paranaense, a oportunidade de conhecer um pedaço da floresta que ainda resta em nosso Paraná e também melhores condições de protegê-la dos predadores, controlando a entrada e saída do parque.
E os recursos? Se nas estradas que já estavam prontas com o dinheiro do povo, exemplo Londrina-Maringá, o governo autorizou postos de pedágios, porque não colocar ali mais um pedágio para bancar as despesas de construção e manutenção?
- NILTON DOS SANTOS, Londrina
Natal
Papai Noel, sei que está chegando o Natal e eu estou indo muito bem na escola. Também sei que mereço um brinquedo, só que não importa qual que eu vou ganhar. Mas quero ganhar um presente, também não precisa gastar tanto dinheiro só por minha causa. Compre uma coisa barata para sobrar um dinheirinho, porque todo mundo é filho de Deus. Sobrando dá para o senhor comprar presentes para todo mundo. Também espero que o senhor esteja bem.
- CLÁUDIO HENRIQUE DOS REIS, aluno do 2º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Dom Geraldo Fernandes, Cambé
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