O LEITOR ESCREVE
Pedágio
O Brasil é o país das coisas bizarras. Aqui nós elegemos pessoas para nos representar, e elas nos roubam; trabalhamos para tentar viver dignamente e o máximo que conseguimos é sobreviver em situação precária; incentivamos o turismo, porém não conseguimos sequer sair de nossas cidades, pois com o preço dos combustíveis no patamar em que se encontra, e ainda, se não bastasse, o novo reajuste do pedágio, que já está se tornando moda. Acresça-se a tudo isso ainda um dado: quando temos reajustes salariais, tanto o governo quanto outras entidades baseiam-se nas variações da inflação do INPC-IGBE.
No entanto, para reajustar o pedágio, o índice de inflação utilizado é o IGPM-FGV que por coincidência mede uns dos maiores índices inflacionários, estando acumulado até a presente data em aproximados 14%, contra pouco mais de 6% do INPC. Os governantes estão brincando com nossa cara, ofendendo nossa pequena e modesta inteligência. Para completar, só falta presentear os brasileiros e em especial os paranaenses com um chapéu de burro, para colocar na cabeça, pois é dessa forma que me sinto.
Alguém deve estar ganhando muito dinheiro com essas altas absurdas! Depois acontece como aconteceu em Maringá, em que os roubos estão começando a ser descobertos e aparecendo os escândalos políticos, que faz com que nos sintamos envergonhados de ser chamados de brasileiros. Mas é justamente para conter os abusos e principalmente fiscalizar é que elegemos representantes. Mas o que eles estão fazendo afinal? Será que eles estarão envolvidos com alguma coisa?
Em Maringá, elegemos uma deputada e outros dois ou três deputados estaduais, que depois da eleição desapareceram. Suas promessas ainda pairam levemente sobre minha mente e me fazem recordar suas palavras que diziam que se fossem eleitos tudo iria mudar.
Estou acumulando uma enorme mágoa de minha terra, não podendo mais dizer que morreria por ela. Começo então a não estranhar quando ouço pessoas mais radicais dizendo que deveria haver uma guerra civil aqui no Brasil. Governo: pedágio era roubo, agora é formação de quadrilha. Alguém precisa ser preso!
- EDJAN BALDO DE CARVALHO, auxiliar administrativo, Maringá
Colaboração
A coordenação do 7º Festival Unicanto de Corais agradece a grandiosa colaboração da Folha para a realização do evento, que foi coroado de pleno êxito, colocando o município de Londrina na vanguarda nacional no seguimento canto-coral.
Durante a realização do evento, tendo sua Programação Artística centralizada no teatro do Colégio Marista no período de 31 de outubro a 4 de novembro, tivemos um público de aproximadamente 7 mil pessoas, que diretamente puderam presenciar o patrocínio da Folha, através da Lei de Incentivo à Cultura, ou patrocínio direto, que teve a logomarca divulgada em todo material gráfico do festival em nível nacional e internacional, inclusive junto ao Ministério da Cultura e demais esferas do governo.
Na certeza de contarmos com esta valiosa parceria cultural para o ano de 2001, que proporcionará novamente à população de Londrina e região o contato direto com os mais expressivos grupos canto-coral do País e exterior, externamos nossos mais sinceros votos de apreço e consideração.
- JOSÉ MÁRIO TOMAL, maestro e diretor do festival, Londrina
Televisão
A televisão, como já sabemos, é o meio mais eficaz de divulgar uma mensagem ao maior número possível de pessoas. Como resultado da diversidade de interesses, temos um número infindável de mensagens sendo captadas e assimiladas por quem não deveria, em princípio, recebê-las. As cenas de violência a que somos submetidos se tornam cada vez mais intensas dentro de nossos lares, na suposta intenção de nos manter informados sobre os perigos do mundo atual.
Naturalmente, as pessoas mais esclarecidas sabem discernir entre o real e a ficção, o exagero do fato acontecido, procura confrontar diferentes fontes de informação antes de emitir juízo a respeito. Cada vez mais, temos crianças como principais espectadoras desse espetáculo, por vezes grotesco, que nos vêm através desse meio de comunicação. Observamos, com tristeza, a perda precoce da inocência infantil, influenciada pelas cenas eróticas que, igualmente, aparecem cada vez com maior frequência.
Hoje, as crianças não querem mais usar roupas de criança. Querem apenas imitar os adultos em seus modos, suas atitudes, sem saber exatamente o que isso significa. A televisão não convida à reflexão. As imagens se sucedem de forma muitas vezes desconexa, apresentando vários assuntos em um curto espaço de tempo. A criança, muitas vezes, não compreende o que está vendo.
Cabe aos pais tomar atitudes coerentes para evitar o uso indiscriminado da TV por seus filhos. Muitos pais desistem de controlar os filhos, e acabam por não se importar que seus filhos fiquem acordados até tarde, e até colocam televisores nos quartos. Dizem não adianta mesmo, e acabam abandonando seu papel de educadores, deixando que os profissionais da comunicação o façam. Exercer controle não é fácil, mas virar as costas ao problema acaba por aumentá-lo, acumulando problemas educacionais para o futuro, quando se tornam ainda mais graves.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, bancário, Porecatu
Informação
A globalização mundial das economias, que transformou o planeta em uma aldeia interligada pela Internet, que nos permitiu obter a informação em tempo real, proporcionando a competitividade empresarial e a abertura dos mercados de trabalho, exige cada vez mais uma postura pró-ativa, pois vivemos o momento, onde um dos fatores mais fortes de competitividade é de fato o uso da informação, da qual nos permitirá a tomada de decisão no tempo certo.
Nos dias de hoje, quem tem o domínio da informação está pelo menos em igualdade para não dizer à frente dos demais, exigindo cada vez mais a busca pela informação. Ler um bom jornal, buscar novos conhecimentos, conhecer segmentos e trocar experiências são fatores para o desenvolvimento pessoal e profissional. A criatividade já é fator decisivo para o futuro de cada um, pois mesmo reunindo todas as informações possíveis para um crescimento pessoal ou profissional, precisaremos cada vez mais e mais nos atualizar.
Acredito que jamais sairemos da escola. No Paraná, por exemplo, mais especificamente em Cascavel, a escolaridade da população economicamente ativa subiu, graças a instalação de várias universidades, bem como pela própria exigência do mercado de trabalho e o da globalização, fazendo com que os empresários exijam profissionais mais qualificados.
- PEDRO BATISTA MARTINAZZO, estudante, Cascavel
Combustíveis
Com relação à carta do senhor Sebastião Eugênio Gaião, publicada nesta seção no dia 19, gostaria de acrescentar que esta Associação dos Revendedores de Combustíveis (Arcom) mostrou-se oportunista e tratou os clientes com desrespeito (quando firmou o pacto de preço mínimo para a gasolina). São antiquados e têm medo de concorrência. Comerciante moderno ganha no giro rápido e lucro pequeno.
- JOAQUIM PIRES, comerciante, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





