Aniversário da Folha
Eu gostaria de parabenizar a Folha que completou 52 anos de existência no último dia 13. Com certeza vocês representam um orgulho dentre os jornais de nosso País, e que continue desta forma, sendo exemplo de idoneidade e qualidade. Jornal que sempre manteve uma postura ética, divulgando as notícias com afinco, coerência e responsabilidade na imprensa do nosso País. É um orgulho para o povo do Paraná acompanhar a evolução progressista de total sucesso dentre as empresas do ramo.
Admiro a fidelidade da Folha em manter os princípios éticos, objetivando prestar informações e serviços à comunidade paranaense, manifestando de forma transparente a divulgação da verdade sobre notícias de interesse público.
A Folha tem uma formação estrutural de primeiríssima qualidade, a exemplo de seus editoriais sem nenhuma parcialidade e de ótimo bom gosto, jornal extremamente democrático, onde o leitor pode manifestar sua opinião livremente nesta seção.
Enfim reafirmo meus cumprimentos e manifesto minhas considerações a esse conceituado jornal. Muito obrigado por não ser um ‘‘pasquim’’, seguindo religiosamente seu itinerário com autenticidade, sem deturpação maquiada de seu objetivo que é a informação correta dos fatos.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, bancário, Porecatu
Combustíveis
Acompanhando os últimos fatos, e até as declarações que foram veiculadas pela Folha, tenho a dizer que o preço baixo pode não estar ligado a adulteração, ou pode. Não houve nenhuma investigação neste sentido por parte da promotoria, ou qualquer órgão responsável por esta área. Como revendedor, me causou espécie, ao ler que o senhor Ilson, do Posto Manancial, alega poder vender por preços mais baixos por possuir uma empresa familiar, enxuta. Causou-me mais espécie ainda, quando verificando os preços de seu estabelecimento, percebi que dos R$ 1,33 por litro de gasolina, cobrados na segunda-feira, houve uma majoração para R$ 1,47 por litro de gasolina nesta sexta-feira. Ora, que discurso é esse? Se sua margem é tão boa, por que não a manteve?
De quem, de que forma, e a quanto ele compra seu combustível? Por que correm tantas ações contra ele, por não pagamento de alugueres, de fornecedores que tiveram seus cheques sustados? Por que a Ipiranga, que possui contrato com o Posto Manancial está processando o estabelecimento?
Em outra oportunidade, através deste jornal, ofereci o meu estabelecimento ao antigo promotor de Defesa do Consumidor, que não aceitou. Pelo contrário, mesmo sem conhecimento de causa, o senhor Hélio Cardoso usou a revenda de combustíveis como trampolim para sua candidatura política e graças a isso se elegeu. Se o preço justo dói no bolso do consumidor, o preço injusto, baixo, fruto da concorrência desleal e predatória, dói nas muitas bancarrotas que aconteceram e acontecerão com os empresários do setor.
Tem-se a nítida imagem que um posto de combustíveis é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, e que seus proprietários devem dividir com a sociedade todos os seus bens. Chega! Posto de Combustível tem que ter lucro sim, é um negócio, tem que pagar impostos, tem que pagar funcionários e sim, o dono do posto tem que ter lucros. O meu estabelecimento, assim como o da grande maioria daqueles que não têm nada a esconder, está aberto a todos os consumidores, à Justiça, à promotoria, ou a quem se interessar.
Me deixaria muito feliz que os que gostam de vender a preços bem baixinhos falassem isso, e que pudessem mostrar seus livros, suas contas. Se o preço do combustível é alto, a culpa é somente e exclusivamente do governo, que percebeu há muito tempo que taxar combustível é a maneira mais fácil de enfiar a mão no bolso da população de forma silenciosa, mas muito eficaz. Na próxima eleição, lembrem-se disso.
- LUIZ CARLOS PIELAK, revendedor de combustíveis, Londrina
Preconceito
A reportagem ‘‘Brasil, o país mais miscigenado do mundo’’, nos faz refletir sobre o preconceito racial que afirmamos não ter. Dizer que o povo brasileiro é formado por 54% de brancos é omitir um dos maiores preconceitos que as pessoas negras carregam consigo. Aceitar sua origem, valorizar sua cor, sua cultura.
Mas como valorizar alguma coisa que todos desconhecem, inclusive aqueles que se consideram brancos. Quando estudamos a formação do brasileiro, o que estudamos do negro? Apenas a sua condição de escravo no Brasil. Por que não estudarmos realmente a origem do negro, enquanto ele vivia na África?
Ao estudarmos a condição do negro no Brasil temos que levar em consideração dois aspectos: o negro na África e o negro na condição de escravo no Brasil.
A agricultura praticada pelo negro era diversificada. Enquanto na Ásia havia o exclusivismo do arroz, na Europa, do trigo, nas culturas indígenas do milho, a agricultura praticada pelo negro era diversificada. Sabe-se que para o Brasil vieram negros de diversos grupos culturais, uns de culturas primitivas, outros de culturas mais adiantadas.
Dessa maneira se ao estudarmos a contribuição do negro na formação do povo brasileiro, levássemos em consideração a situação do negro, antes de sua incorporação à população brasileira, estaríamos considerando o seguinte: a vida que ele desfrutava na África. Quando eles, os negros africanos, manifestavam seus valores culturais autênticos e puros, foram surpreendidos pela caça escravagista.
Pode ser ingenuidade, mas acredito que se as pessoas que têm em sua origem genes africano se conscientizassem disso valorizariam mais a exuberante diversidade genética de nosso povo e quem sabe construiríamos uma sociedade mais justa. Se nas escolas o currículo da disciplina de história fosse alterado, valorizando o negro enquanto africano, com certeza as pessoas descendentes de africanos se orgulhariam de sua origem e se sentiriam em condição de igualdade para conquistar seu espaço na sociedade.
- APARECIDA MARIA DE OLIVEIRA, estudante, Londrina
Reformas
Muitas e muitas vezes me faço esta pergunta. Todos sabem, principalmente os que têm a chave mágica das portas do poder. Onde num simples toque tudo se transforma. Há um emaranhado tão enrolado de atitudes que poderiam ser claras, simples, objetivas e, lamentavelmente passam-se os anos, sucedem-se os governos, as promessas se multiplicam, se revestem com novas roupagens e a esperança continua brotando com o nascer de um novo dia e a mesmice, para muitos de nossos semelhantes, continua se sucedendo. Falta de emprego, moradia, baixos salários, saúde precária enfim, pobreza, miséria e tudo o que advém dela.
Lendo a Folha do último dia 20, um artigo me chamou a atenção: um partido político, como poderia ser qualquer partido, irá assumir um compromisso no Congresso pelas reformas vitais e enumera uma porção delas: retomada do crescimento, fim da corrupção e da impunidade, combate à fome e à pobreza, programa eficiente na agricultura familiar, programa gigantesco de habitação popular, criação do Banco do Povo, financiamento de pequenos empreendimentos.
Eu me pergunto: qual é a novidade nestas propostas? Se todos sabem o que deve ser feito para se chegar lá, o que falta?
- MARINA MENEZES GUALTER, secretária de Educação de Porecatu
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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