O LEITOR ESCREVE
Organização
É difícil entender como a organização da IV Maratona Internacional de Curitiba perdeu o espaço na divulgação e realização da prova para a Maratona Internacional de Belo Horizonte, para onde todas atenções e atletas Internacionais estão voltadas, com transmissão ao vivo pela TV. Para Curitiba, só um queniano está inscrito, ainda citado na imprensa como azarão. Como não bastasse isso, o preço da inscrição, de R$ 50 ficou salgado em relação ao poder aquisitivo do povo brasileiro.
Os corredores de elite terão suas inscrições pagas pelos patrocinadores, enquanto milhares de anônimos correrão sem número, sem água, sem tênis e sem frutas no trajeto, como eu que pretendo terminar a prova, mesmo saindo na rabeira. Para o terceiro milênio, poderiam pensar também na redução do preço das inscrições e também no calendário nacional. Curitiba merece também ser mostrada ao Brasil no esporte e não só pelo derramamento de óleo no Rio Iguaçu.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
Combustíveis
Temos acompanhado, através da imprensa, a criação da Associação dos Revendedores de Combustíveis do Norte do Paraná (Arcom). A tônica das notícias, como não poderia deixar de ser, é defender, financeiramente, os interesses dos proprietários de postos de combustíveis da região. Uma palavra sequer lemos sobre a principal e legítima razão de ser de qualquer empresa. Ou seja, o cliente, o consumidor. Duas notícias importantes: no dia 15, o preço da gasolina, de R$ 1,53 (média anterior R$ 1,35); e que não podemos comprar com cartão de crédito pelo preço à vista.
Desta forma, achamos que nós consumidores temos que tomar alguma atitude e apresentamos algumas sugestões e aguardamos as suas também: deixar de comprar nos postos vinculados da citada associação, aqueles que têm a faixa da Ética e Moralidade (como temos notado, eles não nos querem ou não precisam de nós); procurar outros postos, de conhecidos ou não, que vendem a preços baixos, mantendo contato sincero e honesto sobre a qualidade do produto e, se for o caso, informar-lhes que seremos seus clientes pela consideração a nós concedida.
A gritaria de que postos com preço baixo têm produto de má qualidade, não tem fundamento. A maioria sabe melhor negociar com os distribuidores ou vendem barato para ganhar no giro do produto. Denuncie os postos que não nos atendem bem. Por exemplo: no caso de recusa do cartão, comunique a empresa fornecedora de seu cartão quem não está cumprindo; procure diminuir o consumo de combustível, ande a pé, de ônibus, de carona etc. Trate com amigos de trabalho o uso comum de veículos; em quaisquer circunstância volte a comprar dos postos pertencentes àquela associação. Sempre haverá uma oportunidade para desconsiderá-los como consumidor, como hoje estamos sentindo. Enfim, se nós tomarmos alguma atitude, logo teremos notícias a respeito de nossa merecida consideração. Mas, mesmo assim, continue com o posto que agora lhe dá o apoio.
- SEBASTIÃO EUGENIO GAIÃO, aposentado, Londrina
Consciência
Sabemos que antigamente os reis usavam simbolicamente uma coroa. Era a coroa da majestade, do poder, da arrogância, dos déspotas. Havia também dentro do reinado os homens que trabalhavam, ou melhor, que se sacrificavam, e os que desfrutavam destes sacrifícios. Estes eram todos que participavam da nobreza, título adquirido pelo quantum, e aqueles eram os eternos condenados pelo materialismo humano. Após centenas de anos, não vemos mais as coroas em suas formas tradicionais. Hoje em dia vemos atos legalizados que as representam e os aproximam muito daqueles reis. Um exemplo são as medidas provisórias.
Devido, entre outras coisas, a tais atos, o mundo passa por transformações enormes. O tempo do esperar já está indo, chega o tempo do agir, do chamar a responsabilidade para si. Jamais as pessoas e principalmente a juventude ficarão ociosas, esquecendo-se dos ensinamentos que a história nos mostra.
Hoje em dia o boné é a coroa da juventude. A coroa que deve ser consagrada a uma juventude latente que não espera os acontecimentos sentada, ou não deveria; a uma juventude que precisa ser despertada ainda mais para a solidariedade, para a filantropia, para a ajuda aos mais necessitados; a uma juventude que enxergue diariamente o clamor que sangra os olhos dos desafortunados em nossas ruas, em nossas cidades.
Se a fria coroa de metal daqueles tempos tem um sentido pejorativo, a escaldante coroa de pano usada hoje tem um significado enorme, que é o engrandecimento de uma consciência humana e coletiva.
- JOSSAN BATISTUTE, estudante, Londrina
TV no domingo (1)
Todos saem no domingo? E todos os domingos do mês? Todo domingo é dia de sol? Quem faz isso sempre não sabe do que vou falar. Mas aquele que por qualquer motivo permanece em casa e tenta se distrair vendo televisão, com certeza sabe a que estarei me referindo. É uma tragédia total. E.T e Rodolfo, um quadro degradante. Telegrama legal é muito prolixo e extenso demais. O restante do programa do Gugu é só música e está quase se tornando cópia do Sabadão.
Acabaram as gincanas descontraídas, as entrevistas interessantes, as reportagens inteligentes. Programa da Xuxa aos domingos? Também. Não é fácil. Sandy e Júnior música em dose tripla. Tom Cavalcanti só se veste de mulher ou apresenta quadro homossexual. Aí entra o Faustão. Mais música. Perdeu conteúdo, voltam Sandy e Júnior e Chitãozinho e Xororó. O programa da Record tem um apresentador que fica suando o tempo todo e não consegue falar. Tome-lhe música também.
À noite as coisas não mudam. Fantástico querendo ser o salvador da pátria; Tudo por Amor, apologista da tristeza; salva-se Boris Casoy. Será que os grandes da televisão brasileira simplesmente outorgaram a terceiros as responsabilidades pela condução de seus negócios, esquecendo da premissa de que o olho do dono é que engorda o rebanho ou estão com muito pouco interesse em atender e satisfazer o seu consumidor?
Acorda Silvio Santos. Ânimo doutor Roberto. Não é sem motivo que as tevês a cabo vêm apresentando vertiginoso crescimento. Só que isso fará com que, em um futuro muito próximo, percamos identidade para nossas coisas regionais. As coisas boas que nos eram apresentadas ficaram no passado. Positivamente, não se fazem mais Blotas Juniors e Jotas Silvestres como antigamente.
- MÁRIO MARTINELLI, advogado, Curitiba
TV no domingo (2)
As novelas brasileiras em especial as da Rede Globo ao tentarem mostrar uma realidade da qual não podemos fugir, acabam por exibir um conteúdo que induz à falta de caráter e ao permissivismo moral. Infelizmente não retratam os verdadeiros valores da realidade, a amizade, a família, a fidelidade, o serviço desinteressado às pessoas etc. Não seria este um bom momento para repensar em toda a tarefa educativa da TV para ajudar eficazmente a sociedade a crescer moralmente e em todos os aspectos? A TV Globo não foi vítima de nenhuma censura. É a sociedade carente de valores que pede uma informação mais positiva e mais humana.
- MAURÍCIO GRADE BALLAROTTI, estudante, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





