O LEITOR ESCREVE
Aniversário da Folha (1)
Em nome da diretoria da Associação dos Municípios do Paraná, gostaria de parabenizar a Folha pelos seus 52 anos de fundação. Que o jornal continue sendo, sempre, um exemplo de qualidade e ética na imprensa do nosso Estado. Parabéns a todos vocês.
- SEBASTIÃO SÉRGIO STEPTJUK, prefeito de General Carneiro e presidente da Associação dos Municípios do Paraná
Aniversário da Folha (2)
Gostaríamos de cumprimentá-los pelos 52 anos de atividade completados pela Folha no último dia 13. É gratificante presenciar a evolução, o crescimento e o sucesso de empresas jornalísticas fiéis aos princípios da honestidade, dignidade e justiça e cujo objetivo sempre foi a dedicação à comunidade, manifestado na transparência, coerência e correição na busca da verdade e divulgação de notícias de interesse e utilidade públicos. Reafirmando nossos cumprimentos, aproveitamos a oportunidade para manifestar nosso elevado apreço e consideração e colocamo-nos à disposição para o que se fizer necessário.
- ELZA CORREIA, vereadora, Londrina
MST
É sabido que nos últimos anos, leia-se governo Lerner, a violência contra os trabalhadores organizados aumentou em escala assustadora, despejos, torturas, assassinatos, prisões políticas, ameaças de morte. Porém, nos últimos meses, durante o período eleitoral, o governador resolveu cessar-fogo, apenas para manter uma aparência de bonzinho e assim conseguir uma grande vitória eleitoral, só que esta estratégia não funcionou, não é governador? Pois estas eleições, para Jaime Lerner, foi um grande fracasso, elegendo apenas o prefeito de Curitiba.
Com sua estratégia não deu certo, o governador volta-se novamente contra os trabalhadores organizados, assumindo seu jeito raivoso, retoma a perseguição política e a violência, realizando, só nessa semana, três despejos: dia 15 na Fazenda São Luiz, município de Santo Inácio; dia 16 na Fazenda Rio Novo, e ontem na Fazenda Água da Prata, em Querência do Norte.
A Fazenda Água da Prata, considerada improdutiva, já foi desapropriada pelo Incra. Hoje 36 famílias cultivam 80% da área, uma média de 250 alqueires, com seus poucos recursos estão produzindo milho, mandioca e cultura de subsistência, além de 150 cabeças de gado, sendo esta sua única fonte de renda e sobrevivência, mesmo assim são despejadas, humilhadas e os poucos bens que possuíam foram destruídos. Na Fazenda Rio Novo, são 32 famílias produzindo em 70% da área, mandioca, milho e algodão.
Esta perseguição aos trabalhadores sem-terra faz parte de um complô entre fazendeiros, governador e o Incra. Para se ter uma idéia, enquanto o governo federal, na pessoa do Ministro Raul Jungmann, faz uma propaganda enganosa de que a meta de assentamento para o ano 2000 é de 100 mil famílias, aqui no Paraná nenhuma família foi assentada e apenas uma área foi desapropriada, reforçando-se os reais interesses, tanto do governo estadual, como do governo federal que é de subordinação de nossa economia aos interesses do capital internacional.
Para aonde irão as famílias camponesas que sobrevivem da pequena agricultura? Para as favelas, debaixo dos viadutos, para as filas de emprego nos grandes centros urbanos? Irão para as cidades aumentar ainda mais os problemas sociais. Basta de perseguição, violência, desrespeito ao ser humano. Queremos o assentamento de todas as famílias acampadas.
- JOVANA CESTILE, equipe de comunicação do MST-PR, Curitiba
Pedágio
Há quem diga que pedágio é sinal de modernidade e que é comum nos países do primeiro mundo. Recentemente estive em Portugal e na Espanha e pelo que eu pude constatar a única coisa que o Paraná tem de moderno, com relação ao pedágio, é a cobrança de taxas, que por sinal são mais injustas do que as de lá. No mais, se considerar a qualidade das estradas, há uma diferença abissal.
Em Portugal, através de um sistema eficiente de controle nas auto-estradas, o pedágio é pago conforme o tanto que se roda. Jamais ocorre como aqui: quem vai de Londrina para Uraí ou para Bandeirantes, por exemplo, paga o mesmo valor. Na Europa, as estradas são maravilhosas, bem sinalizadas, com duas vias construídas com uma tecnologia cuja segurança e estabilidade que oferece aos usuários é formidável. Na Espanha, em quase 600 quilômetros que lá rodei, passando inclusive por uma grande e movimentada autovia que liga Cáceres a Madrid, não paguei um único pedágio sequer. E são rodovias sem precedentes no Brasil. Ao todo, entre Portugal e Espanha, rodei mais de 2.000 quilômetros, e em nenhum lugar passei por estradas, por mais simples que fossem, que pelo menos pudessem ser equiparadas às do Paraná.
Pagar pedágio no Paraná foi um presente de grego do governador Jaime Lerner aos paranaenses, aos seus eleitores. É uma situação vergonhosa o que acontece por aqui: paga-se caro para transitar em rodovias cujos benefícios ainda não foram substanciais, e quando forem, se forem, muitos dos que pagam hoje não estarão vivos para vê-los. E o povo, além de pagar para rodar em estradas que foram construídas com seus próprios impostos, continua pagando um alto preço em IPVA e outros tributos em troca de um Estado cada vez mais falido e um governador cada vez mais ausente.
- ROMÃO MARTINI MARTINS, Londrina
Segurança
O Brasil divide com a Colômbia o primeiro lugar em insegurança pública. Mas o general Cardoso, ministro da segurança institucional, acha que a culpa não é do governo, pois este nada pode fazer sem o engajamento de toda a sociedade. A sociedade, além de fornecer ao governo o dinheiro com que deveria trabalhar, gasta ainda mais do seu bolso, com segurança particular, vez que se sente indefesa. E, contudo, os que ela paga para servir-lhes, pois se intitulam servidores, ainda têm o desplante de culpá-la e cobrar dela o que ela não lhes cobra: o cumprimento de um dever que em nenhuma parte do mundo é tão completo e criminosamente como aqui.
Diz-se que o governo faz planos, promessas e discursos indignados. Tudo encenação, tudo enganação, tudo palavrório. O que desejaríamos era que tivéssemos governantes capazes de realizar sem falação nem arrogância, nem titubeios, nem robalheira, nem frustrações, o que sempre e em toda parte se soube, deveria ser feito para solucionar os problemas que acompanham a gestão da coisa pública.
- ALCINDO NOLETO RODRIGUES, juiz aposentado, Brasília
Correção - Por erro técnico, reportagem publicada na página 2 da Folha Economia sobre prêmio recebido pelo O Boticário, na edição de ontem, repetiu texto de outra notícia da página. Publicamos hoje, na página 2 do mesmo caderno, o texto correto.
- Ao contrário do que foi informado pela Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Curitiba e publicado equivocadamente pela Folha, o corredor queniano Joseph Cheromei, corre pela primeira vez a Maratona Ecológica de Curitiba.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





