Feriado
Feriado bobo, e repito: bobo mesmo. Primeiro a mudança da monarquia para a República não foi coisa tão grande assim. Segundo, porque trocar o imperador D. Pedro II, talvez dos maiores imperadores que o mundo já teve (em cultura, critério, bondade, honestidade acima de tudo), pelo Marechal Deodoro, que foi forçado a proclamar a República, e sendo feito primeiro presidente, teve que renunciar por incompetência. Não foi bom golpe, nem em boa hora. Terceiro: bobo o feriado porque, sem dúvida, 90% dos brasileiros não o comemoraram e muitíssimos nem sabiam o que era. Quarto: bobo porque parar o comércio, a indústria, os bancos, as escolas e tudo mais, no meio da semana, num país enorme e de mais de 200 milhões de habitantes, é muita falta de vontade de progredir sem estudo e sem trabalho. O que vimos no feriado? Cidade morta e o povo sem saber o que fazer e sem saber aonde ir.
Que sugeres, professor? Sugiro que este e os demais feriados sejam comemorados sim, assim: tudo normal e nas escolas e colégios, celebração festiva e educativa do feriado, como antigamente. Antigamente havia até mais feriados, mas eram todos eles celebrados com cantos patrióticos, poesias e palestras, e lazer esportivo. Professor do céu, o antigamente já acabou faz muito tempo! Hoje é hoje, outros tempos. Bem, se é assim, fecho a boca ou guardo a pena e peço desculpas.
- EDUARDO AFONSO, professor, Londrina
Educação
Segundo a filosofia oriental, ‘‘se planejarmos para um ano, devemos plantar cereais; se planejarmos para uma década, devemos plantar árvores; se planejarmos para toda a vida, devemos treinar e educar o homem’’. Não é novidade nenhuma falar que educar sabiamente é necessidade, deve ser sistemático transmitindo legados culturais, ciências, técnicas e modos de vida, num preparo consciente de cidadania. Temos hoje no ensino médio nova modalidade em que não há avaliação formal, através de provas que eram transcritas aos históricos escolares. Agora querem um novo modelo e os alunos serão cobaias. Como será o currículo, resolverá os problemas de ensino/aprendizagem?
Sobressaem-se a contextualização e a interdisciplinariedade, mas questionamos a viabilidade de praticá-las em sala de aula. Como trabalhar questões sociais através da prática cotidiana real, não utópica, quando se depara com pluralidade cultural, costumes, divergências religiosas e ideológicas? Para fazer a educação planejada temos que ter consciência da diferença que existe entre professor e mestre. Para que um professor se torne mestre, é necessário que ele tenha, além da estafante carga horária, tempo disponível para se reciclar, ler mais, pesquisar para ter amplo domínio de conteúdo, atualizado com o assunto que está ensinando.
Quando as autoridades educacionais, os políticos, a sociedade organizada pensarem seriamente em investimentos, não somente em materiais tecnológicos, mas também em seres educadores, dando-lhes salários dignos, poderão dedicar-se exclusivamente à divina tarefa de ensinar e, com certeza, não se ouvirão mais falar: ‘‘O professor finge que ensina, o aluno finge que aprende, o Estado finge que paga bem e a sociedade finge que está tudo certo na educação dos seus filhos.’’ Esteja certa ou não, sem me aprofundar nas Leis de Diretrizes e Bases da Educação, dificilmente cumpridas, esta é a minha modesta opinião. Porém, certa é a ação positiva que tem que sair da teoria e buscar a prática verdadeira, fazendo o aluno voltar ao hábito de aprender com responsabilidade e o mestre dedicando-se exclusivamente ao ato sublime de ensinar.
- OSVALDO CARDOSO RIBEIRO, professor, Londrina
Reflexão
O lamento de arrependimento não é chorar por autopiedade; não é desgosto por perdas materiais, nem remorso por nossos pecados terem sido descobertos. É inteiramente possível lamentar profundamente devido à devastação que o pecado forjou em nossas vidas e, ainda assim, não nos arrependermos. Podemos ver pessoas derramarem seus corações conosco, em lágrimas, porque seus pecados foram descobertos e elas estão com problemas sérios. Mas o verdadeiro arrependimento é mais do que estar sentindo pelos nossos pecados e deplorar a maneira pela qual permitimos o pecado despedaçar nossa vida.
O verdadeiro arrependimento é dar as costas ao pecado, uma decisão consciente e deliberada de deixar para trás o pecado, e conscientemente voltar para Deus com o compromisso de seguir sua vontade para nossas vidas. É uma mudança de direção, uma alteração de atitudes e uma rendição da vontade. Humanamente falando, é nossa pequena parte no plano da salvação, apesar de que até a força para arrepender-se vem de Deus. Mas, mesmo assim, o ato de arrependimento não nos consegue nenhum mérito ou nos torna dignos de sermos salvos, apenas dá condições ao nosso coração para a graça de Deus.
A Bíblia diz: ‘‘Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor.’’ Nossa parte é nos arrependermos. Deus fará o converter, o transformar e o perdoar. Nem sempre é fácil dobrar nossa vontade obstinada e deformada; mas quando o fazemos, é como se uma vértebra fora de lugar fosse colocada no lugar. Em vez da pressão e tensão de uma vida fora de harmonia com Deus, virá a serenidade da reconciliação. A Bíblia diz também: ‘‘Convertei-vos a mim de todo o vosso coração, e isso com jejuns, e com choro, e com pranto.’’
- WILSON MUNHOZ, reverendo, Londrina
Sociedade
As pessoas nascem, têm suas trajetórias de vida e morrem. A saudade fica e, a história registra as pessoas que foram abnegadas, que de alguma maneira, trouxeram benefícios à humanidade. Também aqueles que cometeram grandes atrocidades, registrados em páginas negras. As pessoas boas em vida, que é o que mais interessa, desfrutam da liberdade, do respeito e da felicidade. As pessoas más, ladras, mesquinhas, egoístas, que vivem a explorar os menos favorecidos pela natureza; têm temores, sofrem o desprezo, o desrespeito ao longo da vida. Quando morrem, apenas meia dúzia de pessoas os acompanham no funeral, ninguém sente falta. Os reflexos de suas vidas herdam seus descendentes.
Portanto, por uma questão de inteligência, devemos no dia-a-dia ser francos, honestos e servir, dentro das possibilidades, as pessoas e a toda natureza. Alguém já falou: ‘‘Quem não vive para servir, não serve para viver.’’ Lamentavelmente, o que mais há na sociedade são pessoas mesquinhas. Ruy Barbosa disse: ‘‘A pátria não é ninguém, são todos e cada qual tem no seio dela o direito à idéia, à palavra e a associação.’’ Que este pensamento do mestre ilumine nossa conduta em sociedade.
- FRATERNO MARIA NUNES, aposentado, Campo Mourão
Correção
- O proprietário da Posto Manancial, citado em reportagem na página 6 da Folha, ontem, é Ilson Lima. O aluguel do seu estabelecimento é de R$ 1,3 mil mensais.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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