O LEITOR ESCREVE
Organização
Como coordenadora do grupo Encontros de Vida, da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, e presidente da ONG Arte de Viver a Terceira Idade externo nossa indignação perante o desrespeito com o público presente e com as nossas meninas, assim chamadas carinhosamente; uma com 67 anos, a outra com 78 anos, diga-se de passagem, a candidata mais idosa ao título Miss 3ª Idade.
O fato ocorreu na sexta-feira, dia 10, primeiro dia da 1ª Feira do Idoso, durante o resultado do concurso Miss 3ª Idade. Após a apresentação e desfile de todas as candidatas, e a bonita participação do Coral Encontros de Vida, o apresentador anunciou como 2ª Princesa, Adelina, 78 anos de idade, e quando esta ainda estava sendo aplaudida pelo público, o apresentador se justificou dizendo que a 2ª Princesa de fato, seria outra pessoa.
O segundo lapso: o apresentador proclamou a 1ª Princesa e, quando já estava de posse da faixa e do título, sendo entrevistada pela imprensa, familiares protestaram alegando que o nome da 1ª Princesa, por ser parecido, foi trocado, daí então averiguadas as pontuações, verificou-se que a 1ª Princesa não seria a pessoa proclamada, mas sim, outra pessoa.
E, neste clima confuso, nossas meninas viram seus sonhos se desmoronarem em apenas alguns minutos.
Por favor, senhores e senhoras responsáveis por este evento 1ª Feira do Idoso, tão significativo para nossa cidade, fiquem atentos para que outros lapsos não venham a acontecer, pois ferir os sentimentos e a auto-estima de um indivíduo é algo muito delicado e constrangedor, sobretudo nesta fase da vida.
- ALTINA LEONARDO GOUVÊA, assistente social, Londrina
Responsabilidade fiscal (1)
Com referência a matéria a Lei de Responsabilidade Fiscal e o financiamento do setor público, cumpre-nos informá-lo de que Londrina é o único município do Brasil que tem pronto e acabado um estudo para securitização de recebíveis de IPTU e ISS, com operação econômica estruturada, lei aprovada pela Câmara de Vereadores, inclusive a criação da Londrina Trust de Recebíveis para operar os títulos no mercado. Este fato, aliás, mereceu divulgação deste jornal no segundo semestre de 1997.
A respeito deste assunto, o Instituto Brasileiro de Administração Municipal, IBAM, com sede no Rio de Janeiro, e agora com escritório em Curitiba, vem oferecendo aos municípios, soluções para a cobrança da dívida ativa, tratando o contribuinte como um cliente.
Os trabalhos do IBAM têm permitido aos municípios a adoção de modelos de gestão nas mais diversas áreas, com surpreendente sucesso.
- MARCOS PADILHA XAVIER, diretor do IBAM, Curitiba
Responsabilidade fiscal (2)
É lamentável de se ver como os atuais prefeitos estão temendo a entrada em vigor da Lei de Responsabilidade Fiscal durante seus mandatos. Toda dona de casa ou chefe de família sabe que não pode ter uma despesa maior que a renda familiar. Esta conta que parece ser tão simples para um cidadão comum, parece nunca ter sido de conhecimento de nossos administradores públicos. A nova Lei de Responsabilidade Fiscal não traz nada de novo, simplesmente pune os incompetentes e irresponsáveis, que não são capazes de cumprir o básico de uma administração.
O gasto em excesso sempre foi com altos salários comissionados, obras desnecessárias ou superfaturadas para desvio de verbas.
Antes da eleição, a cidade de Cambé era um verdadeiro canteiro de obras, a maioria com previsão de conclusão para este ano. Depois de primeiro de outubro, quase todas as obras foram paralisadas. Uma das poucas obras em andamento é o novo centro de convenções que está consumindo milhões de reais. O correto seria concluir o Centro Cultural, onde a segunda parte, que deveria ser um Cine-teatro, está parada há mais de oito anos. Mesmo assim, nenhum dos dois seriam prioridade, porque a cidade conta com um precário sistema de saúde onde apenas um hospital tem atendimento de pronto-socorro pelo SUS, ainda sem UTI e com menos de 50 leitos disponíveis para uma população de mais de 90 mil habitantes.
Para piorar a situação, o salário dos funcionários em outubro atrasou mais de 20 dias, e o de novembro não tem previsão.
Como até 30 de setembro a prefeitura tinha verbas para concluir as obras até o fim do ano, segundo promessas do prefeito reeleito e, depois de primeiro de outubro o dinheiro sumiu? Irresponsabilidade ou incompetência?
A Lei de Responsabilidade Fiscal deve ser aplicada e com data retroativa, porque quem não consegue cumprir com o básico na administração, mas sabe enganar o povo e falir o município, tem que ser punido.
- EDSON FERREIRA DE ALMEIDA, estudante, Cambé
Transtorno
Usuário do nosso litoral e tendo como via de acesso a BR-277 trecho Curitiba-Paranaguá, me defronto semanalmente com o intenso trânsito tanto de descida às sextas-feiras, quanto de subida aos domingos na temporada de férias.
A primeira das atitudes para começar a solucionar esses impasses iniciais é a construção de passarelas para pedestres e eliminação dos sinaleiros pelo menos nos dois pontos iniciais da rodovia.
A segunda atitude que deve ser tomada é administrar efetivamente a rodovia, além do pedágio, no que diz respeito à circulação de caminhões durante o pico de tráfego de veículos em temporada de férias, como alias é feito em São Paulo nas rodovias Bandeirantes e Fernão Dias, além de outras, onde a circulação de caminhões é vedada em horários de pico de tráfego de veículos.
Além destas, o sistema Anchieta-Imigrantes administra subidas e descidas ao litoral sul paulista, com utilização de pistas adicionais de fluxo, o que vem funcionando há anos.
Há necessidade urgente, também, de disciplinar os veículos que trafegam pela rodovia, pois alguns o fazem em precaríssimas condições de conservação, sem que sofram qualquer sanção punitiva por parte das autoridades competentes, com risco permanente de acidentes.
Na época em que somente a estrada da Graciosa atendia ao Porto de Paranaguá e praias, é bem verdade que o volume em trânsito era muito menor, havia rodízio de horários para subida e descida da serra, com uma hora para descer, uma hora de intervalo e uma hora para subir e assim sucessivamente, sendo que funcionava perfeitamente bem.
O que impede de se fazer o mesmo hoje? O problema maior é que falta vontade ao administrador para encarar e resolver os problemas. Se faltavam sugestões, aqui estão algumas delas. Terão início agora as férias e a agonia permanece.
O pedágio foi reajustado; virão outras férias onde os transtornos se multiplicam, e, desde já antevemos que nada será feito. Efetivamente só servimos para pagar a conta.
- MÁRIO MARTINELLI, advogado, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





