O leitor escreve
Parque ecológico
Londrina precisa olhar para frente e de forma racional se quiser crescer econômica e socialmente. Se agir apenas com o coração e emoção não será possível atingir os objetivos. Nas últimas semanas, por exemplo, alguns leitores da Folha questionaram a possibilidade de se criar um parque temático dentro do Parque Municipal Arthur Thomas. Temem eles que um empresário como João Batista Sérgio Murad, o Beto Carrero, destrua o último reduto ecológico da cidade se montar ali um centro de diversões, através, por exemplo, de uma concessão pública.
O fato de se construir um centro de diversões não quer dizer que será necessário desmatar toda a floresta subtropical da área. Uma parte dos 34,18 alqueires do parque não pode ser mexida por ser área de preservação. A outra pode ser utilizada, e é justamente neste local onde se pretende montar alguns brinquedos - e ainda assim de forma a respeitar a mata nativa do local. É ali, também que se pretende plantar as 70 mil mudas mencionadas.
A polêmica também extrapola os ecologistas de plantão. Diz respeito também ao acesso ao parque, que hoje pode ser municipal, tem entrada franca. Se Beto Carrero ou outro empresário do ramo viesse para cá, possivelmente cobraria a entrada, mas o preço, porém, implica na melhor qualidade do serviço oferecido. Valorizado - e mesmo que pago, o parque poderia receber pelo menos um milhão de visitantes por ano. Hoje segundo a Autarquia do Meio Ambiente (AMA), o poder público municipal gasta cerca de R$ 60 mil por ano para manter todo o parque, que é visitado, de graça, por apenas 111.900 pessoas. Terceirizado, o Arthur Thomas poderia evitar despesas para os cofres públicos e, quem sabe, gerar novos recursos, dinheiro novo.
- MARCIA MARIA BOUNASSAR, diretora de Turismo da Companhia de Desenvolvimento de Londrina - Codel.
BR-377
Estarrecido! Somente este termo é capaz de qualificar o sentimento que me vi possuído após ler o relatório da Comissão Especial da Câmara Municipal de Cruz Alta (RS) Pró BR-377, o qual foi entregue, em 08.07.97, ao Secretário Estadual de Transportes José Otávio Germano. Este documento enfoca as aspirações de uma população que pretende ver retomada as obras daquela BR, ligando Santiago a Cruz Alta e transformando-se num corredor alternativo para o Mercosul, servindo não apenas à região, mas também aos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
O projeto de engenharia daquela estrada, realizado em 1978, pago com dinheiro público, foi substituído por outro, feito 19 anos após - em 1996 - novamente pago com dinheiro público. Este novo projeto alija a passagem por Cruz Alta, um caminho natural que atende os interesses de expressiva região e preenche um importante vazio rodoviário e de produção, com o consequente escoamento das safras.
Este tráfego, a persistir a idéia do Governo do Estado, será desviado a partir de Santa Tecla (Tupanciretã) para Jóia e a partir daí para a BR 285, mais do que duplicando o fluxo real de vmd/anual (veículos-média-dia/anual), transformando esta estrada, já sem capacidade de suportar o tráfego que recebe atualmente, num aglomerado de problemas, quiçá de acidentes e, infelizmente, também de mortes, pois não apresenta as mínimas condições de receber um fluxo de tal envergadura, correndo sérios riscos de vida os que por ali trafegarão.
- JAMES RICACHEREVSKY, presidente da Comissão Especial da Câmara Municipal de Cruz Alta Pró BR-377
Papel importante
Agradecemos à direção e aos profissionais desse Jornal e a todos que contribuiram para a realização da campanha O seu papel é importante, desenvolvida pelo ILECE - Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais e a Associação Ambientalista Bandeira Verde. A campanha durou 40 dias e nesse período foi possível coletar 27 toneladas de papel, o que possibilitou a compra de um computador completo para o ILECE. Mas a principal contribuição dos que participaram foi a preservação de 2.600 árvores que deixaram de ser derrubadas, o que representa a reciclagem das 27 toneladas de papel coletadas, economizando ainda energia e água. Deixamos de poluir, pelo menos um pouco, o ar e os rios.
- ELIANA SOUTO, coordenadora da Associação Ambientalista Bandeira Verde, Londrina





