O LEITOR ESCREVE
Reforma agrária
O MST, após as inúmeras denúncias de desvio de recursos públicos, cobranças de propinas e pedágios e tantos outros crimes, como roubo de gado, de implementos agrícolas e até de caminhões, aparece na imprensa para acusar o Incra de favorecer jornalista de grande jornal brasileiro.
No afã de desviar a atenção das provas contundentes apresentadas pela Comissão Parlamentar de Fiscalização e Controle do Incra, o MST tenta apresentar denúncias que não chegam nem perto dos crimes praticados por seus integrantes. Ou se deve comparar os milhões de reais do erário público desviados pelo MST, em conluio com a banda podre do mesmo Incra que hoje resolveu denunciar.
Nesta tentativa desesperada de evitar que a sociedade brasileira tenha conhecimento da realidade do que acontece na maioria dos assentamentos e invasões, o MST demonstra que não aceita ser contrariado. Que moral tem um movimento que foi beneficiado pelo desvio de recursos e é acusado de inúmeros crimes em todo o Brasil? Ao contrário do que afirmam os defensores do MST, ele não está sendo satanizado. O que está acontecendo é que a máscara de cordeiro caiu e apareceu um lobo, que pouco ou nada difere dos que eles costumam acusar de corrupção e violência.
A UDR vai continuar a sua luta na busca de uma reforma agrária municipalizada, onde os futuros assentados serão escolhidos por sua vocação agrícola e não por pertencerem ao comando de determinado movimento. A municipalização combatida pelo MST certamente iria dar um basta nesta bandalheira sem fim que virou a trajetória dos sem-terra. Vamos também continuar batalhando para que todos os crimes praticados pelos sem-terra sejam apurados e punidos de acordo com a lei.
- TARCÍSIO BARBOSA DE SOUZA, coordenador-geral da UDR/PR, Paranavaí
Ética
Na campanha do candidato Cassio Taniguchi foram feitos muitos ataques pessoais e acusações levianas a Ângelo Vanhoni, atingindo a intimidade moral do adversário, inclusive com publicações apócrifas e métodos inspirados em práticas nazistas. Não acreditamos que tenha partido do próprio candidato qualquer orientação nesse sentido, entretanto, em nenhum momento tomamos conhecimento que tenha repudiado a referida prática.
Esse procedimento abjeto não atingiu apenas o candidato Vanhoni, mas a todos nós, inclusive os que ainda não perceberam o perigo que representa assistir indiferentes a essa prática abominável de fazer acusações sórdidas em campanha política.
De nossa parte, faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para condenar fortemente esse procedimento e jamais daremos o nosso apoio aos que hoje não têm coragem de repudiar esses métodos execráveis utilizados para manipular consciências e atingir a intimidade moral do adversário.
Cassio Taniguchi não merecia vencer, independente de sua capacidade administrativa. Não pode ser considerada vitoriosa uma eleição conquistada na base do vale-tudo. Efêmera conquista. Curitiba perdeu, e muito, com a campanha política do sr. Cassio Taniguchi.
Políticos que hoje acreditam que não foram atingidos diretamente, não deveriam esquecer que no futuro poderão se transformar em vítimas dessa forma condenável de procedimento.
- JOSÉ ANTONIO DE FREITAS, advogado, Curitiba
Renovação
Para o PMDB do Paraná, não há alternativa. É mudar ou mudar. Fora dessa perspectiva, estaremos condenados a desempenhos pífios nas eleições, a exemplo do que ocorreu principalmente em Curitiba e outras grandes cidades do interior neste último pleito. De derrota em derrota, a continuarmos no andar desta carruagem, o PMDB está fadado a morrer de forma lenta e cruel.
A análise pode parecer excessivamente pessimista. Mas é absolutamente verdadeira, quando se analisa o que vem ocorrendo nas entranhas do PMDB. O partido, que já foi belo exemplo de organização partidária democrática, popular e pluralista, hoje é dominado com mão de ferro pelo senador Roberto Requião, maior liderança peemedebista do Estado, com grande densidade eleitoral, um homem de qualidades raras. Mas é sabido que o senador tem tantos defeitos quanto virtudes.
Com Requião é ele ou ele. Ele não permite o surgimento de outras lideranças. Não pondera, não reflete. Impõe, como fez na última eleição municipal, quando impôs, goela abaixo do partido, a candidatura do irmão Maurício.
Para sobreviver, o PMDB precisa mudar. Precisamos pôr fim a esse tempo de raiva e desagregação. O partido precisa ser reconstruído, precisa ser reoxigenado, precisa, enfim, de democracia. É preciso pôr fim à condução personalista que vem sendo dada ao partido por Requião.
Conversas com outros partidos, eventuais aliados para costurar uma chapa de oposição consistente e eleitoralmente viável, nem pensar. Requião, fiel ao seu estilo e sua natureza, fecha as portas e não abre sequer janelas. Todos reconhecem no senador um homem sério, mas vêem nele, em contrapartida, o político que desagrega.
E é por isso que, em maio, na eleição para o diretório regional do partido, deve prevalecer o bom senso e a renovação. A decisão vai estar em cada coração peemedebista, é chegada a hora de separarmos a estrutura orgânica do PMDB da estrutura pessoal do senador. Que o critério para a ocupação de cargos na estrutura partidária seja o do mérito e não o do compadrio, do parentesco. Vamos acabar com o despotismo no PMDB antes que o partido caminhe para o pior.
- LUIZ CLÁUDIO ROMANELLI, ex-deputado estadual, Curitiba
Aposentadoria
O fator previdenciário obriga os trabalhadores segurados do INSS a se manterem no emprego por mais alguns anos depois de contemplado o recolhimento, por eles e por seus patrões, do total de contribuições previdenciárias que a ciência atuarial e a lei reputaram suficientes para conferição do benefício da aposentadoria.
No serviço público federal, criou-se também, no governo Fernando Henrique Cardoso, um estímulo ao adiamento da inativação por parte dos funcionários que preenchem as condições para requerê-la.
E andei lendo, por esses dias, que vai de vento em popa, nas casas de tolerância do Congresso Nacional, o projeto de emenda constitucional, de iniciativa do poder Executivo, isto é, do poder absoluto, que aumenta de 70 para 75 anos a idade para aposentadoria compulsória dos funcionários.
São três demonstrações a mais de que este governo não desiste de seu vil desiderato de frustrar as esperanças dos que clamam por emprego e queimaram as pestanas preparando-se para ele.
Vimos como foi rejeitada, pelo governo, a idéia aprovada no primeiro mundo de reduzir jornada e suprimir horas extras.
Não há dúvidas de que apostam no quanto pior, melhor.
- ALCINDO NOLETO RODRIGUES, juiz aposentado, Brasília
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





