Metrópole
O artigo 25, parágrafo 3º da Constituição Federal assegura aos estados federados, a possibilidade de instituir regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, em agrupamentos de municípios contíguos, organizando e planejando funções públicas de uso comum. O estado do Paraná, de maneira louvável, instituiu em 1998, a Região Metropolitana de Londrina, a décima do Brasil e a primeira situada no interior, pois todas as anteriores são capitais. Ato contínuo, promulgou-se uma lei criando a Região Metropolitana de Maringá. Bem sabemos, ainda que passível de críticas, que a Região Metropolitana de Londrina já existia de fato, agrupando 5 municípios praticamente conurbados, cidades totalmente convergidas a um serviço comum, carentes de um pensamento mais global, tanto em transporte coletivo, aeroportuário, coleta de lixo, etc., e de maneira estranha, ainda se deixou de lado o município de Arapongas. Podemos também afirmar que na região de Maringá, algo sememelhante ocorre, ainda que em menor escala de conurbação.
Porém, depois do pioneirismo da Assembléia Legislativa Paranaense, podemos estar chegando a um papel ridículo na federação, criando regiões metropolitanas feito brinquedo, num absurdo desmantelamento do instituto. Depois de Cascavel, Ponta Grossa, depois quem sabe, Apucarana ou Guarapuava, ou até mesmo Jacarezinho?
Ora, nada contra Ponta Grossa, mas a realidade é que não se poderia falar em região metropolitana neste município. Não há uma vital dependência da mesma malha urbana e, portanto, criou-se uma ficção jurídica ridícula.
Que os deputados estaduais tomem nota da Constituição Federal, e notem que também podem criar aglomerações urbanas e microrregiões, para um melhor planejamento e captação de recursos, não fazendo do Paraná o único Estado da federação com cinco, regiões metropolitanas. Interessante será um morador de Tibagi dizer que reside na Grande Ponta Grossa.
- CARLOS RENATO CUNHA, estudante, Londrina
Salário mínimo
Cansa essa conversa de salário mínimo. Economistas e políticos discutindo merrecas de aumento: de R$ 150 para R$ 180. Mesmo que fosse aumentado para R$ 1.800,00, seria pouco para que se tenha vida digna. E o que ainda é pior, o aumento discutido não é para agora. O aumento se dará nos próximos três ou seis meses.
Chega de bobagens. As soluções a serem tomadas devem proporcionar ao pai de família, condições para manter a família como mantêm os norte-americanos. O padrão de vida deles é ótimo. Aqui no Brasil, por sermos mal admministrados, vivemos com baixíssimos salários. Falta uma verdadeira política salarial.
É evidente que o modelo econômico está fora da realidade. Salários devem ser pagos por hora e semanal. Pagamento no final de mês é exploração e prejudicial à circulação da economia. Compete aos economistas deste País, criar alternativas eficazes e inteligentes. A equipe econômica governamental está acomodada, falta criatividade. Falta competência aos nossos economistas para solucionar de vez a mísera renda do trabalhador brasileiro.
Desde que o Brasil foi ‘‘descoberto’’, estão sendo sugadas as nossas matérias primas. Passou da hora de darmos um basta radical. Devemos cancelar acordos internacionais que nos prejudicam. Demos explorar somente produtos acabados. O mundo pode espernear, que fome jamais passaremos. Temos natureza privilegiada, falta apenas criatividade e competência administrativa.
- FRATERNO MARIA NUNES, aposentado, Campo Mourão
Mitos e metáforas
As nossas afirmações acerca da inutilidade para os empresários de métodos mágicos despertaram, como era de se esperar, apaixonadas opiniões. Revisando: argumentamos que a astrologia para selecionar pessoal, o feng shui para a arquitetura, a numerologia para escolher nomes, o tarot para definir estratégias, não passam de artifícios primitivos com a finalidade de disfarçar a incompetência decisória dos que os contratam.
Desprezando as diatribes dos que são apenas seguidores, e dos interessados em vender estas ficções, resta uma abordagem, que pela sua profundidade, vale a pena considerar: os mitos têm uma evidente utilidade na cultura humana e mais que realidades representam metáforas. Em cada caso o modelo representado serve para inspirar os homens e ajudá-los a se compreenderem. Negar a utilidade destes espelhos nos quais os homens se enxergam é ter uma visão estreita que ignoraria o papel das religiões.
Dentro desta abordagem, muito bem explorada por Carl Yung e Joseph Campbell, o significado da astrologia, por exemplo, não seria o de representar uma realidade objetiva, mas sim uma metáfora, uma representação no terreno subconsciente que ajudaria os homens a olhar para seus íntimos sem medo.
Magnífica a análise realizada por Campbell em sua tetralogia ‘‘As máscaras de Deus’’ sobre estas metáforas, que ressurgentes em todas as culturas, mostram arquétipos que falam a todos os homens. O inconcebível é que os dirigentes que compram serviços deste tipo sequer compreendam que estão a confundir metáforas com realidades. Ora os mitos não são verdades ou mentiras, são instrumentos para a introvisão, são representações.
Análises numéricas e pesquisas sobre o comportamento funcional são uma carência mundial. É preciso que as empresas iluminem suas decisões com a razão e não que mergulhem na incerteza dos métodos da idade das trevas, senão em breve estaremos escolhendo gente pela cor dos olhos em vez de pelo conteúdo de seus cérebros.
- PETRUCIO CHALEGRE, Londrina
Educação
Os moradores das imediações do Jardim Piza, região sul de Londrina, tiveram a satisfação de visitar a ‘‘IX Expotil’’, dia 31 de outubro, uma exposição anual de trabalhos realizados por pequeninos alunos de 1ª a 4ª séries do ensino fundamental da Escola Municipal Professor Dr. Carlos da Costa Branco, sob orientação de professores e coordenadores, juntamente com a direção da escola.
Ficamos maravilhados de perceber que, se os profissionais da educação quiserem, podem fazer bem e com resultados concretos, a missão de ensinar, embora não tendo recursos tecnológicos. As crianças, nas mais diversas áreas, explicavam claramente ou balbuciavam noções preliminares para a sobrevivência humana.
Diante dessa realidade do ‘‘basta querer para fazer’’, reflitamos e percebamos a importância das autoridades educacionais em priorizar a base do ensino que compreende-se de 1ª a 4ª séries, quando as crianças estão engatinhando nas primeiras letras e números e para que se tenha uma educação planejada e de qualidade, necessário se torna, investimentos consistentes para os mestres dando-lhes amplo preparo e reciclagem, pois eles são responsáveis pela base educacional que deve ser firme, onde será edificado o saber concreto.
Sem sombras de dúvida, ensinando com carinho, esses pequeninos poderão tornar-se cidadãos conscientes e poderão ter uma sociedade mais justa.
Parabéns, profissionais que pensam e fazem uma educação voltada ao bem dos nosso filhos.
- OSVALDO CARDOSO RIBEIRO, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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