O LEITOR ESCREVE
Eleições (1)
Os livros que nos são oferecidos nas escolas nos deixam bem claro que a terra pertence aos índios, que não precisam brigar por ela, como muitos estão fazendo. Os índios merecem além de respeito, atenção especial. Fazem parte de nossa história e pelo jeito, sua cultura nos interessa quando nos é conveniente. Talvez não possam viver em civilização, mas talvez nem eles queiram, porque respeitam suas tradições.
Nesta eleição vivemos momentos de grande responsabilidade, onde estes requisitos e sensibilidade a estes índios não existem e infelizmente, nem na boca de nossos candidatos. Se existem direitos que os favorecem, com certeza estão só no papel. Por quê? Enquanto isso a cidade, em meio a tantas promessas, vai ficar maravilhosa, quer dizer, quase, porque ainda vamos conviver com os índios nas ruas, cada vez mais civilizados para roubar, matar e morrer.
- LEONICE BUENO DE LIMA, estudante, Londrina
Eleições (2)
Na última quinta-feira, dia 26, foi publicada nesta seção, a carta de Márcia Caroline Amaro, na qual ela declara sua reprovação a sacerdotes e religiosos que se manifestaram a favor de candidatos na atual campanha eleitoral, sem deixar de emitir julgamento. Parece até que a digníssima estudante quer dar uma lição aos padres sobre qual é a sua missão, e pelo visto não entende nada de padres, nem de Bíblia, religião ou política. A única coisa acertada que escreveu foi que, em outras palavras, a Arquidiocese de Londrina não se manifestou por partido algum.
É por causa de posturas hipócritas, latentes no mito da neutralidade política, sob máscaras de consciência e zelo, que o nosso País, sobretudo nossa cidade, está num mar de lama. Gente que vê o demônio em tudo prefere muito mais a política de avestruz do que uma atitude realmente firme, profética e corajosa. Não seria o que Karl Marx disse sobre religião ser o ópio do povo? Jesus Cristo foi morto na cruz justamente porque contrariou interesses, inclusive políticos (no caso dos saduceus, de César etc.). Um Jesus light teria vivido bem mais do que 33 anos e os seus apóstolos não teriam morrido mártires.
A missivista acusa tais padres de inescrupulosos por causa do seu posicionamento político em público, por terem falado em nome deles mesmos, qualificando suas atitudes de tremenda indução partidária. Vale ressaltar que nenhum candidato foi apresentado como sendo da Igreja e nem em nome da Igreja. É uma pena que ela não se manifeste com a mesma radicalidade contra candidatos que compram a consciência alheia com cestas básicas e abusam do poder econômico. É uma pena que Márcia, tão preocupada para que a Igreja não se desvirtue, nunca tenha se manifestado contra o atentado à moral e à ética que vilipendiou Londrina. Seria uma complacência maior com os corruptos do poder público?
Certos posicionamentos ingenuamente apolíticos, muito mais do que o bem de uma instituição, só servem para beneficiar os velhos vampiros do poder público, os quais muitas vezes estão ocultos sob a pseudo-aparência do novo.
- ROMÃO ANTONIO MARTINS, Londrina
Aumento do mínimo
O mutuário do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) deve preocupar-se, e muito, agora que estamos às voltas da discussão do próximo reajuste do salário mínimo. Quando o mutuário não tem classe trabalhadora definida, os reajustes do financiamento da casa própria são atrelados ao reajuste do salário mínimo. Quem estaria incluso nestas condições? Todos os profissionais liberais, empresários, produtores rurais e outros sem vínculo empregatício.
Somente para citar um exemplo: pós-Plano Real, para o mutuário sem classe trabalhadora definida, os reajustes foram realizados pelo salário mínimo, ou seja, em 1º de setembro de 1994 o salário mínimo era de R$ 70,00 e hoje R$ é 151,00. A prestação elevou-se 115,71% e as classes que não sofreram reajustes, como os funcionários públicos, as prestações não subiram.
Daí a nossa preocupação: um trabalhador autônomo terá um reajuste na prestação de acordo com o reajuste do salário mínimo, em torno de 20% a 30% segundo falam. A prestação subirá da mesma forma, porém, a mão-de-obra por este profissional prestada, não sobe na mesma proporção. O aumento do mínimo deve ser visto de todas as formas.
É importante para o mutuário que quando ocorrer qualquer mudança ou alteração na sua classe trabalhadora, que esta mudança seja informada ao agente financeiro para que se possa alterar o procedimento de reajuste do compromisso a ser saldado.
- PAULO AFONSO RODRIGUES, contabilista, Londrina
Semana jurídica
Nesta semana acontece em Londrina a XL Semana Jurídica. É um evento que atrai pessoas do meio jurídico como advogados e estudantes de Direito através de palestras e principalmente carga horária. Essas palestras nos trazem uma atualização na área e primordialmente, um estímulo na busca do conhecimento ao ver grandes nomes da literatura jurídica ao nosso lado.
Porém questiono sobre a validade dessas palestras isoladamente. Gostaria de saber se o conhecimento de normas é o suficiente para alguém, que tenha vergonha, dizer que faz ou fez direito? Normas são fatos.
Para a felicidade minha e de muitos outros, houve algo de excelente nessa Semana Jurídica. A Orquestra Sinfônica da UEL fez uma apresentação na abertura do evento. Divina. Sem dúvida ela é um orgulho para nossa cidade e nosso Estado. Se a Semana Jurídica ali se encerrasse teria nota 8. Para alcançar a nota 9 eu acrescentaria na Semana Jurídica os filmes Tempo de matar, que passou terça a noite em uma emissora, e Sombras da Lei. Nada mais seria necessário para estimular alguém que tenha sede de justiça, dignidade, direito etc. Para a nota 10, os estudantes precisariam de mais cultura, filosofia, essência. Precisariam de uma alma mais em consonância com o que o curso de Direito pode nos premiar.
- JOSSAN BATISTUTE, estudante, Londrina
Saúde
A investigação e as publicações científicas são indicadores de excelência hospitalar, uma vez que o conhecimento está se duplicando de cinco em cinco anos, ou em até menos tempo. Na ciência da saúde, essencial é interiorizar na mente, no coração e nas ações práticas, tudo aquilo que é criado, estudado e descoberto, por representar oportunidades a mais de recuperar e salvar vidas.
Com os nossos pesquisadores vejo estar se consolidando uma cultura verdadeiramente cristã, ética e moderna, inclusive por meio da democratização, transferência e aplicação imediata dos avanços das ciências na prática médica cotidiana.
É hora, portanto, de agradecer publicamente aos dirigentes e membros do Centro de Estudos do Hospital Nossa Senhora das Graças (de Curitiba), de modo particular ao presidente do Centro, Dr. Lauro Araki e a todos aqueles que, por meio de esforços intelectuais e trabalho, alargam as fronteiras da pesquisa e da ciência, lembrando que no coração sempre devem estar presentes os sentimentos e os serviços de promoção da verdade, do progresso, da esperança, da vida integral e da paz.
- IRMÃ LOURDES MARGARIDA THOMÉ, superintendente de hospital, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





