Eleições
Parece que a conscientização está aflorando nos jardins de um novo viver. Domingo vamos às urnas para eleger o novo prefeito. Um dos candidatos estará dirigindo os destinos de Londrina durante quatro anos. Os cidadãos têm que votar consciente, questionar as propostas de cada um em suas praticidades. Filosoficamente ‘‘o óbvio não é tão óbvio’’, as aparências podem enganar.
O candidato escolhido tem que ter uma política voltada à saúde, educação, às atividades produtivas e, principalmente, à proteção. Tudo isso dentro da capacidade, praxes e regras de conduta. O novo prefeito não pode ficar omisso diante do errado, mas viver se espelhando em leis de transformação e desenvolvimento da vida social e que tenha o bom senso de interpretá-las à luz da razão.
O povo está descrente da Justiça e dos políticos, as CPIs acabam em nada, quando se procura cumprir as leis, as forças maiores se propõem. A impunidade provoca a desonestidade e o crime, demonstrando a inexistência da lei.
Legislativo, Executivo e Judiciário devem entrelaçar-se harmonicamente e mostrar a verdade e realizar o cumprimento do dever, respeitando a constituição. A moralização tem que continuar. É sabido que o maior pecador do mundo é quem usa a miséria do povo para viver bem.
Futuro prefeito, saiba montar sua equipe de trabalho, buscando na comunidade pessoas íntegras e capazes, não vezeiras de política, porém especificamente com conhecimentos nas áreas administrativas.
Se o novo prefeito quiser, seja este ou aquele, arruma o caixa da prefeitura, trabalha honestamente, varre a corrupção e busca o Judiciário para que os culpados devolvam os milhões desviados que podem alavancar o maior progresso que Londrina já teve.
Se a conscientização ocorrer, o cidadão usando a reflexão filosófica, abrindo os olhos, analisando o passado e o presente do candidato, usará bem o voto e poderá se apossar da frase de um dos maiores pensadores, Anaxagoras: ‘‘Até que enfim surgiu a mente e pôs ordem nas coisas.’’
- OSVALDO CARDOSO RIBEIRO, professor, Londrina
Vigilância eletrônica
O gênio George Orwell, ao escrever o livro ‘‘1984’’, mostrou uma sociedade imaginária, em que o cidadão era vigiado diuturnamente. Nada escapava as câmeras. As pessoas viviam deprimidas e com medo da autoridade do Estado. Causa ao leitores do livro um certo temor ao imaginar a possibilidade das narrativas do autor tornarem-se realidade.
Atualmente já é comum câmeras de vídeo em prédios residenciais, estabelecimentos comerciais e como se ainda não estivesse garantida a ‘‘segurança’’, as autoridades acharam que seria moderno, passar da ficção à realidade, também a vigilância em vias públicas.
Na famosa Rua das Flores, agora ‘‘Rua das Câmeras’’, os transeuntes são vigiados por câmeras de sofisticada tecnologia. Acabou-se a liberdade. Não devemos permitir que a moda pegue, nossa privacidade deve ser preservada. A sociedade em sua grande maioria é composta de pessoas de bem. Ser observado como possível marginal é deprimente.
Em realidade não há tanta violência como propaga a mídia sensacionalista, que explora a fraqueza e a ignorância das pessoas. Se de fato essas medidas de segurança fossem necessárias, estaríamos vivendo o mundo imaginário do autor do livro ‘‘1984’’. Seria o caos social.
Marginais devem ser combatidos com o rigor da lei, por autoridade competente, bem treinada, bem equipada em armamento e, em quantidade suficiente. No dia-a-dia bandidos são caçados, são presos ou encaminhados para o cemitério. Poucos chegam à velhice. Repetimos: essa conversa de falta de segurança, falta de assistência social e desemprego é conversa de políticos e fruto do sensacionalismo explorado pela mídia. Por isso, cria-se uma sociedade de homens medrosos, inseguros. Claro que a sociedade gera bandidos. Mas não estamos no inferno de Dante, felizmente.
- FRATERNO MARIA NUNES, aposentado, Campo Mourão
Reforma agrária (1)
Parabéns José Maschio pelo artigo publicado na Folha no dia 25, ‘‘A satanização do MST na mídia’’. É tão raro lermos verdades a respeito do MST. Parece que a grande maioria dos jornalistas prefere ficar sempre do lado do poder. Com certeza esperam que sobre um pouquinho de poder para eles também. Ficar do lado do trabalhador, que falta de gosto, que coisa mais de pobre!
Sim, porque qualquer pessoa que conheça um assentamento do MST, verá ali trabalhadores, agricultores trabalhando, pais e mães lutando para dar uma vida digna para seus filhos, com alimentação, moradia e educação. Sim, educação da melhor qualidade, pois não estão preocupados apenas com a escolaridade, com o conhecimento, mas ensinando suas crianças a serem cidadãos. Com direitos e deveres, não individuais, mas coletivos. Ideais, como seres humanos, dentro da filosofia de Paulo Freire, educação para a prática de liberdade. E qual é a única maneira de mudar o rumo que nossas crianças e adolescentes tomando com drogas e violência? Acredito que esta deve ser a maior preocupação de nossos governantes, com relação ao MST: a educação que dão não só às crianças, mas a todos que ali estão, o direito à cidadania.
Não sou ingênua em pensar que todos os integrantes do MST são cidadãos em busca de terras para plantar. Há oportunistas, como em todos os movimentos. Mas acreditar que todos são oportunistas, isso também já é burrice, ou comodismo para nós brasileiros, que nos acostumamos a ficar sempre do lado do mais forte. O poder tem tantos aliados: na ditadura militar, o Exército; hoje, a polícia. Realmente é bem mais cômodo.
- APARECIDA MARIA DE OLIVEIRA, estudante, Londrina
Reforma agrária (2)
A imprensa livre e isenta oferece condições de avaliarmos bem o que vai à nossa volta. Vejo, com satisfação, que a Folha não é alienada como boa parte, principalmente da grande imprensa. O artigo publicado na edição do dia 25, assinado pelo jornalista José Maschio, é uma prova disso. A socióloga e o promotor público a que ele se refere no seu comentário têm um pavor mórbido de terem que conviver com uma democracia socialista, não comunista, que jamais poderá ser defendida.
Ao satanizar o MST se esquecem que a maior reforma agrária jamais feita foi a norte-americana. A Guerra da Secessão nada mais foi do que uma reforma agrária. Lá, para acabar com os latifúndios e o trabalho escravo, derramou-se muito sangue. Aliás, é essa a história da maioria das reformas agrárias do mundo. como afirma Maschio, a pressão as vezes é necessária para equilibrar a sociedade. Isso deveria ser feito pelas leis, mas estas são elaboradas pelos poderosos.
Tem razão o jornalista quando diz que a análise dos movimentos sociais, entre eles o MST, são bem-aceitas no mundo. Só este ano estive por 46 dias na Europa e as notícias que lá saem sobre o Brasil nunca são agressivas contra esses movimentos. É só conferir ligando os canais de televisão de lá.
- EDGAR BAER, Londrina
CORREÇÃO
O leilão de imóveis de contribuintes inadimplentes promovido ontem pela Prefeitura de Londrina tinha objetivo de resgatar uma dívida do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) e não do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), como informou a Folha Cidades na edição de ontem.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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