Violência (1)
O fato de um certo apresentador ter mostrado em seu programa de televisão as cenas horrendas de uma sessão de tortura contra uma criança, não chega a ser condenável. Condenável é o fato de nosso sistema judiciário ser mundialmente notório pela inércia em casos como este. Sabemos que, estatisticamente, o País possui números gigentescos de uma variedade de criminosos foragidos ou impunes, enquanto o sistema carcerário se encontra em estado precário.
Censuremos pois, os idealizadores que incrementam há séculos o modelo político norte-americano em nossos meios, por não importarem também o modelo de pena capital para os crimes hediondos. Se ver bandidos como esse tal Borelli mortos possa ser um refrigério para cidadãos de bem e suas famílias, por que não o seria para a maioria de nossos legisladores?
Por favor, julguem esse monstro. Condenem-o e o retirem da sociedade antes que se instale um caos generalizado nas ruas, provocado pela revolta e indignação que nos acomete ao assistir tais acontecimentos.
- ANDRÉ SANTOS DE BRITO, empresário, Figueira
Violência (2)
É inacreditável, inenarrável e, finalmente, inadmissível a cena que vimos na noite do dia 23, na TV e lemos na Folha. Isso traz a discussão um problema extremamente devastador de nossa sociedade: a violência infantil. Até quando vamos suportar estas barbaridades com nossas crianças?
É lamentável que certas pessoas estejam na função de serem educadores, ou seja, pai e mãe, mas não possuem um mínimo de capacidade para tal. Será que estas pessoas nunca foram crianças? Será que não possuem um mínimo de consciência que seus atos benéficos ou maléficos irão influenciar o resto da vida de seus filhos? Será possível tal ignorância?
Só tentando achar respostas para tais perguntas é que talvez eu possa entender tanta violência. O sentimento de revolta que tenho me faz ter uma esperança: só acreditando na bondade do Senhor e na Justiça Divina para não fazer justiça com as próprias mãos.
- ANA PAULA DA SILVA, Londrina
Padre Manoel
Confesso não ser seu fã número 1, confesso também não ter digerido totalmente o estilo Manoel Joaquim, porém também confesso cada dia admirar mais a inteligência e a coragem deste jovem sacerdote da nossa Igreja Católica em Londrina. Em seu artigo publicado na Folha no dia 24, ‘‘E assim se foi o Banestado’’, o padre Manoel nos fez novamente sentirmos a necessidade e a importância da nossa participação efetiva nos acontecimentos da sociedade e na obrigação que temos de colocar em prática o exercício de nossa cidadania.
A todo momento nós cidadãos estamos sendo expostos e submetidos as ‘‘galopantes atrocidades’’ cometidas por uma parte dos homens públicos que dizem representarem o povo e não mantemos fortes as expressões e manifestações de indignação e repúdio a tais acontecimentos.
O movimento contra a doação do terreno ao TRE liderado pela Sra. Clarice Tavares, as manifestações do padre Manoel Joaquim e tantas outras representam que a nossa consciência está mudando, significa que aos poucos, porém ainda com muito suor e lágrimas (para não dizer sangue) as verdadeiras lideranças das comunidades estão aparecendo e a esperança do tal ‘‘futuro melhor’’ se reaviva e se torna mais palpável para nós e nossos filhos.
- ADALBERTO BACCARIN, dentista, Londrina
Eleições (1)
Gostaria de tecer algumas considerações sobre o comportamento de alguns sacerdotes, religiosos da nossa Igreja Católica de Londrina no tocante à militância política. O Mestre jamais visou à dominação civil sobre o povo e jamais instruiu seus discípulos a tal atividade.
Assim, é triste observar o quanto a defesa explícita de um determinado candidato e de um determinado partido feita por alguns sacerdotes e religiosos nas campanhas municipais deste ano através do rádio e TV, afastam-se enormemente dos ensinamentos deixados por Deus na Bíblia. Deve-se ter o discernimento de que a grande missão transmitida por Cristo há 2 mil anos, é que a sua Igreja deveria educar para a política diária, ensinar a enxergar e a escolher o melhor candidato e não a escolher pelas pessoas, num ato de tremenda indução partidária.
É muito lamentável ver na prática, em algumas paróquias, padres que parecem mais estar trocando a Bíblia e os ensinamentos do seminários pelo seguimento da cartilha do partido A ou B, talvez numa tentativa de já estar preparando suas futuras candidaturas políticas, o que resulta em atitudes de extrema exclusão.
Ao mesmo tempo, é de fundamental importância esclarecer que estas atitudes não refletem em hipótese alguma o posicionamento da Arquidiocese, mas somente o destes sacerdotes e religiosos que, inescrupulosamente, adotaram-no.
Católicos e cristãos em geral: tenhamos mais sensibilidade, consciência e zelo pelo nossa Igreja, procurando uma fé questionadora de forma positiva, que saiba em quê e por que acredita. Não nos deixemos levar por nomes ou discursos, sejam de quem for e busquemos aplicar tudo isso em nossas escolhas nas eleições.
- MARCIA CAROLINE AMARO, estudante, Londrina
Eleições (2)
A Embrapa Soja vem a público informar que a instituição não fez nenhum contato oficial buscando firmar acordo com os candidatos à Prefeitura de Londrina para fornecimento de leite de soja, produzido pela vaca mecânica da instituição.
A soja é um dos alimentos que podem contribuir para diminuir os índices de desnutrição da população, principalmente entre as crianças.
A Embrapa Soja reafirma que, entre outros objetivos, tem o compromisso com a sociedade de viabilizar soluções tecnológicas que contribuam para a melhoria da nutrição da população, para isso, a Embrapa Soja mantém – e sempre estará aberta – a novas parcerias que contribuam para concretizar esse objetivo.
- VÂNIA BEATRIZ CASTIGLIONI, chefe em exercício da Embrapa Soja, Londrina
Correção - Foto publicada na página 2 da Folha Economia, na edição de ontem, mostra o ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, e não o presidente da Anatel, Renato Guerreiro, como informa a legenda.
- Desfile da Zoomp no III Crystal Fashion foi na segunda-feira e não ontem como informou a capa da Folha do Paraná de quarta-feira.
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