O LEITOR ESCREVE
Eleições
Ás vésperas da eleição municipal, na qual o cidadão tem a tarefa de escolher quem será o futuro prefeito, postulantes ao cargo apresentam solução para qualquer problema. Exceção à parte, o que se vê no horário eleitoral da TV e nas propagandas divulgadas pela cidade é uma Curitiba sem problemas. Desde habitação, saúde, segurança e educação, tudo será resolvido.
Muito embora a nova Lei de Responsabilidade Fiscal imponha limite aos gastos, inclusive exigindo contrapartida em caso de novos investimentos e considerando que o orçamento municipal para o próximo ano já está aprovado e que poucas modificações serão possíveis, em seus discursos os candidatos não medem consequências e praticamente estão formando outra cidade, com a construção de habitações populares, creches, postos de saúde, módulos policiais, além de incrementos para a área social, através de auxílio financeiro.
Como tudo isso será possível? Em pleno fim de milênio, os conceitos de administração mudaram muito ou será que já é possível administrar uma cidade com varinha de condão e transformar tudo da noite para o dia? Ora, em época de eleição tudo é permitido. Passado este período, se esquece tudo e fica o dito pelo não dito.
Além da Lei de Responsabilidade Fiscal, precisamos urgentemente de uma outra. Da lei de responsabilidade de plano de governo. Ou seja, o candidato que prometeu e não cumpriu deve ser penalizado e conforme o tamanho da mentira, ter seus direitos políticos suspensos. Somente assim, teremos uma campanha em bases concretas, dentro de uma realidade político/administrativa/financeira. Assim sendo, o candidato antes de apresentar soluções mágicas para tudo, pensará duas vezes nas consequências e principalmente, saberá se é possível ou não cumprir o prometido dentro do seu mandato. Só dessa forma, a cidade dos sonhos não será a cidade dos pesadelos e da decepção.
- MAURO IGNÁCIO, administrador de empresas, Curitiba.
Banestado (1)
O secretário da Fazenda Giovani Gionédis, em artigo intitulado A Opção Paranaense, publicado na Folha no dia 22, tenta explicar ao povo paranaense a privatização do Banestado. Entre os argumentos utilizados por ele para justificar a iniciativa do governo, está a aplicação de R$ 12 bilhões em infra-estrutura, inclusive executando obras nas rodovias do Estado que a seu ver, são visíveis a todos os viajantes e motoristas. Acredito que o secretário deva estar falando de outro Estado. A Folha mesmo tem publicado reportagens noticiando protestos de moradores de várias regiões do Paraná, contra o mau estado de conservação das estradas, mormente da Região Noroeste.
Aqui no Norte Pioneiro a situação é idêntica. Exemplo disso é o trecho Ribeirão do Pinhal-Nova Fátima, que está em estado lamentável. Operações tapa-buracos realizadas esporadicamente não resolvem em definitivo o problema. A sinalização tanto horizontal quanto vertical inexiste. Quando existente, está encoberta pelo mato. As canaletas laterais estão aterradas e tomadas pela vegetação. As obras visíveis aqui no Norte do Estado são aquelas realizadas nas rodovias pedagiadas, pelas concessionárias. Assim mesmo, são obras superficiais de limpeza e sinalização horizontal/vertical. As obras de vulto, previstas no contrato (tais como contornos, passarelas, trevos de acesso, duplicação etc), quando ocorrem são realizadas a passo de tartaruga, atrapalhando e irritando o usuário que ainda por cima é obrigado a pagar uma das taxas de pedágio mais altas do País.
O artigo do secretário só vem corroborar a tese daqueles que afirmam que o governo Lerner é um governo virtual, ou seja, a realidade é muito diferente da propaganda oficial. Quanto ao povo, além de pagar impostos, deve aprender julgar os governos e dar sua resposta nas urnas.
- JOSÉ EDMUNDO MOURA, bancário aposentado, Ribeirão do Pinhal.
Banestado (2)
A nossa história de vida se confunde com a de nosso Banestado, a agência é muitas vezes confundida com as nossas casas, os colegas funcionários com as nossas famílias, o nosso nome muitas vezes é trocado pelos nossos clientes por simplesmente Ô Banestado. Enfim, a vida do banestadense era a vida do próprio banco, pois quando não estávamos dentro dele, ele é o que se fazia presente dentro de nós.
As aves de rapina encasteladas no governo estadual, ávidos por poder e dinheiro, furtaram a nossa segurança e paz, roubaram o nosso tesouro, enfim destruíram a nossa casa. Somos confundidos injustamente com aqueles que nos pilharam. Felizmente, sabemos que o que foi vendido é tão-somente o fruto de nosso trabalho, zelo e dedicação ao longo de toda a nossa vida na empresa e nos conforta o apoio e a solidariedade que temos recebido diariamente do povo do Paraná.
É desconcertante quando a história nos pega subitamente como um vendaval destruindo a nossa casa. Porém, mesmo assim, nos dispomos a lutar e seguir adiante. Há vida após o Banestado. Não deixemos que a tristeza nos impeça de prová-la.
- LAERSON VIDAL MARTINS, funcionário do Banestado, Cascavel
Ajuda internacional
Um assunto em evidência é o auxílio norte-americano à Colômbia sobre o pretexto de combater as guerrilhas e o narcotráfico naquele país. O Brasil que se cuide. Atrás dessa pseudo-ajuda, está algo mais que implica no futuro das nações.
No dia 18, a Folha publicou a nota: O jornal Estadão publicou em suscintas e econômicas linhas a informação: os livros de geografia em que os alunos americanos estudam mostra o mapa do Brasil amputado. O Amazonas e o Pantanal, definidas como áreas internacionais, não brasileiras. O interesse de manipulação da opinião pública é clara e óbvia. E as autoridades brasileiras ficou contando estrelas....
O Amazonas e o Pantanal representam mais ou menos 60% do nosso território. A nossa divisa com a Colômbia é de 1.600 km. Talvez a ajuda seja no sentido de que os revolucionários da Colômbia sejam empurrados para nosso território, começando a invasão no território internacional, na opinião errada dos americanos, ou mal intencionada.
A esperança é que apesar de maus brasileiros, corruptos e vendilhões, sobrarão bons brasileiros que defenderão nossa Pátria e nossa soberania. Um exemplo é Vietnã, sua brava resistência a esta imposição demolida com retumbante vitória, provando que não existe país imbatível.
Nós brasileiros que tanto somos prejudicados com a política selvagem do capitalismo e de maus brasileiros, haveremos de honrar nossa pátria, evitando a continuação de mais uma colônia perante o primeiro mundo.
- BENEDITO SILVA GIGLIO, Sertanópolis
Correção
- A foto publicada na Folha 2 de domingo como sendo do espetáculo Sonho de Curumim é do espetáculo Eme no Ventilador.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





