Homens públicos
Na 1ª página da Folha da última quarta, na foto do secretário da Fazenda do Paraná está estampada sua felicidade com a arrematação do Banestado. Aliás, diga-se de passagem, todos do staff lernerista estão satisfeitos, já que mais de R$ 4 bi da dívida serão pagos pelo povo paranaense. Que culpa teve o povo paranaense para ser responsabilizado pelo pagamento dos prejuízos que os amigos diletos de Lerner causaram ao Banestado? Onde estava esse gerente do bem público, político profissional, quando seus apadrinhados fizeram os repasses para os Jogos da Natureza, sob o comando de Greca, e sobre os empréstimos feitos pela Banestado Leasing?
Graças ao eleitor esclarecido, a era lernerista está no seu fim em todo o Estado do Paraná. Aqui em nosso Estado tudo é possível. Em Londrina, homens públicos, desviaram para si fortunas da prefeitura municipal e até o momento não se sabe quem vai devolver esse dinheiro. Em Maringá aconteceu o mesmo: homens públicos também meteram a mão no dinheiro da prefeitura e não se sabe quem cobrirá o prejuízo. E no Estado do Paraná, quem vai repor os valores desviados? Nunca os secretários de Estado viajaram tanto para o exterior com nas gestões de Lerner. Estão deitando e rolando no dinheiro público e por conta dos comprovantes de gastos com propagandas do governo. De uma forma ou de outra estão acabando com o Estado.
Não conseguimos entender porque nunca fizeram uma auditoria para apurar as responsabilidades desses maus governantes. No Estado um joga a culpa no outro, mas ninguém se dispôs de apurar suas responsabilidades nos gastos com o dinheiro público. No governo federal aconteceu o mesmo no governo Sarney, Collor e agora com FHC, e de pouco em pouco o Brasil está sendo destruído.
O povo sustenta, com suor e sangue, o Poder Judiciário e os tais de tribunais de Contas. Portanto, quer um resultado mais efetivo. Todo governo nomeia ministros do STJ para ter esse poder em suas mãos? É preciso acabar com esses abusos e se os poderes da União não tomarem providências urgentes o próprio povo as tomará com o uso do voto. Prova disso está nos resultados das eleições do Paraná, onde em Curitiba, Londrina, Maringá e Ponta Grossa, o poder do governo chegou ao fim. O Brasil Colônia e as Capitanias Hereditárias estão com seus dias contados. Só assim poderemos ter alguma esperança de futuro.
- JOSÉ CARLOS SIMIONI, advogado, Ribeirão Claro
Banestado
Mais uma vez pagamos a conta. Há pouco tempo, o governo estadual efetuou empréstimos junto ao Tesouro Nacional na ordem de R$ 5 bilhões para salvar o Banco do Estado e sanear o rombo causado pela má administração. Com a venda do banco por R$ 1.625 bi ao Itaú, valor este a ser repassado ao Tesouro Nacional como pagamento parcial do empréstimo, recuperamos assim aproximadamente 32,5% deste déficit, sobrando para nós paranaense a conta a pagar de aproximadamente R$ 3.375 bi mais juros de 6% ao ano, valor este que deixará de ser investido em saúde, educação, segurança habitação e transportes, agravando ainda mais os problemas sociais já existentes, e com certeza gerando mais desemprego.
É justo pagarmos esta conta? Onde estão nossos direitos como cidadãos, que pagamos nossos impostos em dia? Por que a conta sobra sempre para nós? A resposta todos já sabemos é sempre a mesma: ‘‘Infelizmente teremos que pagar, não há outra alternativa’’. Este é o Brasil, ou melhor, este é o Paraná, Estado promissor na industrialização, geração de empregos e na produtividade agrícola, mas que precisa de empreendedores com visão estratégica para assim administrar este Estado como realmente precisa e merece, com responsabilidade e programas sociais eficientes.
- PEDRO BATISTA MARTINAZO, estudante, Cascavel
Pedágio (1)
A Folha, na edição do último dia 17, publicou na coluna ‘‘Giro pelo Paranᒒ, uma notícia a respeito da duplicação de um trecho da BR-369, ligando a saída do contorno norte de Ibiporã, até a ponte do Rio Tibagi. Na verdade, trata-se de um trecho de apenas 3 quilômetros que por enquanto, não vai ligar nada a coisa nenhuma, pois os usuários terão que continuar a utilizar a pista atual para ir de Londrina até Jataizinho. A utilidade do trecho duplicado, assume importância a partir do momento que a concessionária Econorte realmente se dispuser a tocar toda a obra do contorno e não apenas esses 3 km.
Na referida nota da duplicação, a própria Folha informa que as obras do contorno prosseguem lentamente. Enquanto a concessionária Viapar está duplicando em ritmo acelerado um trecho de 22 km entre Maringá e Paranavaí, além de mais outro trecho entre Maringá e Floresta e ainda construindo vários viadutos, a Econorte, que é uma das que mais arrecadam, limita-se apenas às obras de conservação e pequenos reparos.
O movimento de veículos na região de Londrina é um dos mais intensos do Estado. O valor cobrado pelo pedágio é absurdo. Quando as taxas foram aumentadas em mais de 110%, a justificativa seria que teríamos grandes obras em nossa região. Os usuários ficariam um pouco mais conformados se realmente a Econorte já estivesse implementando as obras em todo o trecho do contorno de Ibiporã, desde o Ceasa em Londrina, até a saída do contorno, perto de Jataizinho.
- RICARDO BORGES, empresário, Londrina
Pedágio (2)
Dia desses, assistimos a reportagem na televisão versando sobre os custos do pedágio no Brasil, quando comparados ao dos Estados Unidos. Ficou demonstrado que no Brasil, o custo é bem mais alto e isso sentimos todos nós que constantemente utilizamos nossas estradas. O sistema de que fazemos parte tem um constante vai-e-vem de caminhões e outros veículos, especialmente entre Londrina e São Paulo. O gasto é grande, mas o que impressiona é que, a primeira vista, a arrecadação das concessionárias não vai para a manutenção das estradas e muito menos para construções nas rodovias como pontes, viadutos, passarelas etc. Quase tudo está como foi entregue de mão beijada pelo governo, ou seja, receberam as estradas, maquiaram-nas com limpeza, pintura de faixas, plantação de gramas, mas duplicação, terceira faixa, melhoria real, nada.
E no nosso Estado? Vim de Curitiba semana passada e paguei R$ 15,60. Foram cinco pedágios em 398 quilômetros: um a cada 80 quilômetros. Duplicação que se diz iniciada na Serra do Cadeado, só um pedacinho. A placa anunciando a duplicação, essa sim é grande. E se o governador conseguisse as principais prefeituras? Seria força para cobrar mais.
Nos Estados Unidos e na Europa, as rodovias pedagiadas são duplicadas, ótimas e sempre há estradas alternativas.
- EDGAR BAER, advogado, Londrina
Correção
- O quadro das palavras cruzadas da edição de ontem da Folha2 foi publicado incorretamente.
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