Banestado
Estranho profundamente o posicionamento (ou falta) da Folha no caso da paralisação dos serviços pelo pessoal do Banestado. Até o julgamento da greve (?) ainda se poderia compreender o posicionamento da Folha, que provavelmente não quer assumir a defesa da sociedade em benefício de uma restrita parcela da população (no caso dos funcionários) que sempre se beneficiam do banco, mesmo nos piores momentos.
Jamais se ouviu de qualquer dirigente sindical, ou de funcionários do banco, qualquer desagrado sobre os disparates praticados no banco. Muito pelo contrário, vários funcionários com cargo de direção praticaram inúmeras irregularidades, com o beneplácito (ou ao menos a concordância tácita) dos funcionários menos categorizados.
O Banestado, ao contrário do que disseram os irresponsáveis, ou os que são de má fé, nunca trouxe benefício para os paranaenses, a não ser para os seus funcionários (que nas épocas de ‘‘vaca gorda’’ recebiam polpudas participações, e, ao contrário, quando ocorria prejuízo, chamava-se o contribuinte (eu, o redator, nós todos) para pagar a conta.
Isso está ocorrendo novamente. Em nome de que direito os funcionários do banco, contrariando decisão judicial, continuam não prestando os mais básicos e indispensáveis serviços? Desde o começo da greve (?) fiz todos os dias uma ‘‘via crucis’’ em todos os postos de ‘‘auto-atendimento’’ do banco para retirar talão de cheque e não consegui.
Quem irá arcar com esses prejuízos? Mais uma vez seremos nós (correntistas individualmente) ou toda a sociedade, como tem sido desde o início do Banestado. Afinal, de que lado a falha está? Para o jornal é mais importante os ‘‘gatos pingados’’ dos funcionários? São a razão ou a população paranaense que está sendo barbaramente penalizada? Ou será outro motivo, político talvez?
- JOSÉ ALMEIDA NETO, Londrina
NR. A Folha tem noticiado normalmente todo o andamento do caso Banestado, como exigem os fatos.
PT no segundo turno
Muitas pessoas pessoas estão se perguntando da possibilidade de o PT vencer as eleições no segundo turno e vir a adminstrar Londrina, Maringá e Curitiba. Se isto acontecer, cabe uma pergunta: mudou o partido ou foi a sociedade paranaense que mudou? Enfim, o que muda? Certamente, que houve mudanças, vivemos sob o signo da interdependência – do sistema global – de todos entre todos.
Do ponto de vista do partido, optou-se por um modelo de democracia alargada e participativa com uma mistura de novos poderes difusos e novas formas de representação. Esta opção fica clara no momento em que os candidatos fazem o discurso da participação, da transparência e da ética, valendo-se da mídia como se fosse o seu único e grande cabo eleitoral.
Do ponto de vista da sociedade, ela está saturada de lideranças autoritárias e retrógradas, que fazem da administração pública um serviço para beneficiar determinados grupos sociais.
Desta forma, os candidatos do PT se articularam e construíram com setores desta sociedade que quer romper com aquela prática autoritária. Construíram uma hegemonia, antes de chegar ao poder, com prejuízo e benefício para o partido. Se se entende que o partido é a democracia que se organiza, o partido ficou em segundo plano; se se entende que são os líderes que ampliam a vida democrática, esta prática poderá ser perversa.
- JOSÉ MARIO ANGELI, professor universitário, Londrina
Campanha eleitoral
A reportagem ‘‘Acusações mudam o tom da campanha’’, publicada ontem (Política, página 3), faz tirar do sério o mais pacato dos eleitores. Tomar conhecimento de fatos ocorridos nos bastidores da política através de retaliações de candidatos também não é novidade para ninguém. Mas o que nos causa indignação é encontrar um protagonista de todos os lances citados na reportagem ser o denunciante dos fatos, tentando passar imagem de vítima e justiceiro. Conclusão a que chego: Assad Jannani (Janene) entende muito mais de engenharia política do que engenharia financeira, na qual dizem ser um especialista.
- WALTER COSTA BARROSO, dentista, Londrina
Justiça Esportiva
A minha sugestão de agregar a Justiça Esportiva ao Poder Judiciário, e que visa dar mais credibilidade e organicidade aos esportes, tem um senador da República contra 23 a favor. É contra o senador Roberto Freire e são a favor os senadores Alberto Silva, Emilia Fernandes, Fernando Matusalém, Lucio Alcantara, Íris Rezende, Alvaro Dias, Bernardo Cabral, Paulo Hartung, Jorge Bornhausen, Hugo Napoleão, Arlindo Porto, Eduardo Suplicy, Leomar Quintanilha, Gerson Camata, Ludio Coelho, Mauro Miranda, Roberto Requião, Pedro Piva, Jefferson Peres, Luiz Otávio, Gilberto Mestrinho, Geraldo Melo e Mozarildo Cavalcanti. Esta minha sugestão está com tudo para ser aprovada, principalmente porque os senadores acham uma grande ingerência da Fifa nos assuntos internos do nosso País, ao não permitir que os clubes de futebol entrem com ações na Justiça comum, o nosso órgão maior para dirimir dúvidas.
- SÉRGIO JOSÉ TONIOLO, ex-árbitro de futebol, Porto Alegre
Resposta 1: ‘‘Recebi sua carta datada de 31 de agosto. Informo a V.Sa. que o senador já pediu à consultoria legislativa para estudar a proposta caso já tenha sido aceita por outro senador. Fique certo que o senador Alberto Silva apoiará a excelente idéia’’. (Susana de Mello T. Silva, chefe de gabinete).
Resposta 2: ‘‘Somos da opinião de que a Justiça precisa modernizar-se e desburocratizar-se. Somas às causas da justiça comum os da justiça esportiva avolumaria ainda mais os trabalhos da primeira, prejudicando o cidadão comum na busca de seu direito’’ (Roberto Freire)
TV
Insiste o ministro da Justiça em acusar a TV de culpada pela violência (na qual somos campeões mundiais), em razão de exibir filmes de terror e assemelhados. Creio que a maior periculosidade da TV não resulta da exibição da violência, falsa ou real, ao vivo e em cores, para a totalidade da população, mas, sim, por uma programação aparentemente inofensiva, descompromissada, casual, divertida, leve, contra a qual ninguém pensa em protestos ou coibições.
O perigo, terrível mas inevitável e até despercebido, mora na alegre exibição de trivialidades, como o fausto e o desperdício da vida das elites, que é um tapa na cara de 90% dos telespectadores. Combinado isto com a vasta publicidade, inclusive subliminar, de superfluidades caras, mas apontadas como de uso constante dos que podem comprar, teremos um prato feito, que induz, mesmo sem querer, os jovens de classe média aos crimes contra o patrimônio e os excluídos em geral à revolta, que se prepara, no Brasil e no mundo, contra as minorias empanturradas de privilégios que não vêm de Deus, mas dos demônios. As atuais preocupações dos organismos internacionais com os números da miséria do mundo nascem da percepção, um tanto tardia, desta realidade.
- ALCINDO NOLETO RODRIGUES, Brasília
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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