O LEITOR ESCREVE
Saudade de Jacqueline
Hoje é um dia especial. Jacque estaria fazendo 22 anos. É a primeira vez que em seu aniversário estamos separadas. Hoje era o dia de dar-lhe 22 beijos e 22 abraços, como fazia todos os anos, desde seu primeiro ano. Lembro-me de quando você nasceu, quando lhe ensinei os primeiros passos e de quando aprendeu a primeira palavra: ‘mamãe’. Hoje choro de saudade de tudo... e de todos os dias maravilhosos que passamos juntas. Você, filha, aprendeu uma palavra, que é amor, que talvez muitas pessoas não conheçam seu significado. Você foi a filha que me deu alegria, muito amor e orgulho. Jacque, sinto falta de você, querida. Eu a amo.
- SILMARA CARNEIRO LOBO, Londrina
Agradecimento
A comissão organizadora do 1º Encontro de Medicina Psicossomática agradece o apoio desse conceituado jornal na realização do evento, sem a qual não teríamos obtido tamanho sucesso.
Esperamos ter oportunidade e satisfação de contar com o apoio da ‘Folha’ em eventos futuros.
- ALCEU SERPA FERRAZ, diretor do Departamento de Psicossomática, da Associação Médica de Londrina
Círculo vicioso
Por que a maioria dos municípios brasileiros não tem crescimento sustentado, com reflexos econômicos positivos na qualidade de vida dos seus habitantes? O ponto central da questão está assentado no aproveitamento criativo, racional e bem-intencionado do PIB regional, bem como pelo inadiável afastamento do conceito político unilateral de gerir a coisa pública. Sabemos que os municípios são células macroeconômicas que precisam ser bem dirigidas por pessoas de formação desejável não só politicamente, mas também no campo da administração pública.
O município, cujo dirigente tem meta séria e dinâmica para cumprir, possui em sua base a eficiência e eficácia como fatores norteadores de uma administração participativa. Por isso impõe-se, desde logo, a adoção de um plano orçamentário realista e transparente, onde os objetivos da receita e despesa sejam alcançados com a disposição inarredável de cumpri-los, adicionados a medidas de fomento às potencialidades de cada região geoeconômica.
Se a administração municipal ficar só na dependência de repasses de fundos (FPM e ICMS), bem como de recursos estranhos, certamente entrará no círculo vicioso da pobreza. Ou seja, não incentivará novos investimentos produtivos para a geração de empregos e circulação de mais riquezas; não aumentará a arrecadação de tributos próprios. Certamente ficará na dependência, cada vez mais frequente, de recursos de terceiros, levando-a à total inviabilidade administrativa, o que equivale à falência no âmbito privado.
- IVAN VERONESI, Londrina
Incoerência
Gostaria de compreender melhor como certas emissoras de televisão querem acabar com a criminalidade através do desarmamento se elas próprias continuam exibindo, em todos os horários, filmes violentos, alguns de produção nacional. A violência é explorada em cenas fortes e sensacionalistas através de jornais e sempre regados com cenas de sexo, droga e marginalidade. O telespectador já não tem muita opção, pois até desenhos infantis estão recheados de malícia e violência. As emissoras de televisão deveriam proporcionar mais música, romance, desenhos sadios e filmes que promovam o companheirismo e solidariedade, e que estes valorizassem mais o Ser do que o Ter. Como a maioria dos telespectadores tem o hábito de copiar, seria interessante mais opção e essa seria ótima chance de melhorarmos o mundo.
- ELIZABETH COTTING DOS SANTOS, Londrina
Sonho de poetisa
Tenho apenas 15 anos e desde os 13 escrevo poesias. Já tenho 45, o suficiente para eu editar um livro. Sei que tenho que estudar para me aperfeiçoar, porém as 45 são boas para quem cursa o 1º ano do 2º grau. Mas pobre não tem vez e ficarei sonhando em um dia lançar um livro. Meu pai era assinante da ‘Folha’ e eu a lia sempre. Adorava o caderno 2. Um dia estará escrito lá o nome de uma menina de 12 anos de idade que tinha editado um livro. Nossa! Procuro lutar para que acabe o preconceito contra o pobre. Mas vou conseguir editá-lo.
O preconceito contra o pobre no Brasil é enorme. Por eu não ter sobrenome importante não estou conseguindo. Não reclamo de ser pobre, pois não sou tão pobre assim. Através da ‘Folha’ apelo para que as pessoas não sofram mais tarde o que sofro agora por não conseguir lançar meu livro por causa do preconceito da sociedade. Este apelo é feito também em nome de outras pessoas excluídas, pobres e sonhadoras.
- GRACY KELLY SOUZA COSTA, Londrina
Agradecimento
Agradecemos o fornecimento gratuito, por três meses, de exemplares do jornal ‘Folha do Paraná’, para os filiados da Associação dos Amigos de Londrina - AAL. Salientamos a qualidade do Jornal e a importância das reportagens. Aproveitamos o ensejo para agradecer o apoio e divulgação dados à associação. Percebemos claramente que essa empresa acredita na nossa iniciativa e quer dela participar em parceria.
- AUGUSTO GONÇALVES FILHO, presidente da Associação dos Amigos de Londrina, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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