Eleições (1)
Logo em seguida às eleições, o candidato do PSDB (em Londrina, deputado Luiz Carlos Hauly), partido do governo, fez um pronunciamento na Câmara dos Deputados acusando a Igreja Católica de apoiar a oposição em Londrina. Quero dizer que o maior cabo eleitoral da oposição é o próprio governo quando massacra o povo, com o desemprego, diminuição de renda e outras políticas degenerativas do quadro social.
O servidor público não elege ninguém, mas desempata. Considerando os servidores federais, estaduais, municipais, juntamente com seus familiares e amigos, calculamos somente em Londrina 65 mil votantes. Que não sejam 65 mil, mas 30 mil ou 15 mil: o candidato do PSDB aqui em Londrina perdeu, tanto na eleição passada como nesta, por aproximadamente 11 mil votos. Sem dúvida são os votos dos servidores públicos que têm sido massacrados pelos governos do PSDB e PFL.
O servidor completará, em 2001, sete anos sem reajuste, enquanto a inflação nesse período já ultrapassa os 90%. Se não bastasse essa crueldade, o governo federal deu 50% de aumento para algumas categorias, e o fez de forma disfarçada e mesquinha, em gratificação, para não repassar aos aposentados, num flagrante desrespeito à Constituição Federal, que prevê (em seu artigo 40, parágrafo 8º) a paridade entre ativos e inativos.
O ministro da Previdência, que é do PFL, está gastando rios de dinheiro com reformas pelo Brasil a fora, mas esquece da miséria que paga aos aposentados e aos seus próprios funcionários. Essa são as razões de a oposição estar vencendo as eleições nos grandes centros e se fortalecendo em todo o Brasil.
- JOÃO AMBRÓSIO DE OLIVEIRA, Londrina
Eleições (2)
A maior arma que o cidadão possui contra os maus políticos ainda é o voto. No pleito do último dia 1º, o cidadão brasileiro, cansado da situação em que se encontra, deu a resposta aos governantes. Aos que já tinham a certeza de serem eleitos, a derrota das urnas mostrou claramente que o povo não é mais trouxa como antigamente. Os milhões gastos com o uso da máquina administrava nas campanhas, o abuso do poder econômico com a compra de votos, já não estão dando a certeza de vitória aos poderosos, que aos longos anos vêm enganando o povo brasileiro.
Parabéns aos partidos que saíram vitoriosos nestas eleições. e que seus dirigentes não permitam que raposas velhas da política se infiltrem neles, com a intenção de conseguir uma boquinha e continuar a esfolar o povo. A partir desta eleição vamos fazer uma faxina nos maus políticos, fazendo uma renovação completa. Temos pessoas competentes, que lutam contra as desonestidades, contra as injustiças, sem interesse pessoal. Vamos renovar. Os derrotados que deixem de procurar desculpas esfarrapadas, e analisem como está vivendo a maioria do povo brasileiro.
- ALOISIO SCHELLER, Centenário do Sul
Pesquisas (1)
Vejo na primeira página da Folha do dia 9, manchete na qual o candidato Nedson lidera com vantagem de 40%, segundo pesquisas realizadas entre os dias 4 e 5 deste mês. Não quero entrar no mérito de qual seria o candidato ideal para Londrina e sim no que diz respeito às pesquisas e a nossa cidade. No primeiro turno, a Folha publicou pesquisa em que Hauly aparecia em primeiro com 30% e Nedson em quarto com apenas 13%. As urnas mostraram que não era bem esse o resultado. Surpresa? Para alguns, que ainda acreditavam em pesquisa sim, mas para a grande maioria não!
Esses ‘‘alguns’’ que se surpreenderam, ao contrário do que disse o jornalista da Folha, Walmor Macarini, não são novatos e muito menos ingênuos. Apenas acreditaram em algo que a minoria tentou colocar como verdade. Não, o povo não é ingênuo! Tanto é que mostrou que não seria induzido por pesquisas a votar em quem supostamente estava a frente. Cansei de ouvir ‘‘mesmo correndo o risco de perder meu voto, votei no Nedson’’. Como disse o mesmo jornalista, Londrina pregou uma peça sim, mas sobre aqueles que tentavam enganá-la. E desses, a cidade já está ‘‘vacinada’’ depois da péssima experiência com Belinati.
- ANDRÉ LUIS ARRUDA PLÁCIDO, relações públicas, Londrina
Pesquisas (2)
Gostei da pesquisa de Maringá divulgada por este jornal, no dia 10, em que mostra o petista José Cláudio em primeiro lugar. Sinto com isso até um certo alívio, por saber que ainda existem jornais sérios, capazes de demonstrar a verdade e a vontade do povo, que já foi demonstrada no primeiro turno (independente de pesquisas falsas e tendenciosas), e será mais visível ainda agora no segundo turno. Gostaria de lembrar que o povo não mais se deixa guiar por pesquisas falsas (que fizeram bastante por aqui), por mentiras e ataques pessoais, pois a consciência das pessoas mudou e para melhor: aprenderam a distinguir o bom do mau. Parabéns Folha de Londrina/Folha do Paraná.
- EDJAN BALDO DE CARVALHO, auxiliar administrativo, Maringá
Horário de verão
Há quase uma semana estamos no ‘‘inferno astral’’ de todos os anos. O horário de verão provoca, além de sono e cansaço, nervosismo, irritação, brigas no trabalho e na rua, discussões em casa, e mortes. Imagino que aumentem o consumo de bebida alcoólica e as suas consequências. Quantos motoristas e motoqueiros, sonolentos desde as primeiras horas do dia, morrem em acidentes, nesse período? Fala-se que a população aprova o horário de verão. Faça-se um plebiscito! Trabalhadores, estudantes e outros que se levantam entre 3 e 7 horas da manhã são a minoria? Alguém já perguntou a doentes que procuram as filas desde a madrugada se aprovam essa agressão imposta por tecnocratas? Pergunto: como resolvem os problemas de demanda de energia entre 18 e 22 horas no mês de julho e nos outros meses de inverno?
Não entendo do assunto, mas acredito que escondem alguma coisa; ou estamos a maior parte das noites do ano sujeitos a um ‘‘apagão’’, como aquele de março de 99, e o alívio só vem mesmo com esse famigerado horário. Economia de energia parece balela ainda maior. No resto do ano pode-se gastar a vontade? Por que não se faz campanha para economizar o ano todo? É por isso mesmo que pensamos que energia custa dinheiro do consumidor e quanto mais ele consome, mais os donos da energia embolsam. Tem interesses de governos e de empresas que se beneficiaram da privatização por aí; mas estou longe desse campo. Peço que as autoridades analisem (e divulguem) as estatísticas dos acidentes de trânsito e de quanto cai a produção do País durante esse nefasto horário de verão.
- RAFAEL FIGUEIREDO, Londrina
Correção
- A Prefeitura de Curitiba não está recebendo do Ministério da Previdência a compensação pelo pagamento feito a aposentados do regime próprio do município que contribuíram com o INSS. Notícia publicada ontem em Folha Cidades informava incorretamente que os aposentados também não estavam recebendo. O editor pede desculpas pelo erro cometido.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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