Eleições (1)
Atribuiu-se à Igreja Católica, por parte daqueles que não conseguiram a vitória esperada, a culpa pelos resultados surpreendentes das últimas eleições. Como católica isso me deixou muito feliz. Afinal, fazer a cabeça de um povo levando-o a dizer não à situação que aí está conhecida por todos, a perceber que é urgente renovar, como tentativa de mudança do quadro atuante, e escolher conscientemente seus representantes sem se importar com pesquisas, com ‘‘showmícios’’, com promessas já conhecidas em filmes passados, é uma conquista muito grande.
Concordo que a influência da Igreja Católica tenha acontecido, através de um trabalho de conscientização do valor do voto e da importância da escolha, dos critérios a serem observados e da análise crítica dos candidatos que serão os nossos representantes políticos. Mas outras igrejas e entidades sérias também se preocuparam com isso, e a orientação que porventura deram aos seus seguidores não pode ter sido diferente. Está cada vez mais claro que devemos nos preocupar com o futuro, e a partir desse movimento de moralização, coincidentemente ou não no ano eleitoral, os homens públicos que se cuidem porque o povo está bem acordado.
Voltando à questão da Igreja Católica e suas orientações sobre política, acredito que é a posição mais correta. Afinal, o que é política, senão aquilo que tem tudo a ver com dia-a-dia de cada um? E quem é que sofre as consequências da má administração política que acarreta o desemprego, a fome, a falta de atendimento à saúde e os diversos problemas sociais? A preocupação da Igreja tem que ser a do Evangelho – em favor dos mais pobres, oprimidos, injustiçados. À Igreja não cabe apenas a salvação da alma – conforme afirmação de alguns espiritualmente desinformados – mas a preocupação com o homem por inteiro. Se o homem tivesse que sofrer tanto, Deus não lhe daria a vida como presente! E acho que nem o voto, que nesta grande virada mostrou, como nunca, ser um dos grandes instrumentos de igualdade social (o mesmo valor para o rico, o pobre, o influente, o zé-ninguém), quando não é comprado e destituído de seu valor democrático.
- ESTELA MARIA FREDERICO FERREIRA, professora, Londrina
Eleições (2)
Quando o deputado federal Luiz Carlos Hauly culpou a Igreja pela sua derrota, de imediato podemos afirmar que ele perdeu uma grande oportunidade de ter ficado calado. Fica claro que ele se acha ‘‘professor da verdade’’ não aceitando a derrota, e que, acima de tudo não é um democrata. O resultado do 1º turno em Londrina foi claramente honesto, justo e democrático. Resta-lhe engolir a derrota e/ou chorar suas mágoas com o presidente Fernando Henrique Cardoso.
- LUIZ SILVIO BAPTISTA, Cornélio Procópio
Cidade dos sonhos
A Londrina que queremos é uma cidade agradável para todos os cidadãos. Uma cidade que emocione e da qual todos sintam orgulho. Cidade que proporcione bem-estar, onde todos possam realizar seus projetos, tenham acesso aos benefícios das conquistas de melhor qualidade de vida para população. Onde crianças e jovens recebam uma educação pública de qualidade, e o conforto de um programa de saúde sério e consistente. Onde as pessoas tenham acesso a postos de trabalho e de emprego que lhes dêem a segurança de poder arcar com a sobrevivência e a dignidade de se sentirem pessoas úteis. Onde nossos filhos possam circular sem medo e nós seus pais, nos sintamos seguros de que eles voltem para casa.
Na cidade que queremos, a educação será compromisso prioritário. As crianças terão escolas adequadas, professores qualificados e remunerados condignamente. Terão acesso a um projeto cultural que estimule e desenvolva suas potencialidades. Educação e cultura serão o passaporte para o futuro de uma sociedade mais justa, igualitária e cidadã. A Londrina que queremos é uma cidade sem exclusão social e sem corrupção. Uma cidade que privilegie a distribuição de renda e a gestão popular dos recursos públicos através do orçamento participativo. Uma cidade que eleja a ética como parâmetro nas relações entre a administração e os cidadãos.
Na Londrina que queremos, homens e mulheres poderão também partilhar os bens culturais existentes. O projeto de desenvolvimento sustentável passa pelo reconhecimento da importância dos valores culturais. Uma sociedade sustentável deve promover a diversidade cultural, o pluralismo e a solidariedade. Consideramos as políticas culturais vitais para a transformação da realidade social, para o combate à exclusão social e cultural e para a criação para uma cultura de paz, baseada no acolhimento e solidariedade, especialmente de crianças e jovens, que abrace todas as raças e todas as religiões e que na mesma melodia o canto seja direitos humanos e cidadania. Uma cidade que além de bela e acolhedora, cultive o direito e a justiça social. ‘‘Tudo que uma pessoa pode imaginar, outras podem tornar real.’’ (Júlio Verne)
- LUCIA IRENE REALI LEMOS, Londrina
Lions Clube
A memorável Primeira Convenção do Lions, realizada de 8 a 10 de outubro de 1917, foi o grande marco na história mundial, o início da Associação Internacional de Lions Clubes, tornando o dia 10 de outubro sua data oficial de fundação. Talvez o nosso fundador não pudesse imaginar a dimensão que os seus propósitos teriam, cabendo a nós, o sim ao ideal de Melvin Jones, numa implementação humanitária.
Estava sendo lançado naquele momento o prenúncio do congraçamento universal e a preocupação com o bem estar da coletividade. Um exércitto de sócios com visão destacada voltados para o serviço desinteressado nas suas comunidades e extensão se propunha a fazer desse mundo uma lugar melhor para se viver, com a filosofia de estarmos sempre uns em função dos outros diante das necessidades prementes. Um destaque a ser feito nas campanhas realizadas pelos leões distribuídos pelo mundo é o que concerne principalmente ao estado de saúde de nossa gente.
Nossa vigilância tem como foco ainda os cuidados voltados: para o meio ambiente, ao trânsito, a valorização da mulher, a educação, a moradia, ao deficiente e enfim, a promoção humana. Nunca deixando de lado os aspectos da cidadania e do civismo, tão necessários aos homens bem intencionados no nosso universo. Irmanados nos objetivos propostos por Melvin Jones precisamos vencer nossos limites possíveis para o atendimento dos carentes, construindo uma consciência cidadã global.
- CARLOS ROBERTO DE SOUZA, Londrina
Correção
- O resultado da Pesquisa Folha sobre o segundo turno das eleições em Londrina foi publicado ontem, na Folha, com erro na data. As consultas relativas ao resultado foram realizadas nos dias 4 e 5 de outubro e não de agosto, como foi publicado nos gráficos da 1ª página e da página 4; a data correta das consultas está citada claramente nos textos das referidas páginas. Os editores do dia responsáveis pela primeira página e pela editoria de Política pedem desculpas aos leitores pelo erro cometido.
- A Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) de Araucária já recolheu 5 mil toneladas de lixo contaminado por óleo dos rios Barigui e Iguaçu depois do vazamento de 4 milhões de litros de óleo cru. O título da página 8 da edição de ontem da Folha informava que haviam sido retirados 5 toneladas de lixo. O editor do dia do Caderno Cidades pede desculpas aos leitores pelo erro cometido.
- A 14ª Olimpíada Estadual das APAEs, realizada em Jacarezinho, terminou domingo. Reportagem publicada em Folha Esporte de domingo informou que o evento prosseguiria até sexta-feira. O editor do dia do caderno pede desculpas aos leitores pelo erro cometido.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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