O LEITOR ESCREVE
CNBB
O que podemos entender por esta sigla tão conhecida? Que se trata da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e que representa a Igreja Católica, é do conhecimento de todos, mas quais são seus objetivos? Sabe-se que em Itaici se encontram quase 400 bispos e é fácil crer que lá está o alto escalão da Igreja, no gozo da merecida aposentadoria ou em vias de efetivá-la. Deste permanente concílio é de se esperar, pela somatória das experiências ali reunidas, decisões da mais alta responsabilidade visando o aprimoramento espiritual do imenso rebanho que lhes diz respeito.
Talvez até isto aconteça porém o que chega ao grande público nem sempre corresponde à grande fonte. A CNBB através de uma coordenação, apadrinha o plebiscito nacional da dívida externa, buscando o referendo popular com perguntas capciosas, induzindo à resposta afirmativa, sem deixar claro aos votantes como está formada a nossa enorme dívida e as condições aceitas para os respectivos pagamentos, quem são os nossos credores e o que ou quem financiaram.
Tranquilamente usam daqueles cujas perspectivas para uma vida melhor deveriam ser preservadas, nunca sufocadas com informações inexatas que partem é um absurso de alguns profissionais da fé, cujo mister deve estar abolido de sua vida pastoral. Qualquer cidadão medianamente esclarecido deduz, sem muito esforço, onde um país pode chegar se adotar políticas homicidas, provocadas por consultar populares descompromissados com a verdade, prenhes de ranço, sectarismo e ignorância.
O calote risca do mapa internacional o caloteiro e não é preciso ir muito longe para aprender o que significa estar fora do mercado, bastando inclusive puxar um pouco pela memória, ou lembrar daquele governador de topete e sua moratória. Também é mais fácil acreditar e admitir que somos pobres, muito pobres, que nem sempre votamos bem e elegemos pessoas sem capacidade e honestidade para administrar interesses dessa envergadura.
Causa sempre alguma perplexidade o comportamento de religiosos que vivem sob suas luzes e que deixam de lá buscarem as soluções para as miséria do mundo ao invés de se colocarem onde não foram convidados. Por mais que a moderação conduza este raciocínio lembramos que nada exclui a análise e a história da Igreja nos contempla o seu lado negativo, em detalhes muitas vezes cruéis, resultado, quase sempre, da intromissão do clero em assuntos temporais.
- CARLOS ROBERTO MIRANDA, industriário, Londrina
Além dos mistérios
Quando olhamos para o mundo no qual vivemos, existe muita confusão, perplexidades e mistérios que aparentemente não têm solução. O homem, contudo, sempre esteve perplexo e confuso com as coisas que estão além de sua compreensão. O homem primitivo, como o moderno, investigou os segredos do universo e olhou para o céu à noite, pasmado e maravilhado com o mistério do espaço negro com suas miríades de luzes inexplicáveis.
Foi o mistério da gravidade que desafiou Isaac Newton a explorar a razão de os objetos mais pesados que o ar serem atraídos para o centro da Terra. Foi o mistério do relâmpago que inspirou Benjamin Franklin a amarrar uma chave na cauda de uma pipa durante uma tempestade, para provar a igualdade dos relâmpagos com a eletricidade. Foi o mistério do poder latente do átomo que desafiou Einstein, Fermi e outros a testarem a energia latente na matéria. A energia atômica é agora uma palavra doméstica.
Alguns mistérios do passado foram desvendados pela ciência. Outros ainda desconcertam a humanidade. Um fato permanece: toda a sabedoria acumulada através dos tempos é apenas uma arranhão na superfície da busca do homem pelo conhecimento do universo. Na maior parte, Deus retém seus segredos, e o homem, ainda que nas pontas dos pés, pode compreender apenas uma pequena fração dos atos do Senhor. Essa inabilidade de compreender plenamente os mistérios de Deus não diminui a fé cristã. Pelo contrário, aumenta a nossa crença. Não entendemos o intricado padrão das estrelas em seu curso, mas sabemos que Aquele que as criou entende, e, tão seguramente quanto Ele as guia, está planejando um caminho seguro para cada um de nós. Podemos então, dizer como o apóstolo. Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como da ciência de Deus! Quando insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! (RM 11:33)
- WILSON MUNHOZ, Londrina
Racionalidade
O homem ainda não entende a linguagem dos animais. Mas, todos os animais comunicam-se e além do instinto, pensam e têm sentimentos, como o homem. O homem também é um animal, sua anatomina é simiesca. Pratica a antropofagia, é onívoro, como os porcos... É o grande predador da natureza e consequentemente dele mesmo. Ao nascer é ingênuo; quando cresce torna-se egoísta, ambicioso e hipócrita. Julga-se superior aos demais seres vivos; imagina ter o privilégio de após a morte seguir para outra dimensão para melhor ou para pior de acordo com sua conduta de vida. Bobagens que acredita, por sofrer imposições cerebrais a partir do momento em que nasce. Sem dúvidas, por uma questão de lógica, após a morte, como todos os seres vivos, finda.
O planeta Terra seria paradisiáco, sem a presença humana. Observando a natureza vemos os fenômenos diversos. Vegetais e animais nascem com deformações e o homem não foge à regra. Se fosse privilegiado não nasceria com aberrações.
Há uma pequena parcela de homens evoluídos. Os cientistas fazem parte dessa parcela. Eles estudam fenômenos naturais e sociais, têm conhecimentos e podem orientar a humanidade para que tenha melhores dias. Os cientistas com apoio tecnológico produzem: vacinas, remédios, transplantes, clonagem, alimentos... As ciências evoluíram e os conhecimentos superaram os ensinamentos dos livros sagrados.
Religiões existem aos milhares pelos quatro cantos da Terra; surgiram na selvageria e passaram à civilização. Desde as pequenas até as grandes que professam o budismo, o cristianismo e o maometismo, não passam de uma grande farsa. Meio de vida de espertalhões. Não pagam impostos, acumulam grandes fortunas e dominam pela ostentação. Rezar, adorar e/ou temer entidades religiosas de nada adianta.
Procurar conhecimentos científicos e tecnológicos é o caminho racional para o bem da humanidade. O que não há explicação científica é historinha para ingênuos. Aqui no Brasil, lamentavelmente, o povo ignorante é ludibriado pelos religiosos, pelos políticos, pelos empresários, pelos esportistas profissionais (tendo reza, algumas migalhas, música medíocre e futebol o brasileiro é facilmente enganado). Segundo nos ensinam os astrônomos, os astrofísicos e tantos outros cientistas, a Terra é quase nada em relação ao imenso espaço cósmico e tem 4,45 bilhões de anos. Raciocinar é preciso.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
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